Comissão Permanente / Temporária
TIPO : DEBATE PÚBLICO

Da FRENTE PARLAMENTAR EM “DEFESA DO BAIRRO DO CAJU”

REALIZADA EM 06/28/2024


Íntegra Debate Público :

FRENTE PARLAMENTAR EM “DEFESA DO BAIRRO DO CAJU”, INSTITUÍDA PELA RESOLUÇÃO DA MESA DIRETORA N° 12.052/2024


ÍNTEGRA DA ATA DO DEBATE PÚBLICO REALIZADO EM 28 DE JUNHO DE 2024


(Defesa do Bairro do Caju)


Presidência do Sr. Vereador Pablo Mello.

Às 14h41, Salão Nobre Vereador Antonio Carlos Carvalho, sob a Presidência do Sr. Vereador Pablo Mello, tem início o Debate Público da Frente Parlamentar, instituída pela Resolução da Mesa Diretora n° 12.052/2024, em “Defesa do Bairro do Caju”.


O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Dou por aberto o Debate Público da Frente Parlamentar, instituída pela Resolução da Mesa Diretora n° 12.052/2024, em “Defesa do Bairro do Caju”. Presidência, Vereador Pablo Mello.
A presente Frente Parlamentar é constituída pelos seguintes Senhores Vereadores signatários: Átila Nunes, Dr. Carlos Eduardo, Dr. Gilberto, Dr. João Ricardo, Dr. Marcos Paulo, Edson Santos, Inaldo Silva, Jair da Mendes Gomes, Juninho da Lucinha, Luciana Novaes, Luiz Ramos Filho, Marcelo Arar, Marcelo Diniz, Marcos Braz, Monica Benicio, Monica Cunha, Paulo Pinheiro, Rafael Aloisio Freitas, Renato Moura, Rosa Fernandes, Tainá de Paula, Tânia Bastos, Teresa Bergher, Thais Ferreira, Ulisses Marins, Veronica Costa, Vitor Hugo, William Siri e Zico.
A Mesa está assim constituída: Chefe de Gabinete da Companhia Municipal de Energia e Iluminação, Senhor Adelino Pereira, que hoje representa o nosso nobre Diretor-Presidente Paulo Cezar; Senhor Marco Aurélio, guarda municipal do Rio de Janeiro, que hoje representa o Inspetor-Geral José Ricardo Soares da Silva; Senhor Gerente do Departamento da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Anderson Accioli, que também representa o Senhor Diretor Flávio Lopes; Senhor Coordenador-Geral de Atenção à Saúde da Área Programática 1.0 da Secretaria Municipal de Saúde, Dr. Leandro Abal; Senhor gerente da Clínica da Família São Sebastião, Dr. Willian Fonte; Senhor Coordenador Regional da Área de Planejamento 1.2 (AP-1.2) da Secretaria Municipal de Conservação, Ivan Santos; Senhor Coordenador da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (Cet-Rio), meu amigo Marcelo Viana; e Senhor Eduardo Almada, representante da nossa querida amiga, Senhora Vereadora Luciana Novaes.
Muito obrigado.
Vou pedir que os moradores que estão chegando se sentem, acomodem-se, para que nós possamos dar início ao nosso Debate Público. Antes de tudo, eu quero agradecer, em nome do meu mandato, a acolhida, o atendimento de todas as instituições que estão aqui presentes. De certa forma é muito relevante, tratando de assuntos que são muito sensíveis de um dos bairros que tem o menor índice de desenvolvimento social e humano de toda a Cidade do Rio de Janeiro. É um dos bairros que nós podemos afirmar que foi negligenciado por muitos anos, não foi visto além dos muros do cemitério.
Esta Frente Parlamentar tem como proposta fazer com que o Executivo, os moradores, as lideranças e a rede do Caju se unam para que nós tenhamos mais qualidade de vida, mais respeito, mais dignidade e mais atenção por parte do Poder Público.
Foi essa a premissa que me levou a criar esta Frente Parlamentar. E já digo aqui que vou convidá-los de forma sistemática para que nós estejamos juntos, encarecidamente, em nome dessa população que tem peculiaridades importantes, como todos nós que conhecemos o bairro, todos nós que vivemos naquele bairro.
Eu tive a oportunidade de dirigir o Fernando Antônio Braga Lopes por quase 10 anos da minha vida. Eu vivi dentro daquele bairro, eu era plantonista na maternidade Maria Amélia. Saía da Maria Amélia e imediatamente entrava no Fernando Antônio Braga Lopes às 7 horas, às 8 horas, e saía às 10 horas, às 11 horas da noite, como toda a equipe e os moradores bem sabem.
É um bairro pelo qual tenho um carinho, um apreço. Se a política é uma ferramenta de transformação na vida das pessoas, ela precisa ser uma ferramenta de transformação na vida de quem mais precisa.
O Caju, que tem baixo índice de escolaridade, o Caju que tem situações de habitação que são condições insalubres de sobrevivência digna... Nós temos uma ocupação de quase 700 famílias no antigo hospital que foi o meu hospital, na minha cadeira de Infectologia, há 16 anos. Não deveria ter um morador sequer naquela região. E hoje nós já ultrapassamos... Aí está o gerente da Clínica da Família São Sebastião, Clínica da Família, esta que, com muita luta, foi solicitada à época ainda quando eu era subprefeito. Graças a Deus, o Prefeito Eduardo Paes e o nosso Secretário Municipal de Saúde tiveram a misericórdia, a sensibilidade de olhar, principalmente o Secretário de Saúde Daniel, de cumprir a palavra de implantar mais um dispositivo de saúde naquele bairro, porque uma única unidade não dava conta de toda a demanda, sobretudo uma demanda reprimida que nós tínhamos por falta de uma assistência efetiva, eficaz, eficiente, por várias questões da própria rede.
Hoje, pelo menos, nós temos aqui uma política pública que nós podemos exaltar, que é a política pública da Saúde. Nós sabemos, enquanto profissionais da Saúde, que enfrentar a pobreza, a desigualdade social, levando saúde com dignidade, com recurso, com coordenação de cuidado, com longitudinalidade do cuidado, é um desafio diário. Mas nós temos aqui o nosso parceiro William, que responde pela Clínica da Família São Sebastião, o nosso querido Coordenador de Área Programática, Dr. Leandro Abal, que é um parceiro, é um cara que está na rede lutando o bom combate, fazendo a diferença há muitos anos, e é uma honra para essa área programática poder contar com a presença de Vossa Excelência na condução desse trabalho, que é um trabalho que exige compromisso e responsabilidade. Graças a Deus nós temos você à frente desse processo.
Vamos abrir a fala para os representantes dos órgãos que se fazem presentes, mas, para que nós já tenhamos aqui uma mensagem dos moradores do bairro do Caju, destacando que a plenária terá voz, terá fala e os moradores e lideranças que porventura quiserem se manifestar, ao final das explanações dosmoradores e lideranças que, porventura, quiserem se manifestar, ao final das explanações dos nossos convidados, vocês terão o poder de fala.
Eu vou destacar algumas demandas que foram encaminhadas para o nosso gabinete para que cada um possa fazer a explanação, de acordo com as políticas às quais os senhores representam.
Em relação a transporte e CET-Rio, nós temos uma rua que chama General Sampaio, no bairro do Caju, que fica logo próxima à praça central. O bairro do Caju, por ser um bairro portuário, tem uma incidência enorme de pessoas, de carretas, melhor dizendo, carretas que transitam naquela região, carretas essas que, em alguns momentos, nos últimos cinco anos, levaram à morte três moradores – um contêiner virou em cima do morador. Além de nós estarmos aqui pedindo o auxílio do município, enquanto CET-Rio, enquanto Secretaria Municipal de Transporte, nós também estamos caminhando ao lado, pedindo socorro ao Detran e ao antigo Detro, que agora não existe mais.
Em relação às carretas, a nossa necessidade... O bairro do Caju recebeu a Guarda Municipal, pela primeira vez, dois sábados atrás, Marco Aurélio, e numa lamentável situação onde a subprefeitura, de forma irresponsável – não tem outro adjetivo para traduzir o que aconteceu –, encaminhou ao nosso Secretário Brenno Carnevale, que é um secretário extremamente responsável com aquilo que faz, comprometido, recebeu a informação totalmente equivocada. Ele recebe a informação de que existiam comerciantes sem o processo de legalização na Praça do Caju. O bairro, que é um bairro favelizado, com oito complexos de favela...
Todos nós aqui sabemos que o bairro do Caju predominantemente possui moradores que sofrem pela desigualdade social e pela pobreza de forma exponencial. Oitenta por cento daqueles moradores, e é um dado do Centro Regional de Assistência Social (CRAS), daquelas famílias, recebem um tipo de benefício de transferência de renda, seja Bolsa Família seja o CadÚnico, seja, através do CadÚnico, o LOAS, o Riocard. Enfim, é um bairro extremamente pobre. Quem conduz o processo de saúde no bairro do Caju sabe o quão difícil é poder longitudinalizar o cuidado. Eu, enquanto diretor – graças a Deus eu fiz Obstetrícia –, cansei de fazer parto dentro da unidade porque a galera não tinha dinheiro para pegar transporte e se dirigir à maternidade.
Cansei de estabilizar paciente em situação de infarto agudo do miocárdio, porque o paciente não conseguia se locomover e chegar à unidade de pronto-atendimento ou ao hospital de grande porte. E, aguardando vaga zero, era nós que tínhamos que estabilizar o paciente. O bairro do Caju... talvez seja uma das poucas clínicas da família... Agora acredito que já padronizou, mas lá em 2010 nós éramos uma das poucas unidades de saúde com certa estrutura para acolher e assistir pacientes de média e alta complexidade. Se não tivéssemos, esse paciente evoluiria para óbito, certamente. Não tínhamos como fazer nada pela vida do cidadão.
Essa plenária é a primeira reunião. Nós estamos sensibilizando os moradores para que participem. Hoje ela está vazia, mas acredito que no próximo encontro nós teremos os presidentes da associação de moradores. Inclusive, está a caminho, um número maior de pessoas aqui. Até porque, acredito eu, com o compromisso de vossas excelências, nós vamos sair daqui com um planejamento de ação para melhorar a qualidade de vida daquele bairro.
Hoje, voltando aqui para a questão da Guarda Municipal, nós tivemos uma operação da Seop com a Guarda Municipal. A Seop saiu derrubando absolutamente tudo que estava na Praça do Peugeot. Pessoas em processo de licenciamento – não são pessoas que não tinham licença, mas pessoas que estavam em processo de licenciamento para possuírem sua legalidade e trabalharem de forma digna e regular. Ninguém ali quer trabalhar de forma irregular. Mesmo assim, essas pessoas foram ceifadas de produzirem a forma de levar seu ganha-pão pra casa. Foi um dia muito triste.
A Guarda Municipal chegou, eu liguei para o nosso inspetor geral, que é o Ricardo, que prontamente me ligou, de forma muito assustada, porque a praça estava rodeada de crianças e a Guarda Municipal chegou com cassetete, com aquele escudo antibombas, de uma forma truculenta e violenta junto com a Seop, e sai detonando aqueles trailers de forma que, no meu ponto de vista, foi além do limite do respeito ao trabalhador e à trabalhadora. Agora está no colo do Prefeito Eduardo Paes resolver a situação da legalidade e a situação daqueles trabalhadores e trabalhadoras que perderam seus trailers porque a Seop acabou e detonou toda a estrutura. Essas pessoas hoje se encontram sem condições de trabalhar, passando dificuldades, passando fome, dependendo de ajuda porque não têm mais suas condições de trabalho.
Espero que aproveitemos essas situações, que não são situações que comungam com o ato de cidadania pelo Poder Público. Nós precisamos ter empatia com o trabalhador e a trabalhadora, respeitar o trabalhador e a trabalhadora. Não podemos usar um ano eleitoral, em que existe briga do GEL, briga de subprefeitura, porque ambos são candidatos e colocam em risco a condição de vida e de trabalho da população.
Isso foi encaminhado para o gabinete do Prefeito, que no dia seguinte recebeu esses trabalhadores. Eu espero de coração que a Guarda Municipal e a Secretaria de Ordem Pública, duas instituições que eu, enquanto vereador da cidade, defendo muito. Defendo muito a Guarda. Nós estamos aqui lutando pelo plano de cargos e salário de vocês.
E à Seop, na pessoa do nosso Secretário Brenno Carnevale: que nós repensemos a forma como abordamos o nosso trabalhador e a nossa trabalhadora em toda a Cidade do Rio de Janeiro, principalmente quando ocupamos espaços vulneráveis de favela, como o bairro do Caju. As pessoas já são muito maltratadas, as pessoas já são muito desrespeitadas. Não é de hoje, é por décadas, e nós precisamos, enquanto Poder Público, dar exemplo e tratar essas pessoas com mais respeito e com mais dignidade.
Fica aqui o meu desabafo, o meu pedido para que a Guarda Municipal nos ajude na questão de ordenamento do bairro. Nós não temos um guarda municipal. O bairro do Caju, se você quiser atravessar a rua, todos os senhores que conhecem bem a região, você tem que atravessar na frente da carreta, tem que correr o risco de não ser atropelado pelas motos, pelos carros, porque a CET-Rio não tem sinalização devida na região do Caju. Enquanto subprefeito, eu havia pedido... Meu amigo, eu sei das limitações de todos vocês, de todos. Marcelo, enquanto eu fui subprefeito, tentou me ajudar de todas as formas, me ajudou no que deu. Conheço a Comlurb, todos vocês caminharam comigo enquanto subprefeito da região. Eu sei da dificuldade. Sei que tivemos o pior governo de toda história, lamentavelmente, mas estive exercendo a minha atividade, tentando dar o melhor para aquela região e para região do Centro da Cidade.
Eu não tenho pudor algum em dizer isso porque, durante toda a gestão, toda a minha permanência no Governo, eu sempre destaquei que o mínimo não estava sendo feito na região do Centro. Marcelo sabe disso. Na região do Centro, Zona Portuária, Bairro Imperial, que é São Cristóvão, que é Benfica, Vasco da Gama. Inclusive, só votei a favor... Embora eu seja a favor da reforma do São Januário, como sou a favor da reforma e do novo estádio do Flamengo. Acho que o esporte traz uma economia importante para nossa cidade, mas o principal motivo que me fez botar o meu dedinho ali e votar a favor da reforma do São Januário, Doutor Leandro, é pensando nas políticas públicas que o bairro Vasco da Gama vai receber no seu entorno. Porque o bairro Vasco da Gama só tem de atrativo, de atraente o Estádio São Januário. De resto, é um caos.
Também é favela, também são moradias que não têm dignidade. Enfim, essa nossa região do Centro, da Zona Portuária, o Caju que, por decisão do Prefeito, não faz mais parte da Zona Portuária, é um bairro à parte. Mas nós precisamos olhar para o Centro, para todas essas regiões de forma mais sensível. De verdade, eu, enquanto vereador da cidade, enquanto estiver aqui, não importa o que digam, não estou aqui preocupado com o que vão pensar. Eu estou aqui preocupado, efetivamente, em atender a necessidade do cidadão carioca e a necessidade das pessoas que mais precisam. Não é permissível nós estarmos ao lado da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Não é permissível nós estarmos em um bairro portuário, com uma arrecadação enorme de impostos e não termos o menor retorno para a melhoria da qualidade de vida e bem-estar daquela população. Então, tratando daquela Rua General Sampaio, eu estou indo a Brasília agora, que nós entramos em recesso, me reunir com o Ministro de Portos e Aeroportos. A Rua General Sampaio, que dá acesso à Avenida Brasil, quando as carretas vão sair do portão do Porto e vão direto para a Rua São Januário cair dentro da Avenida Brasil, não mais transitando por todo o bairro do Caju, levando poluição, além de prejuízo à cobertura asfáltica...
O bairro do Caju não precisa mais de crematório. O bairro do Caju não precisa mais de carretas circulando naquela região. O bairro do Caju, hoje, ganhou um dispositivo importantíssimo de trafegabilidade, que é o viaduto da Ecoponte. As contrapartidas não chegaram ao bairro do Caju, aqueles resíduos também caem no bairro, trazendo mais prejuízo à saúde daquela população.
Está aqui o representante da saúde pública do bairro do Caju, e eu posso dizer, por experiência própria, como já havia dito, é alarmante o número de pessoas – crianças, jovens, adultos e idosos – que apresentam alterações dos seus sistemas respiratórios, como pneumocistose, bronquiolite, pneumonia, asma, em decorrência da questão da péssima qualidade do ar do bairro do Caju.
E fica aqui, Doutor Leandro, o senhor como representante da Secretaria Municipal de Saúde, eu havia feito, enquanto diretor da unidade em 2016, com a PUC, o estudo da qualidade do ar. São quase 10 anos que se passaram após esses estudos, e novos crematórios foram abertos. A ponte da Ecoponte hoje está funcionando a todo vapor.
Peço encarecidamente que façamos um novo estudo da qualidade do ar. Pedi uma representante da Secretaria do Meio Ambiente, que ficou de vir, mas, enfim, não está aqui. Ficou de nos ajudar em relação a isso, ficou de nos ajudar também em relação aos Guardiões do Rio, à Horta Comunitária para o bairro do Caju.
Enfim, em relação à Guarda Municipal, fica aqui, por favor, minha parceira Evelyn Serra, que está representando o nosso Secretário Helio, da Assistência Social. Sente-se aqui à Mesa, por gentileza. Já marquei com ela umas cinco vezes de visitar os nossos abrigos e albergues, mas a gente não consegue. Mas nós vamos conseguir semana que vem.
A gente vai enviar o ofício via gabinete para todos os senhores, para que nós tenhamos na General Gurjão todo domingo, onde ocorre a feira-livre... Uma feira, imaginem os senhores, que em 2010, quando cheguei ao Caju, eram 40 barracas. Hoje, se ultrapassar 12 barracas, é muito.
Porque o desrespeito, a falta de educação dos moradores, também vale destacar isso, faz com que eles transitem com seus veículos – carros, motos... Semana passada nós tivemos um morador atropelado na feira, fazendo compra, comprando seu mamão.
Isso acontece porque nós não temos uma Guarda Municipal presente, controlando, organizando esses espaços e legitimando o ordenamento dos espaços que precisam ter ordem. Então, fica aqui o meu apelo à Guarda Municipal, que esteja presente no bairro do Caju, que nos ajude na questão a CET-Rio com o controle do tráfego.
Nós não temos controladores de trânsito no bairro. E não tem como um bairro como o Caju, que tem centenas de carretas, carros, motos, não ter um controlador de trânsito. Outra coisa: eu preciso, nós precisamos de semáforos, nós precisamos de redutores de velocidade.
Está aqui o nosso diretor da Clínica da Família São Sebastião. Para atravessar a rua, para chegar à Clínica da Família, as idosas – e eu, enquanto membro titular desta Casa, da Comissão do Idoso, também vou encaminhar pela Comissão do Idoso –, não tem como esses idosos se colocarem em risco. Nós não temos um semáforo, um redutor de velocidade nesses espaços, que são importantes, com escolas.
É o mínimo. A gente aqui não está pedindo nada demais. A gente está pedindo o mínimo: redutor de velocidade, semáforo em frente às clínicas da família e às nossas escolas. Isso já vai ajudar bastante, Marcelo.
Vamos fazer o encaminhamento por ofício, mas o senhor fica aqui com esse dever de casa de me ajudar, como sempre fez, para que nós não tenhamos outros episódios fatais como já tivemos no bairro do Caju.
Eu sei que a Comlurb está passando por uma situação atípica, mas nós estamos numa situação, no bairro do Caju... recebo vídeos e reclamações de moradores que eles não conseguem dormir em virtude de insetos. Aqui tem a Ariana, a Kelly e a Daniele.
O bairro do Caju, hoje, embora tenhamos oito complexos de favelas, nós temos três presidentes de associação de moradores, e são elas quem conduzem essas relações com o Poder Público. Eu fui visitar a vila dos pesadelos, que é chamada de Vila dos Sonhos, e ela estava repleta de lixo, pragas, roedores, insetos. Mas era lixo como este Salão Nobre. Mais lixo do que poderia ter aqui dentro dessa estrutura. É muito lixo. Como nós temos uma situação na Rua Boas Vindas,que de boas-vindas não tem absolutamente nada, as pessoas residem em barracos de madeira dentro de contêiner em frente ao valão, onde as crianças se jogam no valão para se divertirem, aquelas pessoas fazem cocô e xixi dentro daqueles espaços.
Também é uma agenda com o Ministério do Desenvolvimento Social o atendimento, a promessa que o antigo Secretário de Habitação covardemente fez àqueles moradores, inscrevendo esses moradores no programa Minha Casa, Minha Vida e que nunca mais voltou para sequer dar uma devolutiva para essas pessoas.
Então, fica aqui o pedido para que a Comlurb, a gente pode ajudar em relação a isso, os presidentes de associações de moradores também podem ajudar mapeando os lugares que são mais caóticos no bairro. As ruas do bairro do Caju é poeira até dizer chega. Eu fico estarrecido e as pessoas me perguntam: “você não tem vergonha de falar que mora em Ipanema, sendo que você defende tanto a favela, entra em favela?”. Não. Não tenho vergonha porque, embora eu só tenha estudado em escola pública, embora eu não tenha tido pai, embora eu tenha sido criado por uma mãe, unicamente, eu procurei estudar. E desde jovem trabalhei, e por isso cheguei até aqui. O que eu quero dizer é que eu não consigo entender qual é a dinâmica logística usada pela Prefeitura em que a minha rua é limpa e retirado o lixo duas, três vezes ao dia, e no bairro do Caju eu tenho coleta duas vezes por semana. Não consigo entender qual é a lógica dessa dinâmica.
Mais uma vez, nós não enxergamos as pessoas que mais precisam de atenção. Então, essa reflexão é importante. Que a gente saia daqui pensando. Porque pode haver atravessamento, determinação do Prefeito, de quem quer que seja, mas nós, enquanto agentes públicos – públicos que somos – nós também, por bom senso, podemos sensibilizar os nossos presidentes, os nossos diretores, as nossas equipes de ponta, e dizer assim: olha, o Prefeito me mandou fazer essa tarefa, cumprir essa tarefa aqui. Mas, queridão, dá uma atençãozinha ali paro bairro do Caju, vamos sistematizar que limpeza urbana impacta no contexto de saúde pública das pessoas.
Nós, enquanto bairro do Caju, muitos não sabem, mas fomos o bairro com a maior prevalência de doenças por arboviroses – dengue, principalmente. O bairro do Caju foi um dos bairros da cidade com o maior número de pessoas com dengue. E nós estamos falando de um bairro onde as pessoas não podem sair de dentro do bairro porque não tem dinheiro para sair de dentro do bairro. Isso trouxe um sucateamento, uma lotação. Isso impacta no atendimento ao diabético, ao hipertenso, ao cardiopata, enfim, porque nós estamos cuidando de quem tem dengue, porque a dengue mata.
É preciso que nós façamos o nosso dever de casa, minimamente. E que talvez pensemos de que forma nós vamos fazer... Eu consegui uma obra, na praia do Caju, quando eu era Subprefeito, porque chovia, não é, Ivan? Esse aqui foi o cara, que se eu não tivesse esse cara aqui, chovia água e ia ali na câmera. As pessoas perdiam absolutamente tudo. Sabe o que eu fiz, Leandro? Eu, Ivan, convidamos todos os empresários: “Oh, a fatura é essa. Para isso aqui não inundar e os senhores terem que comprar novamente toda a mobília de novo a toda hora que chove. Os empresários pagaram absolutamente tudo. Eu só precisei, enquanto Subprefeito, representando a Prefeitura, Ivan, representando Conserva, levar o caminhão, levar a britadeira, levar os equipamentos para a obra. Mas tudo foi pago pela iniciativa privada.
Então, a gente pode também pensar de que modo nós vamos sensibilizar a iniciativa privada para nos ajudar. Em relação à carreta, aos carros, ao controle de trânsito, não dá mais para as carretas, que não tem a mínima condição de trafegar dentro do bairro do Caju colocando as pessoas em risco. Então, o nosso mandato também está provocando... Estive com o Governador na quinta-feira passada, está chegando de viagem amanhã, e que se comprometeu em fazer uma ação efetiva, levando o reboque de caminhões para a gente conseguir limpar. As ruas do Caju, principalmente, General Sampaio, General Gurjão, as principais ruas, é poeira que não se acaba mais.
Eu posso dizer que nesses 14 anos em que eu trabalho em prol do Caju, eu vi, talvez, umas duas ou três vezes, a lavagem daquelas ruas. Não é uma habitualidade. Mas na Zona Sul da cidade eu vejo todos os dias. Todos os dias eu vejo a lavagem das ruas na Zona Sul da cidade.
Enfim, misericórdia, eu te peço ajuda, para que o Flávio Lopes, o nosso amigo, se atenha a essas questões e que possam nos ajudar.
Já falei do quebra-mola, já falamos da questão das Unidades Básicas de Saúde, que eu tenho a certeza de que o nosso coordenador, que é um amigo de décadas, está se empenhando. A clínica, eu fui visitar as duas e estão incríveis. A Clínica Fernando Antônio Braga Lopes precisa de alguns ajustes, não é, coordenador, que já estão, aí, a caminho, sendo discutidos.
A questão da Conservação. Também estive com o Secretário de Conservação, o Aurélio, o Marcos Aurélio, que se comprometeu com o Programa Asfalto Liso, no bairro do Caju. E, aí, meu parceiro Ivan, é pensar de que modo a gente vai poder mapear aquelas regiões e tentar amenizar o sofrimento dessas pessoas que precisam usar os seus carros, os seus transportes e não correrem o risco de caírem ou o pneu ser danificado.
A gente recebe muito encaminhamento aqui, Leandro, de UPA. Existe uma regulamentação, que Unidade de Pronto Atendimento, ela, só pode ser implantada em bairros com um número maior, superior a 50 mil habitantes. Então, não é uma realidade, e aí eu digo para os moradores, Vereador Pablo Mello, Vereador da Coxinha, não vai conseguir nunca atender essa demanda; a não ser que o bairro do Caju, um dia, chegue aos 50 mil moradores. Pelo que o IBGE diz que nós temos enquanto moradores residentes no bairro do Caju, nós não temos o número que justifique a implantação de uma Unidade de Pronto Atendimento. Eu já encaminhei para o Secretário Ferreirinha a questão de novas creches conveniadas para o bairro do Caju. E aí, fica aqui para as lideranças, para os moradores me ajudarem a identificar possíveis espaços, sejam igrejas, sejam, enfim, dispositivos que possam se tornar creches conveniadas para que nós façamos uma reunião na Secretaria de Educação para viabilizar essa tão sonhada, porque também é um dos pouquíssimos bairros dessa cidade que não tem sequer uma única creche conveniada, uma única creche conveniada, com 4 mil crianças na fila aguardando vaga de berçário, infantil, enfim.
Não tem ninguém aqui do transporte público, né? A gente tem uma gama de reclamações das condições dos nossos transportes públicos, dos ônibus da região. Temos algumas linhas que foram retiradas sem sequer comunicar previamente aos moradores. Nós estaremos encaminhando também para a Secretaria Municipal de Transportes o Requerimento de Informação para que nós tentemos entender por qual motivo as linhas foram retiradas e quais são os motivos que justificam levarem os piores ônibus, com as piores condições, para transitarem e transportarem os moradores do Caju para fora do Caju. Nós não temos um ônibus com ar-condicionado naquele bairro. Enfim, é outro calcanhar de Aquiles que nós temos na região.
À CET-Rio, ficará também o encaminhamento de faixas de pedestre. Marcelo, se a gente conseguir fazer um dia de mutirão naquele bairro, com a faixa de pedestre, levando nem que seja um por mês, eu sei que existe uma dificuldade, ano eleitoral, tem milhões de candidatos para serem atendidos, enfim, tem a Zona Oeste, que é a prioridade da prioridade, mas tentar planejar um dia ali de mutirão, levar um redutor de velocidade, levar um semáforo, levar ali uma faixa de pedestre, para a gente tentar pelo menos mostrar para a população, até em respeito à minha pessoa, que represento legitimamente essas pessoas, que a Frente Parlamentar do Caju está sendo respeitada e está sendo vista.
Porque eu, enquanto base do Governo, não me sinto confortável em ter que usar a Tribuna da Casa para ficar falando que a Secretaria Municipal de Transporte não funciona, para falar que o Subprefeito invade o bairro com a Seop e a Guarda Municipal, sai de forma truculenta, violenta, acabando com o ganha-pão dos trabalhadores e das trabalhadoras, eu não me sinto confortável. Eu estou ao lado do Prefeito Eduardo Paes, mas eu preciso que o Prefeito Eduardo Paes olhe para o bairro do Caju, entendendo as suas fragilidades sociais. Até porque o meu mandato tem essa prerrogativa. O Caju foi o bairro que me fez estar aqui nessa Casa.
Então, não é coerente da minha parte fazer diferente. Os meus colegas vereadores brincam dizendo que eu sou vereador do Caju. Eu não sou vereador do Caju, porque eu tive 3 mil votos na Zona Oeste. E agora, graças a Deus, a gente vai ter uma representatividade em toda a cidade maior. Mas o bairro do Caju é o bairro com que eu tenho 14 anos de relação. Então, me ajudem a cuidar desse bairro, por favor.
O CRAS, aproveitando a representante do nosso conselho, eu visitei o CRAS semana passada, e o CRAS não tinha ar-condicionado, quebrado, ar- condicionado sem funcionar. Alguns computadores também sem funcionar. Essa questão de nós termos que agendar o Cadastro Único dentro de regiões favelizadas, isso traz um prejuízo para o morador absurdo, porque ele tem que esperar, cada vez mais, para ter acesso à sua Bolsa Família, ter acesso ao benefício da gestante.
Enfim, vamos visitar juntos. o Hélio é uma pessoa incrível, o Adilson também. Eu tenho certeza que os problemas atrelados à Assistência Social podem ser sanados com muita tranquilidade, até porque nós temos, talvez, uma das melhores diretoras de CRAS da nossa cidade no bairro do Caju, a Carolina. Peço aqui que é essa visita também seja agendada com a secretaria, para que a gente possa fazer as adequações mínimas necessárias para o CRAS XV de Maio.
O representante da Light também não veio. Mas, de qualquer modo, a gente tem uma agenda na quarta feira que vem. A questão de queda de energia no bairro, até em virtude dos gatos, é um problema. Em relação a postes. Os postes são com a Light. Semáforo, já falei.
A questão de segurança, que, se a Guarda Municipal puder, já no domingo, vou conversar hoje com o nosso inspetor, já no domingo estar lá conosco, aproveitando que o prefeito vai estar no bairro do Caju agora, no sábado, inaugurando o Pier dos Pescadores, na Quinta do Caju, inaugurando o polo gastronômico, que foi uma iniciativa, uma indicação legislativa do nosso mandato para o Caju. O prefeito vai estar lá e os moradores vão absolutamente também pedir, reproduzir tudo o que eu acabei de ler para os senhores ao senhor prefeito.
Para encerrar, eu quero passar para os nobres colegas que eu me sinto feliz por estar aqui à frente deste Debate, presidindo esta Mesa ao lado de pessoas que conheço e com quem tive a oportunidade de trabalhar por muitos anos da minha vida. Quero aqui também registrar que, estando ao lado de vocês, pessoas a quem conheço e respeito, eu tenho certeza que o ponto de partida está sendo dado. Nós vamos conseguir – eu não sei se a longo, mas eu espero que a médio prazo – mudar e trazer impactos sanitários positivos para região do Caju.
Vou passar agora à Mesa. Vou começar com a Comlurb. Depois, a plenária, quem quiser se manifestar, fica aberta a fala. É só se inscrever aqui com a Luana.


O SR. ANDERSON ACCIOLI – Boa tarde a todos.
Meu nome é Anderson Accioli, gerente da Comlurb. Primeiramente, gostaria de parabenizar o vereador pela iniciativa. É bom rever algumas pessoas aqui que a gente vem fazendo algum trabalho no Caju – os presidentes da associação, estão aí a Greice e a Ariane.
Vereador, realmente estava tendo algumas falhas em relação ao serviço da coleta da Comlurb, que envolve vários sistemas. Um deles é o manuseio do equipamento. O morador acaba jogando entulho no equipamento, onde não deveria, e isso sobrecarrega o equipamento, que acaba quebrando. Isso vai dificultando a coleta.
Enfim, são vários mecanismos. Uma forma que a gente também instituiu para resolver esse problema é criar uma coleta noturna, que já vem ocorrendo. Inclusive, as presidentes de associações estão aí e já viram um grande impacto em relação a esse serviço. Então, a coleta que tinha no Caju, que era só diurna, agora também tem noturna em todos os dias. E também o serviço de remoção, nós aumentamos em 300%, que era uma vez por semana, e aumentamos por três vezes na semana, dando melhor impacto em relação a esse serviço. E dizer para o senhor que, para mim, realmente, foi um desafio.
Eu estou nessa região há sete meses. A minha gerência anterior era gerência do Leblon
e Ipanema. Então, entendo muito bem o que o senhor está falando. O meu desafio é criar a rotina que seja igual à rotina de Ipanema, não só ali na Região Portuária, que pega da Praça Mauá até o Caju, que é minha área de abrangência. Eu me coloco à disposição, ainda tem muita coisa para avançar na região da Praça Mauá, Gamboa, tem muita área de ocupação irregular, como também do Caju. Mas que, nesse um mês que a gente tem feito alinhamento com a Ariane, com a Greice, na associação, tem sido bastante positivo.
Agradeço pelo convite, está bom?


O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Muito obrigado, Anderson.
Fico aqui muito esperançoso para que o senhor consiga fazer 10% no Bairro do Caju do que o Leblon, Ipanema, a Zona Sul em geral, recebem. Se conseguir fazer 10%, o senhor fará muita coisa. Muito não, porque ninguém aqui faz muito, não é? Legitimamente, nós somos representantes do povo. Aqui ninguém faz favor, aqui todos nós recebemos os nossos salários para trabalharmos e atendermos com dignidade a população carioca, e é um dever de todos nós.
É muito bom perceber nos seus olhos o seu compromisso. Seja bem-vindo a essa área. A Comlurb é muito transversal à política da saúde, à política da assistência. E nós, se não conseguirmos... É um órgão que eu já tive a oportunidade de homenagear. Eu sempre digo que a Comlurb é, talvez, um dos melhores órgãos que nós temos na nossa Cidade. Eu respeito absolutamente todas as estruturas da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, mas a Comlurb tem destaque, pois é comprometida, é eficiente, é eficaz, e só não faz mais porque não tem estrutura para isso. Mas, com toda certeza, vocês enaltecem, engrandecem a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Vou passar aqui a palavra para o nosso coordenador Abal. E, William, em seguida, se quiser falar, por favor.


O SR. LEANDRO ABAL – Boa tarde.
Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui falando um pouquinho do trabalho da Saúde dentro desse bairro, não é? Como já disse o Pablo, não é somente o Cemitério do Caju. A gente tem grandes coisas lá dentro. Eu acho que a gente está ali para fazer a diferença. Temos duas unidades de atenção primária, mais um hospital, que é do estado.
A gente está ali para poder melhorar as condições de saúde daquela população, não é? As unidades estão de portas abertas. A gente tem um trabalho incrível dos agentes comunitários que, muitas vezes, estão ali dentro do território, vivenciam todos os problemas que existem ali e que discutem, trazem para o corpo técnico discutir, não é? A gente tem dois gerentes, William e tem a Mari, também que, nesse momento, está de férias, representando lá as unidades. A gente sempre tem reuniões mensais com esse gerente e mostrando a importância do controle social da população, das lideranças do território, que entendem, não é? Não adianta eu querer seguir um caminho se eu não ouvir o território. A gente não consegue trabalhar. A gente precisa ouvir realmente quem está ali, as lideranças, a população. Porque, aí, não vai ter efeito. Todo o trabalho vai ser jogado fora. Então, assim, eles estão orientados. As unidades estão de portas abertas. Sei que a gente precisa melhorar, não é? Mas estamos ali dispostos a oferecer um serviço de qualidade. Vou só, como você falou, a questão da arbovirose, a questão do grande índice de infestação, grande notificação de casos de dengue no território.
Realmente, foi por esse motivo que foi escolhido o bairro para a gente implantar o projeto do Wolbito, não é? O método Wolbachia, que a gente está colocando os vetores para que, já com essa bactéria, para que ela não transmita mais a questão da dengue.
Hoje a gente não consegue ainda ver, porque a gente está no processo ainda inicial, mas que, daqui a um tempo, a gente vai ver que isso vai surtir efeito e os números da dengue vão cair no território. É um prazer, a gente está aqui de portas abertas para ouvir, para apoiar.
Eu acho importante essa iniciativa, não é? A gente está aqui discutindo e a gente vai, com certeza, ver essas melhorias, tanto da Saúde, da Educação, da Infraestrutura. E informar, fortalecer mesmo essa grande parceria, que é a Comlurb, não é? A gente, da Saúde, a gente não vive. Tem uma ação em Saúde, a gente já fala: “vamos chamar a Comlurb, não é?”.
Então, parabéns pelo trabalho. A gente está de portas abertas, está bem? Obrigado pela oportunidade e vamos continuar fazendo com que o Caju tenha grandes serviços, tanto da Saúde, Educação. Obrigado pelo apoio.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Acho que Leandro está na rede há mais tempo que eu. Eu estive na rede por 12 anos; oito anos a mais. E Leandro era da 31. Agora, também enfrentando aqui um bom combate na 1.0, embora a Penha e a Zona Norte tenham as suas peculiaridades, as suas fragilidades. Mas a 1.0 tem desafios.
Que bom, meu amigo, que você está aqui, que bom que é você, e que bom poder perceber que você faz a diferença, e que você traz os impactos sanitários que essa região precisa. Muito obrigado.
Willian, é contigo. Aproveitando aqui o Willian, vou quebrar o protocolo e entregar a Moção, em nome do nosso mandato, à Clínica da Família São Sebastião, pelo excelente trabalho que vocês vêm conduzindo. Passo às suas mãos. Depois, a gente tira uma foto.

(PALMAS)

(Entrega-se a Moção)


O SR. WILLIAN FONTE – Boa tarde, pessoal.
Primeiramente, quero parabenizar a iniciativa do Vereador Pablo Mello na condução desta Plenária. Agradecer aos convidados da Mesa; a toda população do Caju aqui presente, às nossas lideranças que estão aqui; e ao nosso Coordenador-geral de Atenção Primária, Leandro Abal.
Muito obrigado, em nome de todos os profissionais da Clínica da Família São Sebastião, pela homenagem. Passarei para todos os profissionais essa linda e grandiosa homenagem, Vereador. E dizer para vocês que estamos de portas abertas, é uma gestão de portas abertas.
O desafio é muito grande, mas a gestão Leandro Abal, junto com todos os nossos gestores, a gente veio para fazer a diferença. A gente tem trabalhado muito, a gente tem implantado alguns serviços na unidade, como nosso posto de arrecadação de leite humano, para doação para os hospitais, para nossas maternidades, para poder alimentar os nossos bebês prematuros.
A gente inaugurou recentemente o nosso posto de coleta, não é? Uma iniciativa incrível da coordenação, com apoio do Leandro. Então, é um trabalho que já vem sendo feito em algumas unidades da nossa área e que vem trazendo um impacto muito grande, em relação aos nossos bebês prematuros, que tanto precisam desse leite materno.
Nós somos uma unidade, hoje, com cinco equipes de saúde da família. Nós somos uma unidade-escola, onde, além dos nossos médicos preceptores, que são os médicos de medicina de família e comunidade, trabalham junto com a residência de medicina de família e comunidade. Então, os nossos médicos formados, que são residentes, estão lá na clínica da família São Sebastião, junto às equipes, com uma agenda padrão a cumprir por precisarem cumprir com a questão acadêmica, mas estão também no atendimento, na assistência, assim como os nossos enfermeiros, que estão lá também prestando toda assistência à população. Nosso desafio é grande, mas a gente vai conseguir alcançar os nossos objetivos, que é atender a população da melhor maneira possível. A prestação de serviço público na saúde de qualidade é a nossa missão.
Muito obrigado a todos e parabéns, mais uma vez, Vereador.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) - Obrigado, William.
Eu queria aproveitar aqui o Leandro, nosso coordenador. Eu fiz um pedido para o nosso Secretário, coordenador. Eu visitei a Clínica da Família São Sebastião, que vem produzindo um trabalho incrível, mas que está sobrecarregada. A gente tem equipes ali acima de 4.000 usuários e isso prejudica o acesso, como o senhor sabe, como eu, é um sanitarista, um estudioso da medicina de família e comunidade, existe as orientações do Ministério e existem também as implicações dos perfis de saúde dos nossos pacientes. Uma coisa é ter quatro ou cinco mil usuários no Leblon ou em Ipanema, outra coisa sou eu ter quatro ou cinco mil usuários no bairro do Caju, onde a população é adoecida, é reprimida. E aí fica aqui o meu pedido também, como fiz ao Secretário e ao senhor, para que pensemos de que forma, de que modo, nós podemos aumentar o número de equipes de saúde da família lá na equipe de São Sebastião. Pelo menos, uma equipe já resolveria o problema.
Nossa querida Evelyn, a palavra é com vossa excelência.

A SRA. EVELYN SERRA PARENTE - Boa tarde a todos e todes. Hoje é uma data muito importante para nós, é o dia em que se comemora o orgulho LGBTQIAPN+. Gostaria de lembrar que o Brasil ainda é o país onde mais se mata pessoas LGBTQIAPN+. Isso é uma dívida que nós temos com esse público, e quando eu estou falando desse público, eu estou falando da minha família, da família de todos vocês que estão aqui. Então, eu saúdo a todos por esse dia e há muito que avançar nessa pauta da luta. Eu não podia deixar de trazer essa reflexão antes da minha fala.
Estou coordenando atualmente a primeira coordenadoria de assistência, que é responsável por todos os bairros do Centro e também por Paquetá e, recentemente, Ilha de Jurubaíba, que apareceu também no nosso radar. Eu gostaria de falar que a gente fez alguns pequenos reparos via coordenadoria de assistência no Cras. O Cras estava em condições muito ruins, bebedouros quebrados, estava bem deteriorado. A gente conseguiu fazer pequenos reparos dentro da nossa destinação, do nosso suprimento de fundos que a gente recebe. Tem outras coisas que são macro, que a gente precisa da Secretaria de Assistência, que também estão no radar do nosso secretário, Hélio Aleixo, que também é o nosso subsecretário de Gestão. Ele acumula as duas funções. Então a gente está incansavelmente em busca de melhorias.
O Cadastro Único hoje é feito, é um ganho a gente poder fazer esse cadastro pelo CADRio. O CADRio é um avanço. A gente acabou com aquelas filas do programa do Fachel de manhã cedo, que a gente encontrava aquelas chamadas intermináveis de filas. Então, hoje a gente tem um sistema inteligente de agendamento. É na Rua da Carioca, bem próximo ao Centro, mas eu entendo, concordo também com o Vereador Pablo Mello que não pode ser restritivo de direito. O CRAS é da comunidade.
Então, o agendamento, ele é importante. Ele é feito. Uma vez feito o cadastro, a gente só faz esse recadastro, essa atualização, a cada dois anos ou se, por acaso, houver alguma atualização cadastral. Mas o CRAS está de portas abertas. A Carol, eu, estamos presentes, junto com outras instituições, junto com a Áldare, do Salvavidas, junto com o Banco de Alimentos, “né”? Tem a Coordenadoria de Segurança Alimentar, que implementou recentemente, junto com Comlurb, o programa do Banco de Alimentos, que está em fase experimental, mas que já está colhendo muitos frutos. É um programa muito elogiado. A gente desejou muito que esse programa viesse logo para a execução, “né”? E a gente está monitorando esse começo. Contem conosco também.
E estamos aqui muito felizes de termos um vereador hoje coordenando essa mesa LGBTQIAPN+, “né”? E quantas contribuições... O Pablo é um parceiro, foi um parceiro essencial para a gente durante a pandemia. Foi muito difícil para nós que ficarmos na linha de frente, atuando. Estávamos todos na linha de frente. E a gente tinha poucas informações logo no começo da pandemia. E montamos, da noite para o dia, os abrigos temporários para pessoas em situação de rua. Foi um grande desafio e a gente conseguiu fazer isso.
E acho que, naquela fase aguda, a gente não teve perda de vidas humanas dentro das nossas unidades de acolhimento. E isso foi um esforço muito grande das nossas equipes, apoiados por pessoas como o Pablo, que era o nosso subprefeito da área.
Então, eu estou encantada de estar aqui hoje, com a possibilidade de estar aqui hoje. E eu espero que, das próximas vezes, eu estou vendo alguns rostinhos aqui do Caju, que a gente tenha... O Pablo está aqui e que a gente tenha cada vez mais representatividade dessas pessoas, desses rostinhos do Caju, das mulheres do Caju, das mulheres negras.
A gente tem que lutar pela nossa representatividade, pelos nossos espaços.
Pablo, conte conosco que a gente tem a primeira coordenadora de assistência que está disponível. Nós todos, todas as nossas unidades já estão cientes da possibilidade da sua visita. E, a partir da semana que vem, a gente já pode fazer esse percurso aí na CAI. Seja bem-vindo.

(PALMAS)

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Evelyn, muito obrigado pelas suas palavras.
Graças a Deus, na vida, eu tive sorte de poder caminhar com pessoas comprometidas, sérias, como você, como, enfim, grande parte dessa mesa. E, de fato, a gente aprende muito com vocês, a gente troca e a gente acredita no que a gente faz, “né”? E SUAS e SUS também são transversais e precisam sempre caminhar juntos.
Muito obrigado pela sua presença. E eu tenho absoluta certeza que o Hélio, o secretário de assistência, se sente legitimamente contemplado pela sua representatividade. Muito obrigado.
Eu quero aproveitar aqui para saudar e agradecer a presença da Sra. Tereza Cristina Fernandes Duarte, diretora do projeto Salvando Vidas Pet RJ.
Eu vou passar aqui a palavra agora para o nosso amigo da Rio-Luz. A Rio-Luz é um imbróglio!
Vocês sabem que eu fui o subprefeito que levei a iluminação de LED para o bairro, porque esse projeto era uma PPP do Crivella e acabou. A gente deixou todo o mapeamento, tudo planejado, bonitinho, para o bairro do Caju, que eu ouvia “nossa! Como é que eu vou levar iluminação de LED pra dentro do bairro do Caju?”, “ninguém vai ver luz de LED”. Com muita briga, o Crivella atendeu o nosso pedido. E acabou a gestão. O Eduardo Paes deu continuidade àquilo que a gente deixou, mas a gente ainda tem um gargalo que pode ser aqui destacado pelas representantes das associações de moradores no contexto, no tocante à iluminação pública, que é uma necessidade em alguns pontos daquele bairro.

O SR. ADELINO PEREIRA – Bem, boa tarde a todos. Boa tarde, Vereador. Boa tarde, colegas da Mesa. Boa tarde a todos moradores.
Meu nome é Adelino Pereira, sou Chefe de Gabinete da empresa Rio Luz. Para nós, é uma honra estar aqui como empresa. A gente entende que a Rio Luz, como empresa, também tem um trabalho social muito grande, porque atuamos na segurança da cidade também como um todo.
Especificamente no bairro do Caju, nós já temos hoje, vereador, 60%, como você disse, nós temos um programa de eficientização das luminárias, que, na realidade, é trocar aquelas luminárias antigas de vapor de sódio por luminárias mais eficientes em LED. No caso específico do Caju, nós já trocamos 60% do parque instalado. E esse 40% é um compromisso interno nosso, da empresa, de até meados de setembro fecharmos isso. A ideia é até meados de setembro, com um pequeno atraso, se acontecer, a gente leva até mais para o final de setembro, mas a intenção da empresa, como cronograma com a PPP, é fecharmos o bairro do Caju, 100%, até o final de setembro.
Basicamente, é isso. Estamos à disposição de todos, sempre que possível.

(Palmas)

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Nossa, que notícia boa. Dr. Adelino, eu vou cobrar. A gente cobra, hein.
Iluminação de LED, 100%, do Caju até o final de setembro é algo que eu nunca imaginei que fosse acontecer e, de fato, também é importante para a segurança de uma área que é tão violenta, que é o bairro do Caju. Muito obrigado.
Passar aqui para o nosso representante da Guarda Municipal que vai nos ajudar a partir de tão logo a ordenar aquela feira livre, que precisa resgatar, ser resgatada, ali na General Gurjão e em outros pontos ali do São Sebastião, enfim, e quero aqui deixar registrado que o bairro do Caju não tem violência e ele não tem nenhum risco eminente para o servidor, o guarda municipal, que é um estigma que criaram que a Guarda Municipal não pode entrar dentro do Caju porque é muito perigoso. Então, a gente precisa discutir isso, reavaliar isso, porque a Guarda Municipal é fundamental para que tenhamos ordenamento, segurança, de pedestres, de carro. Como dizem, às vezes só a canetada resolve.
Então, se nós tivermos um guarda municipal autuando aqueles infratores que não respeitam a lei dentro do bairro do Caju, a segurança do bairro vai ser muito melhor.

O SR. MARCO AURÉLIO – Bom, boa tarde a todos, a todas. Eu sou o inspetor Pereira, sou o comandante agora da área do Centro e eu quero saudar o nobre vereador, em nome do nosso Inspetor Geral José Ricardo, saudar os nossos colegas aqui da Mesa, que são servidores que a gente conhece de longa data, que lutam aí para poder fazer o melhor pela nossa cidade.
Eu gostaria de destacar, Vereador Pablo Mello, a Guarda Municipal ela trabalha em cima de dois pilares: a legalidade e a legitimidade. Nós procuramos trabalhar com uma ordem. Nós prestamos um serviço de segurança para aqueles que são os servidores que vão prestar o trabalho em local. Então, nós trabalhamos junto com a SEOP, nós trabalhamos com o CCU, trabalhamos com outras secretarias, prestando segurança para esses agentes que vão lá cumprir a missão.
Então, o nosso trabalho é esse. E aquele, como o vereador destacou, os colegas com escudo, existem alguns grupamentos que eles são treinados para usar aqueles equipamentos, são equipamentos de proteção, que, inclusive, alguns guardas receberam homenagem aqui na Câmara de Vereadores, porque eles ajudaram a manter aqui a Câmara de Vereadores quando tentaram depredar. E aqueles equipamentos são de proteção que eles usaram aqui também. E às vezes causa um impacto, mas o objetivo não é esse.
Eu sou tutor em Direitos Humanos, tenho a gestão de segurança pública, cultura e cidadania. Então, a gente procura trabalhar com nossos agentes de forma que a gente leve também um cuidado para a população. Mas, infelizmente, em alguns momentos, a gente precisa usar o quê? Equipamentos de proteção, que são necessários para salvaguardar os agentes e as pessoas que estão ali cumprindo a missão. Mas, com certeza, nós estamos prontos para poder servir. Eu lembro até que alguns guardas municipais trabalharam contigo e que inclusive foram homenageados pela destacada atuação deles. Então, nós temos é profissionais excelentes; nós temos é a Patrulha Maria da Penha, que atende o serviço; nós temos o Grupamento de Defesa Ambiental, que trabalha nos parques; nós temos aí o Show Dog, que faz apresentações lindíssimas paras as crianças, que pode marcar algum evento lá, com o Show Dog estando lá.
Então, a Guarda Municipal ela está pronta para poder servir à sociedade e servir aos moradores. E teremos o maior prazer de estar prontos para poder servir ao Caju e trazer melhorias. Você falou a respeito da segurança e que é importante a presença da Guarda para a segurança. É uma coisa que a gente tem que quebrar esse paradigma, porque, muitas vezes, é dito que a Guarda Municipal não faz parte da segurança. Muito pelo contrário, assim como a educação primária é feita pela prefeitura, a saúde primária é feita pela prefeitura, a segurança primária é feita pela prefeitura, e são os agentes da Guarda Municipal que têm que prestar essa segurança.
Então, podem contar conosco. E vou levar todas as solicitações ao nosso comandante para que a gente possa ter uma atuação em conjunto lá, assim que montar qualquer operação, e a gente vai estar junto. Vou falar para ele da inauguração, lembrar da inauguração de amanhã e do pedido dos agentes lá para domingo. Assim que eu sair daqui, eu vou estar passando para ele. E podem contar com a gente aí para toda a luta que for necessária, tá bom Pablo?
(PALMAS)

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Comandante, a gente não tem o costume de ficar olhando para o retrovisor não, a gente olha para a frente, e a proposta dessa frente parlamentar, quando eu a criei, foi esquecer o que passou e pensar de que forma nós vamos planejar para trazer o impacto e o resultado que aquele bairro espera. Fico muito esperançoso e feliz por saber que o senhor entende a necessidade do bairro receber os senhores, enquanto guardas municipais, porque são vocês que vão nos ajudar a fazer com que aquela região seja uma região mais segura, que tenha mais paz, que tenha mais ordenamento. E o destaque que eu fiz, com a Guarda Municipal, na questão da atuação da Seop, é que diferentemente do que aconteceu aqui na Casa, onde tentaram depredar, ali só tinham crianças e trabalhadores e trabalhadoras. A gente não tinha a menor necessidade de ter nem o deslocamento dos senhores, para aquela região, porque não tinha uma situação bélica para isso. Foi só isso que eu quis dizer. Mas, de qualquer modo, muito obrigado pela sua presença e um abraço para o nosso comandante-geral, o nosso amigo Ricardo.
Vou passar aqui para o nosso parceiro Ivan, que representa o nosso Secretário Municipal de Conservação, Marcos Aurélio.

O SR. IVAN SANTOS – Boa tarde.
O meu nome é Ivan, como o Vereador Pablo citou. E eu não posso deixar de exaltar a iniciativa do nosso Vereador Pablo Mello em expor essas mazelas estruturais e sociais do bairro do Caju.
Eu conheço o bairro do Caju já tem algum tempo, talvez mais tempo do que alguns aqui têm de vida. Eu comecei a minha vida profissional, já muitos anos atrás, exatamente no bairro do Caju. Então, quando me foi incumbido que eu... Eu, na prefeitura, me foi incumbido de gerenciar a área, uma área que envolvia o bairro do Caju, eu me aliei ao então subprefeito Pablo Mello para a gente, em termos, no âmbito da conservação – porque a minha parte é conservação –, tentar minimizar a falta de estrutura que tem o Caju. Então... Até então, a gente faz um trabalho, vamos dizer assim, de formiguinha, por quê? Porque é um bairro já, não sei se é imperial, mas se não for imperial, vamos dizer assim, é próximo dessa época, e com o tempo ele vem sofrendo muitos desgastes – eu falo aqui da parte estrutural. Um desgaste por quê? Porque com a criação porto, ele sendo rota... aquelas ruas internas, rota do porto, ele sofre com um desgaste muito, mas muito acentuado, em relação aos demais bairros da cidade. E isso aqui, na conservação, eu digo... a minha... eu sempre comentei com o Pablo: o Caju não precisa de uma, vamos dizer assim, de uma iniciativa de conservação. Ele precisa, sim, de uma reestruturação, um programa tipo um Bairro-Família, para que se renove toda a infraestrutura do Caju, para que no âmbito de conservação, que é a nossa área, possamos dar a manutenção necessária. Mas enquanto isso não ocorre, o nosso amigo Vereador Pablo sabe que ele pode contar com a Conservação, e que ela vem atendendo, dentro da sua limitação, até então. Isso até que, com certeza, o nosso amigo consiga, agora com mais visibilidade, inerente ao seu cargo, ele consiga uma melhoria mais acentuada paro o bairro do Caju. Mas eu digo que vocês podem contar com apoio da... principalmente da coordenadoria de que eu atualmente faço parte.
Uma boa tarde então a todos.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Salve, amigo Ivan. Parceiro. Ivan esteve semana passada comigo lá na... após o incidente da praça, voltaremos semana que vem para poder andar aí e atender as demandas que chegaram aqui no gabinete. Muito obrigado, meu parceiro, por essa parceria aí de tanto tempo. Você... eu digo que o Ivan é um pai, parceiro, aquele cara que não tem hora, que... vamos no Caju, o Caju está precisando, não sei o quê. E ele nunca diz não. Muito obrigado, você é um parceiraço.

O SR. IVAN SANTOS – Não há de que, Pablo. Estamos sempre juntos.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Vou passar para o meu parceirão, que eu perturbei para caramba, Marcelo Viana. Muito nos honra com a sua presença. Eu tenho certeza de que agora o nosso bairro vai receber semáforo, redutor de velocidade, faixa de pedestre. E as nossas placas de sinalização, por favor.

O SR. MARCELO VIANA – Verdade.
Bem, boa tarde. Gostaria de cumprimentar a todos os presentes, cumprimentar também os demais companheiros servidores da prefeitura, o nosso nobre vereador, com quem eu tive a oportunidade de trabalhar e o prazer de trabalhar durante tanto tempo. E pela iniciativa de trazer pautas tão importantes paro bairro, nesse debate.
Meu nome é Marcelo Viana, eu sou coordenador da área da AP1, que engloba o bairro do Caju, que compreende o bairro do Caju, estou representando o nosso diretor-presidente, o Joaquim Diniz.
O bairro do Caju, costumo dizer que é um bairro é importante e, ao mesmo tempo, talvez um dos mais complexos da cidade, porque ele agrega atividades às vezes muito diferentes. Então, a gente tem uma atividade portuária que é bem intensa na região e, ao mesmo tempo, a gente tem um... a gente tem unidades residenciais, tem atividade industrial, então muitas vezes os interesses de uma atividade são divergentes da outra. Isso gera sempre uma queda de braço ali de como é que vão ser atendidas e conciliadas todas essas vontades que cada atividade demanda.
A CET-RIO sempre procurou atuar na segurança viária da região, através da implantação de semáforos. Infelizmente, a cidade tem passado por um momento de furtos em uma quantidade assim fora do normal. Em toda a área central e zona norte, a quantidade de furtos de cabos e de controladores é muito grande. Então, a manutenção desses equipamentos é uma manutenção cara e, às vezes, demorada, porque o equipamento nem sempre está disponível ali. Então, assim, isso é um problema grande para a região, porque existe o furto, a gente não consegue reparar a tempo e acaba surgindo, inevitavelmente, os acidentes.
A questão sobre as pautas, então, voltando às pautas. A questão de ondulação transversal, quebra-molas. Hoje, o quebra-mola, para implantação, tem um trâmite regulatório. Então, o que eu sempre peço é que haja organização de vocês, até para a produção de abaixo-assinado. Isso, de certa forma, respalda os técnicos para a implantação desses dispositivos que são fundamentais, ainda mais com um tráfego tão pesado que transita no bairro
A questão dos controladores, que foi uma questão também levantada. Infelizmente, os controladores que existiram durante um longo período no bairro, eram custeados pela iniciativa privada, pelos depósitos, pela atividade portuária. Infelizmente, esse convênio se extinguiu ao longo do tempo e, hoje, a CET-Rio, até em função da redução do efetivo que ela dispunha, não consegue atender. Realmente, é uma questão de se procurar um novo convênio.
A sinalização, a gente sempre vem implementando, fazendo a manutenção, mas o bairro, por conta desse tráfego intenso de veículos pesados, acaba sofrendo com muito resíduo na pista. Isso, de certa forma, suja, e é uma sujeira que não é removida simplesmente por limpeza. Ela danifica a pintura de uma forma que ela perde as características de visibilidade e de refletância dela. Então, o próprio veículo, à noite, as pessoas não conseguem ver as faixas de pedestre, as linhas divisórias, por conta desse tráfego que é, de certa forma, nocivo à sinalização.
Mas, diante de todas essas adversidades, a CET-Rio está à disposição. Estamos aí de portas abertas, e o vereador sabe disso. Sempre que puder contar, se precisar, pode contar com a nossa atuação. Estamos aí na parceria para lutar aí o bom combate, como o senhor sempre diz. E acho que é basicamente isso que eu tinha para falar. Obrigado pela oportunidade.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Marcelo, muito obrigado. Vamos, como dever de casa, enquanto lideranças, representantes das associações, moradores também, pedir aqui ao nosso parceiro William que já deixe com os agentes de saúde, se possível, uma lista de abaixo-assinado solicitando a implantação do semáforo e do redutor de velocidade da faixa de pedestre. Isso já vai ajudar muito. E, se isso puder se estender à unidade da Fernando Antônio Braga Lopes, vai ser bacana também.
Vou pedir para que as escolas que também precisam façam essa parceria conosco para nos auxiliar. Com a questão da iluminação, que vai chegar a 100%, em nome do Senhor Jesus, ao bairro do Caju. Eu acredito que as pessoas vão conseguir visualizar as faixas e as sinalizações, que eu digo, sinalização de faixa, mas a última sinalização que foi feita agora foi do São Sebastião, mas a última foi a meu pedido a você, que eu te perturbava diariamente para que você conseguisse me ajudar com algumas placas que o Caju não tinha. E nós vamos fazer novos estudos e poder encaminhar para a CET-Rio, para que a gente tenha um bairro mais organizado. Muito obrigado.
Vou passar a palavra para os nossos convidados. Quero mais uma vez agradecer a presença de cada um de vocês, dizer que a proposta dessa Frente Parlamentar é estar reunida uma vez por mês para que nós consigamos ter um termômetro de como nós estamos avançando enquanto Poder Público na região do bairro do Caju. É uma espécie de rede. Eu, quando cheguei ao bairro do Caju, eu, Crislaine e Carol, nós criamos a Rede Socioassistencial do Bairro do Caju. E agora, eu cheguei à Câmara, estou criando a Rede Socioassistencial da Câmara Municipal para o bairro do Caju.
Vou passar a palavra aqui paro Tarcísio Ambrósio, que é morador da Manilha, no bairro do Caju. É com você, Tarcísio.

O SR. TARCÍSIO AMBRÓSIO – Boa tarde a todos. Meu nome é Tarcísio, moro há 42 anos no bairro.
Sobre que o Pablo Mello falou, é uma coisa muito importante, sobre a limpeza. Nós temos ali, próximo ali ao antigo Caneco, já perdemos dois amigos ali, porque ali fica muita, muita poeira, coisa de botar a meio metro de altura. E não é retirado. Quando chove, vira lama, depois fica pó novamente. O pessoal de moto passa ali e várias pessoas acabam batendo nas carcaças de carreta que ficam ali. Então, já perdemos dois amigos naquele local.
Outra coisa que não foi mencionada aí, Pablo, é ali próximo ao Into. A gente passa ali todos os dias, fizeram uma entrada para o Caju, antes do Bradesco, que a única iluminação que nós temos ali é do Porto, porque fizeram isso, mas não colocaram nenhuma iluminação. Nenhuma iluminação.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – O nome da rua, por favor, Tarcísio? É em frente ao Into?

O SR. TARCÍSIO AMBRÓSIO – Tem a entrada do Into e tem a primeira entrada.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Avenida Rio de Janeiro.

O SR. TARCÍSIO AMBRÓSIO – A primeira entrada, ali, agora, que fizeram aquela saída para quem está indo para o Caju ali. Eu vou pegar aqui o nome da rua. Então, o seguinte: fizeram essa entrada, mas não colocaram nenhum poste de luz ali. Todo santo dia, todo santo dia, nós temos ali assalto. Inclusive, anteontem, o meu compadre, que é policial militar, teve que intervir ali num assalto às carretas. Todo santo dia, a gente, a população do Caju, um ou outro fala: “Pô, fui assaltado ali, aconteceu alguma coisa ali”. Porque não tem iluminação. À noite, aquilo ali é um caos. Por exemplo, quando a gente para no sinal ali, a gente tem que começar a rezar, a orar, a pedir aos deuses ali para a gente não ser assaltado. Todo santo dia é mesma coisa. É uma das coisas que eu tenho a falar.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Aproveitando o Tarcísio e o querido Marcelo Viana, o bairro do Caju tem um ponto de Uber, que era o antigo ponto de táxi na praça. E aí, também foi feita uma indicação legislativa pelo meu gabinete na terça-feira pedindo para que haja uma sinalização com placa para aquela região. E se você puder como receber lá... E vamos marcar uma visita lá no Caju?
Vou passar aqui a palavra para o Ricardo Rodrigues, que também é morador do Parque Alegria.

O SR. RICARDO RODRIGUES DOS REIS – Boa tarde a todos. Eu sou Ricardo. Moro no Caju, comerciante no Caju. Minha filha mora no Caju. Então, quer dizer, no Caju, a única coisa que não tem é o BRT, porque a Maré tem BRT, todos têm BRT, o Caju não tem.
O que acontece: soltaram os mosquitos, só que virou praga, e a maioria, infelizmente, não tem condições de pagar repelente, porque o repelente é muito caro. A Raquel é comerciante, ela sabe disso, o repelente é caro. Infelizmente...

O SR. RICARDO RODRIGUES DOS REIS – ... o repelente é muito caro. A Raquel é comerciante, ela sabe disso. O repelente é caro. Infelizmente, está em empesteado, e a gente não sabe o que fazer mais. E eu vim agradecer até o Vereador Pablo, porque ele falou para a gente: “O Caju vai ter voz no meu mandato”. A gente, hoje, graças a Deus, está aqui com todo esse pessoal, com voz. Então, eu agradeço muito a ele e essas coisas. A Comlurb, eu queria ver o negócio do Henfil, porque na frente esse negócio de terra, essas coisas. Tem muita criança pegando aquela poeira toda no Colégio Henfil, o Ciep. É na Carlos Seidl ali. Fica aquela poeira no meio da rua. Sempre tem alguém varrendo tudo, mas pegar um daqueles caminhões, passar pelo menos para tirar aquele excesso. Porque, infelizmente, quando chove, então, as crianças não passam.


O SR. ANDERSON ACCIOLI – Então, nós já estamos fazendo raspagem e lavagem em alguns pontos no Caju, não na proporção que seria o ideal, mas eu entendo que o problema não é só esse. Eu vejo que muito material que vem, e que gera essa poeira, vem de muitas indústrias, fábricas e galpões, que estão instalados na localidade e acaba meio que enxugando o gelo, não é? A gente vai fazendo um serviço. Outra questão, até pedir para a minha equipe fazer um levantamento, e aí passarei para os nossos colegas da Conservação, referente aos ramais, para ver a situação do escoamento. Isso também é muito importante, não é? Vou pedir para ter uma atenção especial nesse ponto do colégio. Já tem também ali, na Carlos Seixas, que é um ponto que a Ariane pontuou – vou pedir também para ter uma atenção especial nesse ponto. A gente está mapeando e vai ajustando esse ponto. Está bem?



O SR. RICARDO RODRIGUES DOS REIS – Ok, obrigado.
O que acontece? O Ciep Henfil e algumas creches têm problemas. Então, como a Prefeitura manda uma verba, você sabe que é uma verba curta. Eles não estão conseguindo desentupir as águas pluviais, então chove e fica aquele monte de água. Aí, mistura-se com esgoto. Tampas, dentro do estacionamento do colégio sem tampas. Se a gente pudesse dar uma visualizada nessas escolas, dentro do colégio e fora, o problema com poeira. Se pudesse ajudar, porque, infelizmente, a verba da escola não dá. Minha filha estuda em um colégio daqueles. Ajudaria muito.
Muito obrigado a vocês. Obrigado, Vereador.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Obrigado, Ricardo. Em relação à Comlurb, também sei que estamos sem aquela caçamba enorme, que concentra o lixo, não é? Que as pessoas...


O SR. ANDERSON ACCIOLI – Na verdade, nós temos, no Caju, em torno de 90 caçambas. Algumas foram remanejadas, junto com alguns moradores e associações, para otimizar até mesmo o descarte. A caçamba é importante, mas também é uma via de mão dupla. Porque é como um armário grande em casa: se você não só colocar, mas não fazer um trabalho de conscientização, aquela... Vamos supor: o volume necessário, a quantidade de caixa necessária para um ponto seria quatro. Mas tanto na Região do Caju, como na região do Santo Cristo e Gamboa, se não me engano, é o único lugar do Rio de Janeiro que a coleta diária. Há algumas falhas, sim. É por conta de quebra de caminhão. Mas a coleta, a programação da coleta é diária, de segunda a segunda. Então, se o morador também não entender que ele colocar o lixo só naquele horário da manhã, que é a coleta diurna e, principalmente, em dia de chuva, isso vai virando uma bola de neve. Então, é importante ter aquela caçamba. Tem a caçamba não por motivo de quebra, diminuiu. Isso já está sendo revisto, está em questão de contratos para aumentar, está bem? Mas tem sim em torno de 90 caçambas só no Caju.


O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Ali, no parque, na Vila dos Sonhos, a gente...
Passamos a palavra para a Senhora Ariane, coordenadora das associações de moradores.

A SRA. ARIANE SOUZA – Eu vou iniciar falando aqui, Pablo, que estou muito triste, porque quase não vi a galera que está lá brigando por isso, por aquilo, que ama o bairro, mas na hora em que tem um momento de fala nossa, não tem nenhum representante.
Eu fico muito feliz de ver o Ricardo, a Kelly, o Tarcísio, a Adriana, que são pessoas que a gente já conhece há muitos anos. Todo mundo nasceu no Caju, cresceu. Mas quem realmente está lá levantando uma bandeirinha do político, hoje não está aqui. Hoje não está aqui exercendo a democracia.
Vou começar falando pela Comlurb. A gente estava, de fato, com muitos problemas na Comlurb. A gente ficou até uns sete dias sem ter coleta. Graças a Deus, o bom entendimento que eu entrei com o Anderson, junto com as meninas das outras associações, a gente agora tem coleta diária. A nossa coleta está funcionando em três turnos. A gente tem o turno da manhã, o turno da tarde e o turno que, ontem, meia-noite, estava lá na Chatuba recolhendo lixo. A gente ainda tem problemas: faltam caçambas, o caminhão quebra. Mas a gente conseguiu fazer uma parceria boa com os garis comunitários. Agora está tendo a raspagem na Rua Carlos Seixas, está tendo a lavagem. Isso, pra gente, enquanto comunidade, está sendo muito bom.
A gente tem um grupo no WhatsApp, Pablo: o nome do grupo é Vila da Poeira. Essa vila fica na Chatuba, no Parque Boa Esperança. Nós já tivemos a CET-Rio lá, onde teve um estudo. A gente conseguiu inverter a mão da rua. Lá no Caju, a gente tem uma única rua que é uma mão inglesa. A rua é bem sinalizada, mas falta, de fato, um quebra-molas, porque as carretas passam ali... Só vocês vendo mesmo.
A gente tem problemas pontuais também com a Conservação. Ontem eu fui pega de surpresa com uma notícia de que o Prefeito mandou R$ 2,3 milhões para o Grêmio Recreativo, enquanto no Caju a gente não tem uma praça decente para as nossas crianças brincarem.
Hoje eu estive com Anderson em três quadras e dois campos de areia em que o alambrado caiu, as folhas subiram em um alambrado que veio para o chão, o chão cedeu. O Caju não vale um investimento?
É muito triste que a gente, até então, não tivesse voz. A gente não tinha esse espaço democrático. Hoje a gente tem. Então, eu vim aqui para, de fato, Pablo pedir para você olhar com um olhar mais carinhoso do que você já tem pelo Caju. A gente tem muitos problemas. O Caju não é só a praça central do Caju. A gente está com problemas de poda. A árvore cresce, bate na rede elétrica, falta luz. O problema é da Light? Não. É da Prefeitura, que não fez o trabalho de prevenção. Se tivesse feito, a árvore não chegaria lá na rede elétrica. Hoje mesmo eu estou com uma galera no Parque Boa Esperança há três dias sem luz. Consegui, hoje, um socorro. O transformador está ruim e a previsão é de trocar o transformador na quarta-feira. Olha quanto tempo! Com a quantidade de mosquitos que a gente está no bairro, é surreal. É impossível ficar até quarta-feira sem energia. Sem contar a quantidade...
A gente conseguiu algumas trocas de poste, mas nada muito significativo. Eu tenho um grande problema também com a RioLuz, que são os campos em que foram feitas reformas, campos de grama sintética, mas eles não têm a iluminação adequada. Metade das minhas duas comunidades, que são o Parque da Alegria e o Parque Boa Esperança, eu falo que eles são um carro alegórico: metade é led e a outra metade é sódio. Você está de um lado... Eu fico tonta quando vou para um lado e quando vou para o outro.
Eu peço, de verdade, que a Conservação olhe mais um pouco pelas comunidades do Caju, que possam ver a gente além dos muros do cemitério, de fato, porque no Caju tem moradores, no Caju tem representatividade.
William, eu estou muito feliz pela Moção. Você merece muito. Eu já tinha até comentado com o Pablo da sua parceria com a nossa comunidade. É muito bacana ver o posto de saúde na quadra do Senninha aplicando vacina, fazendo os cuidados com a comunidade. É muito bacana mesmo.
Pablo, eu espero de coração que mais vezes isso daqui aconteça e que mais moradores possam vir até esse espaço e ter a voz. Porque a gente falar pela rede social ou a gente levantar a bandeira de A e B é muito fácil, mas eu quero ver a gente levantar a bandeira de um bairro, de um bairro esquecido, de um bairro que está lá sofrendo. Que a gente tem muitos idosos, muitas crianças. A gente precisa de escolas decentes, de mais escolas, de mais praças.
Eu quero até te fazer um pedido especial, Pablo, pelas quadras do Parque Alegria. Se você puder olhar com urgência por aquele lugar, as quadras estão abandonadas. O Ricardo pode até testemunhar isso. Já caiu alambrado, caiu em cima de uma criança, uma criança quebrou o pé porque a trave caiu em cima. Hoje eu estive lá com Anderson, que vai entrar limpando lá essa semana. Mas a gente precisa de muito mais do que a limpeza, a gente precisa de uma reforma.
Eu, assim, espero de coração poder contar com você. Você sabe que você conta comigo. Eu vou mais uma vez reiterar, não só pra você, mas como para todo mundo que está aqui: eu não tenho um político de estimação. Veio no meu bairro, trouxe melhoria, eu vou apertar a mão e nós vamos caminhar juntos porque o meu bairro merece. O meu bairro merece alguém que realmente olhe por ele, independente se vai me dar um cargo político ou não, porque graças a Deus, hoje, a associação de moradores que eu represento, eu não preciso desse cargo. Eu preciso, de fato, de alguém que dê a mão para o meu bairro e ajude a gente a caminhar porque o Caju realmente precisa de respeito, dignidade, e que, infelizmente, através da Prefeitura, a gente não vem encontrando isso.
Eu espero contar com você, como eu já conto. Não adianta ficar me olhando assim porque eu vou te mandar mensagem todas as vezes que eu precisar, como eu já faço, perturbo você, o Paolo e quem vier pela minha frente.
Muito obrigada por esse espaço. Vou dar um abraço no William agora.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Eu, graças a Deus, tenho a tranquilidade de dormir com a certeza de que eu represento o bairro do Caju. Com mandato ou sem mandato, eu sempre estive no bairro e eu tenho um reconhecimento que é da urna. O maior reconhecimento é da urna e, graças a Deus, a Frente Parlamentar que foi criada aqui no bairro, aqui na Câmara Municipal, é pensando em melhorar a qualidade de vida do bairro do Caju. Eu não suporto “mimimi”, não trabalho com fofoca, eu trabalho com atitude, com ação. Os senhores sabem disso e o nosso mandato, desde o primeiro dia, vem lutando o bom combate para fazer com que o bairro do Caju seja visto além dos muros do cemitério. Nós temos muito trabalho pela frente.
Nós, infelizmente, falamos de um bairro que a politicagem, os políticos paraquedistas aproveitam o momento de eleição para ir lá, enganar, dar uma cesta básica e somem, desaparecem. Eu estou ali há 14 anos, trabalhando, legitimando, porque eu amo aquele bairro. Enquanto eu tiver a honra e a permissão de Deus de estar aqui nessa Casa legitimando meu mandato, o bairro do Caju vai ser prioridade. E não vai ser prioridade porque eu trabalhei 10 anos no posto de saúde, porque eu tenho um grande carinho, eu estou falando de um bairro, como eu havia dito, que tem um dos 10 menores índices de desenvolvimento social e desenvolvimento humano.
Com toda modéstia da minha vida, eu tive a oportunidade de estudar. Eu sou enfermeiro obstetra, sou sanitarista, sou mestre em saúde pública, eu sou médico em formação. Eu tenho a clareza de poder fazer planejamento, diagnóstico, com toda humildade da minha vida, e entender que nós estamos falando de prioridade, e o bairro do Caju é prioridade.
Então eu só peço que todos que aqui estão, independentemente de serem ou não representantes de associações de moradores, que encaminhem as demandas para o nosso gabinete para que, uma vez que saia como indicação legislativa... Essas demandas são monitoradas por nós.
Por mais que vocês tenham acesso aos servidores, aos agentes públicos, se vocês encaminham isso para o gabinete, nós podemos cobrar. Então, é interessante que vocês caminhem conosco também.
Vou passar aqui a palavra para a Adriana, e encerro com a Kelly.


A SRA. ADRIANA BRUNO CILLA – Boa tarde.
Meu nome é Adriana, sou moradora do Caju, do Parque Nossa Senhora da Penha.
Eu estou aqui reivindicando o tratamento na Clínica da Família. Eu estou vendo que o senhor foi parabenizado, quero lhe parabenizar também, mas peço também que o senhor olhe mais para a equipe Pérola, porque é uma equipe que está com uma demanda muito grande. E muitas vezes a gente vai lá, mas não é atendido.
Eu não culpo a médica, porque, realmente, ela está sobrecarregada. Mas, assim, eu quero que o senhor corra atrás de um médico que possa oferecer um atendimento de qualidade à população, porque a gente não está tendo esse direito. A gente bota uma receita na recepção, some! A gente faz um exame... O meu marido mesmo, o meu atual namorado, o exame veio com o nome dele, mas os dados errados, CPF e tudo errado. Aí eu fui questionar, e não fizeram de novo.
A gente precisa, porque a saúde não espera. Eu estou parabenizando o senhor e espero de coração que o senhor olhe para nós nesse termo, que a equipe da Pérola seja mais atendida, porque eu sei que é uma demanda muito grande naquele posto. É a maior. É a da Pérola, entendeu? É só isso mesmo.
Muito obrigada.

(PALMAS)


O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Obrigado.

O SR. WILLIAN FONTE – Rapidamente, só para poder dar um retorno. Estou aqui até com o enfermeiro Emanuel, que é o nosso enfermeiro da equipe Pérola. A nossa equipe Pérola, ela realmente está com uma demanda bem grande. É a equipe que está com mais de 4 mil cadastrados, e a gente está lutando. E agora também com apoio do Vereador Pablo Mello, para que a gente consiga mais uma equipe para a Clínica da Família.
E como eu falei aqui, junto com o coordenador, estamos de portas abertas. É uma gestão de portas abertas e qualquer dificuldade que vocês tenham em relação ao acesso, eu estou lá de portas abertas para poder entender, para poder acolher, entender e a gente conseguir resolver.
Hoje, todas as nossas equipes estão completas com médicos formados em Medicina de Família e Comunidade, com os nossos médicos residentes. Nós temos o R1 e o R2. É o médico que está iniciando a residência e o que está terminando a residência, com os enfermeiros. Então, são equipes completas hoje. E a equipe Pérola, a demanda espontânea, realmente, é muito grande. A gente, desde que chegou, tenta de todas as formas organizar esse fluxo. É o nosso maior desafio: organizar o fluxo de acesso da nossa unidade. E podem contar com a gente. De todo meu coração, estou lá de portas abertas. Qualquer dificuldade, procurem-nos.
Enfermeiro Emanuel, anote essa demanda. Vamos levar para discutir em equipe. E estamos à disposição de todos vocês, está bem?



O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Conheço bem a Pérola. Dez anos dirigindo e eu era... só tinha a minha unidade, a nossa. Agora você divide a bola, mas está tudo com você lá agora.
Predominantemente, a equipe Pérola é composta por pessoas idosas. Então pessoas idosas são comórbidas, e a demanda, efetivamente, é maior. Por isso que nós aqui vamos brigar para que você ganhe, para que você receba a unidade, receba mais uma equipe, para que vocês tenham a possibilidade de dividir essa bola. Recebendo mais uma equipe de Saúde da Família, você vai melhorar o acesso, a coordenação do cuidado, a longitudinalidade do cuidado, que são os atributos essenciais que regem a Medicina de Saúde da Família, que é aquilo que a gente acredita que dá certo.
Contem comigo, porque nós vamos perturbar até essa equipe sair.
É contigo, Kelly, por favor.

A SRA. KELLY AMBRÓSIO – Boa tarde. Meu nome é Kelly Ambrósio.
Na verdade, eu tenho uma listagem de coisas para falar, mas não vou conseguir. Mas já passei a demanda para o Pablo Mello. Uma das principais também é na área da saúde. Muitas pessoas reclamam da forma do atendimento, a demora, a forma como são tratados, não conseguem atendimento. Aconteceu até um caso em que um senhor chegou com 22 de pico de pressão. Aí a médica pediu para atender uma grávida, e a grávida falou: “Não, calma aí, primeiro ele, depois você me atende”. E ela: “Não, mas é sua vez”. “Não, primeiro ele.”
Agora precisamos entender a importância de cada caso. Tem pessoas que chegam na unidade às 11h e saem de lá às 16h, às 18h, sem atendimento. É uma das coisas que muitas das pessoas estão aqui focadas falando: “Kelly, pelo amor de Deus, fala o que está acontecendo, a gente não aguenta mais!”. Também tem milhões de outras coisas, como transporte público. A parte do 906 não rodar os finais de semana, não entrar na Quinta... A gente precisa muito de iluminação, asfalto, enfim. Nós vamos ter muito tempo para lutar com isso.
Parabéns, Pablo, pela sua iniciativa e pela forma como você trata o bairro, não só hoje, mas como sempre tratou. Você nunca abandonou o bairro, você sempre foi além. Você não precisa gritar nem se expor, você faz. Essa é a diferença.
Obrigada.
(PALMAS)

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Obrigado, Kelly, de coração, pelas suas palavras.
Hoje é o ponto de partida para que o Caju seja visto além dos muros do cemitério. É importante que vocês saiam daqui... A Ariane, por exemplo, como coordenadora de associação... É óbvio que toda liderança que coordena, que preside, constrói uma rede de apoio com a Prefeitura. Mas, como você acabou de dizer, nem sempre é atendida. Nosso mandato está aqui à disposição para isso, independentemente de político “A”... Eu estou aqui legitimamente sendo pago para atender a necessidade da população, não estou aqui fazendo favor a ninguém. É meu dever, é minha atribuição provocar o Executivo, enquanto legislador eleito, para que vocês tenham a necessidade de vocês atendida.
Não existe moeda de troca, ficar exaltando o mandato do Vereador Pablo Mello. Eu estou aqui para acolher a demanda de vocês. Então, Kelly, Tarcísio, Eron, Adriana, nosso amigo William, eu sei exatamente o que é dirigir processos de saúde, dirigir pessoas: é um desafio enorme.
William tem uma característica que não é dita por mim, mas é dita pelos usuários do território, que é uma característica minha enquanto gestor. Ninguém nunca na vida vai poder dizer que me procurou, enquanto diretor daquela unidade, e eu não atendi. Nunca haverá, na história da minha vida, um cidadão sequer que diga que, enquanto diretor, eu não atendi meu usuário. Todos vocês sabem disso. E o William me parece ser o mesmo. Dizem que o William se parece até comigo, até falei isso para ele. Algumas pessoas falam: “Finalmente chegou alguém que se parece com seu jeito de dirigir a unidade”.
Porque é isso, o acolhimento e a escuta são fundamentais para que a abordagem em saúde dê certo. Nós que estudamos gestão sabemos disso. Então é dialogar. William tem as limitações. Não justifica não acolher bem o usuário. Eu sei, eu tenho certeza de que essa não é a orientação que o Daniel dá, o Secretário de Saúde, que o coordenador promove, que o gestor promove, que o enfermeiro de família, o médico de família promove. Quando isso acontecer, a melhor forma é dialogar. Quantas vezes a Daniele entrava nervosa lá na unidade: “Ah, fui mal atendida...!”.


A SRA. DANIELE DA SILVA – Tem que saber lidar também, porque quem está ali está trabalhando. As meninas levantaram e ficaram paradas. Eu estava com problema de ansiedade, eu comecei a chorar, porque a moça xingava de tudo quanto é nome as meninas que estavam lá na frente. Eu acho que tem que ter direitos iguais. Do mesmo jeito que a menina foi mal atendida, ela chegava, falava baixo, porque as meninas não maltrataram ela. Ela falou: “A senhora espera um minutinho, por favor”. Aí, ela falou: “Não vou esperar”, e começou xingar vários nomes. E eu estava passando mal, mas eu vi, e é do pessoal da Pérola, e da segunda vez foi a mesma situação. Eu acho que tem que ter um uma conversa dos dois lados. Porque as meninas também trabalham muito bem onde elas estão.

O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – É isso. Eu acho que isso é respeito. Quem quer respeito se faz ser respeitado.
E conduzir processos de saúde, sobretudo pós-pandemia. Com o aumento da pobreza, da desigualdade, com o desemprego se torna ainda mais desafiador, então é importante que nós também façamos a nossa parte e nos coloquemos no lugar dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Eu quero aqui, antes de encerrar e passar a palavra, agradecer às representantes das associações de moradores. Vocês, de fato, estão ali se dedicando, e hoje eu percebo que vocês três valem por... tinham oito, vocês valem pelos oito. Vocês estão ali lutando um bom combate de verdade, e as melhorias que o bairro vem recebendo, muito são frutos dessa dedicação, desse empenho que vocês promovem ali no dia a dia. Parabéns por cuidar daquela população, por nos ajudar e contem comigo. Eu quero agradecer à plenária que hoje aqui se fez presente. Tarcísio, se quiser falar, quero agradecer ao Willian, ao nosso querido amigo Accioli, foi um prazer, seja muito bem-vindo. O nosso amigo Adelino, Marcelo, Ivan e o nosso amigo comandante Pereira.
É contigo, Ariane.

A SRA. ARIANE SOUZA – Na verdade, Pablo, no meu encerramento eu vou te pedir mais um favor. É um favor, não, é uma ajuda. Nós estamos com um problema dentro da Vila Militar. A Vila Militar, atrás dela, é a Vila dos Sonhos, a vila dos pesadelos, talvez. E aí, lá tem uma vegetação muito grande que a gente vem se virando ali com os meninos da comunidade mesmo, que cortam o mato, e a gente não consegue recolher, tivemos uns problemas para tirarem os lixos lá, o Anderson que interveio. Só que quando a gente conseguiu cortar todos os matos, nós detectamos que o problema não é nosso, é da Vila Militar. A vegetação dele está invadindo a comunidade, está quebrando o muro, tem uma árvore que quebrou a casa do morador. A gente já acionou a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, mas nós não tivemos respostas. Cresceram aquelas trepadeiras nos fios, tivemos um transtorno também, acabamos pagando para ser retirado também. Só que a gente também não é rico, a gente também não tem dinheiro toda hora, porque a associação sobrevive dos sócios que pagam, e os que deixam de pagar.
Então, assim, a gente precisa muito de chegar ao coronel, e a gente não tem esse acesso a ele, e a gente precisa levar esse problema para ele porque está difícil. Assim, acaba sendo ruim de duas formas: a rede elétrica ruim e a gente também, que não tem dinheiro toda hora para alguém estar mexendo lá, não é? E eles também não deixam a Prefeitura atuar dentro do espaço deles. E aí a gente precisa dessa ajuda urgentemente.
E acabou, não vou falar mais...


O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Então, quero agradecer a presença de todos, quero agradecer aos...
Por favor, Tarcísio, já ia encerrar. Desculpe-me.



O SR. TARCÍSIO AMBRÓSIO – Então, é um gancho da Ariane. Em frente à Escola Esperidião Rosa, Pablo, tem uma pracinha. E aquela pracinha é onde as crianças ficavam – os pais, não é? – esperando as crianças virem após soar o sinal. Ali deve ter um metro, um metro e meio já de mato, entendeu? E tem muito mosquito. Não há condição nenhuma de ficar ali esperando as crianças.
Já pegando essa demanda da Ariane, já poderia fazer essa poda também em frente à escola.



O SR. PRESIDENTE (PABLO MELLO) – Mais uma vez, eu digo: eu preciso que vocês enumerem todas as ações precisas. Acho que vocês receberam aqui o nosso botom, tenham o contato, mandem foto através do “zap”, que a indicação legislativa tem que ter fotografia e endereço, e a gente vai acompanhar até o serviço ser atendido.
Quero agradecer a presença de todos vocês, aos assessores, à equipe técnica da Câmara Municipal, porque possibilitaram este encontro, que, para mim, tem um significado muito especial falar do Bairro do Caju. Eu tenho a esperança de ver aquele bairro melhor. Isso me enaltece, engrandece-me, envaidece o meu mandato e me faz acreditar que aquilo com que eu me comprometi em fazer na minha campanha, eu estou aqui legitimando, e estou fazendo.
Muito obrigado. Levem um abraço para os nossos diretores, presidente, para os nossos secretários. Em breve, estaremos aqui novamente dialogando com a população.
Dou por encerrado o Debate Público da Frente Parlamentar em Defesa do Bairro do Caju.
Muito obrigado.

(Encerra-se o Debate Público às 16h50)


LISTA DE PRESENÇA

Ana Paula Guarani; Marcello Vianna; Maurício Silva; Samira Cabral; Anderson Acioli; Adelino dos Santos Pereira; Marco Aurélio Pereira; Ivan Santos; Leandro de Sant Ana; Willian Fonte; Emanuel Brga; Kelly Ambrósio; Tarcísio Nascimento; Anderson Glay; Fávia de Araújo; Andriana Brunocillo; Josiete Almeida; Cleciane Raquel; Eduardo Almada; Ricardo Rodrigues; Ernardo Fernandes; Dalva Morais; Leandro Oliveira; Vanessa Rocha; Grace Kelly dos Santos; Daniele da Silva; Thereza Cristina Fernandes.