Comissão Permanente / Temporária
TIPO :
DEBATE PÚBLICO
Da
VEREADOR ROCAL
REALIZADA EM
05/16/2024
Íntegra
Debate Público
:
DEBATE PÚBLICO REALIZADA EM 16 DE MAIO DE 2024
Presidência do Sr. Vereador Rocal.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Bom dia a todos.
Realizaremos um Debate Público do nosso mandato, com a presença da Secretária Municipal de Turismo, Excelentíssima Senhora Daniela Maia.
Muito obrigado pela sua presença. Uma salva de palmas, por favor.
Antes, quero pedir desculpas pelo atraso, a gente imagina que vai conseguir sair de Campo Grande... eu costumo dizer, Secretária, que, para sair de Campo Grande é quase meia hora, quase 40 minutos, apenas para sair de dentro de Campo Grande, até pegar o transporte e chegar a Deodoro... olha lá aquele amigo ali mora em Campo Grande e estava na Pedra de Guaratiba, eu estava monitorando. Ainda bem que ele não aceitou minha carona, porque ele foi pela Barra para pegar o metrô e chegou antes de mim. Então, vou voltar contigo.
É uma honra poder recebê-los aqui, a Secretária se colocou sempre à disposição da Comissão de Turismo desta Casa. A gente está tentando, nesses dois anos à frente da Comissão de Turismo, ouvir mais, aprender mais, porque eu presidi durante algum tempo a Comissão de Educação desta Casa, é minha praia, sou professor, então, o desafio de estar na Comissão de Turismo é aprender.
Hoje, aqui, na verdade, é uma grande aula, da qual todos sairemos sabendo das propostas, das ações da pasta para 2024, no momento em que o Rio de Janeiro volta a respirar, isso é o mais importante de tudo. O Rio de Janeiro, hoje, pode ter a garantia de que é uma cidade acolhedora, que tem gestão, que está à frente das nossas capitais do Sudeste e pronta para os grandes desafios.
Temos desafios? Muitos. Vamos conseguir resolver todos? Nunca, porque é uma cidade que, de fato, é dinâmica, e onde todo mundo sempre está visitando, sempre descobrindo novos lugares. Temos aqui, neste momento, uma grande pegada do turismo ecológico, que antigamente não estava tão em evidência, e por aí.
Então, hoje, é para ouvir hoje a nossa Secretária Municipal de Turismo – obrigado pela presença. Gostaria de registrar a presença do senhor Bruno Mattos, Subsecretário, muito bem-vindo, esta Casa aqui é sua.
Então, com a palavra, nossa Secretária Dani Maia.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Bom dia a todos e todas.
Cumprimento o Vereador Rocal, bem como os demais integrantes da Comissão de Turismo, Arar e Carlos Bolsonaro, que não estão aqui presentes.
Quero dizer que é um prazer estar nesta Casa, que nós somos parceiros, trabalhamos em conjunto e é muito importante estar aqui para falar de turismo na Comissão de Turismo da Cidade do Rio de Janeiro.
Então, a gente vai fazer uma apresentação de um vídeo que a gente produziu, que a gente disponibiliza para o trade de turismo, um pouco da Cidade do Rio de Janeiro, e a gente vai passar um slides do que foi uma apresentação que eu fiz no Conselho Municipal de Turismo explicando um pouco o que a gente vem fazendo aqui para o ano de 2024. Então, se a gente puder passar o vídeo.
(Exibe-se os slides)
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Obrigada. Não é à toa ela é chamada de cidade maravilhosa, ela realmente é maravilhosa.
Vou falar aqui um pouquinho desse trabalho que a gente vem fazendo. A gente construiu e identificou que um dos eventos, vereador, que mais vende a imagem do Rio é o Carnaval. E é superdesejado. Agora, essa ótima notícia de que a gente vai aumentar um dia o carnaval é importantíssimo para o turismo, para a gente. É visto por pouco tempo, e quem viu viu. E na realidade, é um trabalho de arte.
Então, a gente começou, em conjunto, o Mattos participou, eu era Presidente da Riotur e ele era Vice-Presidente, o trabalho de perpetuar e colocar o Carnaval como ele tem que ser visto, como arte, e não só uma festa, não é? Ali, a gente tem obras de arte, grandes artesãos estão ali, e temos carros alegóricos maravilhosos, fantasias, alegorias maravilhosas, e a gente precisava perpetuar isso.
Então, o que a gente resolveu? A gente chamou o Gringo Cardia, que é um grande cenógrafo, conhecido mundialmente para fazer um projeto, que a gente chama de Rio Carnaval, e realizar um livro-arte, com grandes artistas e grandes fotógrafos. E aí, o primeiro foi o Vik Muniz, que é hoje, no cenário contemporâneo, um dos maiores artistas que a gente tem no Brasil, conhecido mundialmente. Então, a gente ficou ali dois dias na avenida, montou na dispersão da apoteose dois estúdios para gravar imagens e fotos. A gente botou 30 olheiros pegando ali no final, levando para dentro dos estúdios e fotografando para criarmos esse livro.
Esse livro tem um texto espetacular, de Luiz Antônio Simas, e as fotos do Vik Muniz, e transformamos em arte. Esse livro vai ser o presente para o G20, para os Chefes de Estado, tamanha a beleza que ficou, ele é totalmente numerado. E, aí, o senhor vai receber o seu livro, a gente tem uma série de 3 mil livros numerados, como uma obra de arte.
O Prefeito Eduardo Paes ficou tão encantado, porque essa realmente é a grande arte que a gente tem, que a gente vende e a gente quer vender para o mundo. Qual é a ideia disso? Era transformar isso numa exposição.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Secretária, em cima dessa primeira apresentação, eu queria compartilhar uma experiência. Talvez tenha sido essa uma das experiências que mais despertou essa comissão de presidir a comissão aqui da Câmara. Mudar um pouco os ares. Eu gosto de viajar. Eu sou um turista. E quando eu estive lá no norte do Chile, em Iquique, até em uma viagem oficial aqui, eu era da Mesa Diretora, o pessoal percebeu aquele sotaque de carioca acabou. Começaram a dizer: “Rio de Janeiro” e, pronto, acabou. Eles me fizeram dançar, cara, sambar lá o Carnaval. Carnaval, Carnaval. Eu falei: “caramba, norte do Chile, Iquique, lá em cima, Deserto de Atacama, praticamente. Imagina, imagina o potencial turístico que a cidade tem em qualquer canto. Não estou falando de Santiago, a capital, eu falei lá de cima. Então, aquilo ali falou assim: caramba, aonde eu estou indo, o pessoal me manda sambar. Então, aprendi a sambar por conta disso.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Eu não aprendi.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Então, essa pegada de Carnaval, o Rio de Janeiro não vende só Carnaval, é lógico, mas o Carnaval é uma porta de entrada maravilhosa. Não tem, inclusive, o prefeito de lá, no Carnaval do ano passado – passado ou retrasado, não lembro bem – ele mandou os olheiros. Passaram aqui praticamente três dias no carnaval aqui carioca.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Para poder construir.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Copiar, porque a gente criou a cidade irmã Rio de Janeiro-Iquique.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Várias cidades no mundo que têm escolas de samba, na Finlândia eu fui numa reunião com a consulesa e ela falou que tem uma escola de samba na Finlândia. Falei: “Gente, que incrível. Mas assim essa arte é única nossa. Então, assim eles podem criar e é isso, a gente tem muito potencial ainda para trazer e explorar o Carnaval que é pouco explorado. Aqueles barracões gigantes são maravilhosos. Então, assim, a gente tem que atrair, tem que se apresentar para o mundo de uma forma que demonstre a cultura e a arte que é o Carnaval. O potencial é incrível, mas a gente tem que mostrar. Então, fiquei muito feliz quando eu soube dessa notícia que ia aumentar mais um dia, isso é muito bom para a gente. Muito bom para cidade do Rio de Janeiro.
E a gente fez através desse livro, uma exposição, essa exposição está no Museu Arte Rio (MAR), fica até o final do ano e depois a gente está vendo se ela vai para o Museu da Cidade ou para o próprio Museu de Arte Moderna (MAM), quando estiverem os chefes de Estado aqui.
Então, a gente ainda está organizando isso, mas essa exposição também ela tem esse potencial para viajar. Eu estive agora em março, foi em março, sim, março, estive na embaixada de Londres, embaixador patriota e estive em Madri com embaixador Orlando Ribeiro. E os dois me pediram para trazer a exposição. De todas as coisas que eu falei e eu falei: eu queria apresentar mais a cidade do Rio de Janeiro, a gente tem que estar mais presente fora. A gente tem hoje, a gente vai ver os números, números muito baixos de turistas estrangeiros. Acho que tem vários gargalos e várias coisas que a gente já está acertando, mas a gente tem que se apresentar.
Quando a gente vai para as feiras internacionais, a gente vê a potência. Não é por acaso que o Chile está como um turismo que tem, porque o Chile ele está investindo. A Argentina investe, a Argentina investe muito, com toda sua crise. E o Peru. São três países que eu vejo. Agora nessa última de Madri, na Fit Madri foi o Equador estava fortíssimo, Guatemala.
Então, assim a gente precisa e eu acho que isso tem entendimento federal hoje com o ministro Celso Sabino e o presidente da Embratur, o Freixo, da importância de a gente estar presente, se fazer presentes para a gente poder atrair, mas antes de tudo a gente também tem que arrumar a casa, não é? Então, é isso que a cidade do Rio de Janeiro vem fazendo.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – É verdade.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – É isso que a Cidade do Rio de Janeiro vem fazendo com a questão do Galeão, que era grave para a gente, muito grave. E a gente vai ter que recuperar e estamos já recuperando. Essa exposição é uma exposição que a gente, o Patriota me pediu para ser em novembro, fazer em novembro em Londres, e o Orlando Ribeiro me pediu para a gente fazer agora no verão europeu, que eu, exatamente, acho difícil. Acho que a nossa programação de viagem vai ser mais a partir de novembro para 2025, a gente viajar Europa, Estados Unidos, principalmente Estados Unidos, que a gente quer um potencial grande que a gente tem de turista. Eles estão em terceiro lugar aqui e têm muito interesse, têm muita vontade e a gente precisa estar mais presente. É uma forma de a gente se apresentar juntando a nossa arte com um grande artista. E quem tiver a possibilidade de ir no MAR e ver a exposição, se o senhor quiser ir, acho importante.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Eu quero ir.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Vamos falar que é a exposição do Carnaval.
Vamos falar um pouquinho, que eu acho que isso é importante, do efeito Madonna.
Madonna – eu entrei na Riotur em janeiro de 2021. Em maio de 2021, eu liguei para o Luiz Oscar Niemeyer e pedi para estar com ele. A gente estava, inclusive eu tenho foto ainda de máscara, a gente ainda estava na pandemia e eu procurei ele porque ele tinha feito, não sei se vocês sabem, meu pai foi prefeito três vezes aqui da Cidade do Rio de Janeiro, e ele tinha feito os Rolling Stones na praia de Copacabana. E eu lembro, eu ajudei na época, e a minha memória era que... A realidade é que a gente viajou o mundo através desse show do Rolling Stones, que virou um documentário e tal. Só que a gente não tinha mídias sociais, não tinha internet, não tinha esse alcance. Mesmo assim foi uma coisa gigantesca. E aí eu entrei no Governo do Eduardo Paes e falei: eu quero trazer! Aí o Luiz Oscar: vamos trazer um mega show! Eu acho que é muito importante para a Cidade do Rio de Janeiro a gente se apresentar para o mundo através... A gente tem capacidade e a gente sabe fazer isso. E aí a gente começou a conversar. Luiz Oscar falou: temos algumas opções de shows. Eu acho que tem que ser shows emblemáticos. E ele falou: Madonna vai começar uma turnê de 40 anos. Eu falei: acho que tem que ser a Madonna porque ela tem uma força mundial. E aí a gente começou a trabalhar isso. Ele falou: posso ligar para os empresários? Eu falei: pode ligar. Eu estive com o Prefeito e falei: Prefeito, a gente está construindo essa história para trazer a Madonna. Ele amou! Ele falou: Pô, sempre quis, queria no meu outro Governo! Pô, incrível, vamos fazer! E a gente ficou trabalhando em sigilo durante esses... Foram três anos de trabalho da Madonna. Quando foi em março, ele... E a Madonna é muito criteriosa. Ela vê absolutamente tudo, tudo. Ela topou e aí em março de 2022 o Luiz Oscar me ligou e falou: eu vou para Los Angeles apresentar e preciso da carta convite da Cidade do Rio de Janeiro. Eu fiz a carta convite, como eu era presidente ainda da Riotur, e ele foi. E tudo em sigilo. Inclusive a carta estava para 2023. E aí a Madonna começa a turnê dela e fica doente. Não sei se você soube disso. Ficou doente, mal, mal, mal e cancelou a turnê. Foi aquele desespero. Eu falei, meu Deus do céu, tudo negociado, tudo certinho e agora? E aí ela volta à turnê.
Ah, e aí quando o Luiz Oscar foi para Los Angeles, eu falei uma coisa, eu falei: Luiz Oscar, eu só quero uma coisa na hora de negociar, que só tenha um show e esse show vai ser em Copacabana, no Rio de Janeiro. E eu quero atrair o maior número de turistas para Cidade do Rio de Janeiro. Não é ficar rodando porque senão a gente perde a força que a gente teve. E a gente deu sorte, porque afinal ela acabou não querendo fazer América do Sul, só encerrando aqui na Cidade do Rio de Janeiro. Aí, ele foi, negociou, ela ficou doente e voltou a turnê. Tinha meio que desistido de vir para cá, mas esquentou a turnê dela e ela voltou a topar.
Quando foi a campanha do Itaú de 100 anos – aí, eu digo que as energias se cruzam, graças a Deus – eles colocaram a Madonna. Eu falei: Oscar, vamos procurar a Madonna. Temos que procurar o Itaú. Ele foi procurar, tal, e convergiu. Foi uma sorte para a Cidade do Rio do Janeiro, porque não é um show barato. O Itaú fez essa campanha e já estava procurando ela para fazer um show privado, quando descobriu que a gente estava fazendo já, com tudo assinado e tudo certo para a gente fazer um show em Copacabana.
E aí, eu fiquei surpresa porque eu sabia que iria ser um sucesso, mas não tinha ideia de que iria ser tão gigantesco. Aqui, a gente coloca isso, pós-show: quantos lugares. Eu sempre falo que a imagem do Rio de Janeiro é intangível para onde vai. Que tamanho gigante, porque ela está na Cidade do Rio de Janeiro, na praia. Ela falou mil vezes isso: lugar maravilhoso. Isso foi para o mundo, vai para o mundo. Esteve aqui um grupo gravando para fazer um documentário. Quer dizer: ela é um ícone Pop hoje. Dizem aí que essa seria a última grande turnê na vida dela, porque o show dela é muito performático. Ela é uma jovem, não é? 65! Ela é jovem, mas é o que exigem, imagino. O que ela fez no palco, eu sou um pouquinho mais nova, não consigo.
Foi um mega sucesso. De mídia, no dia em que a gente fez a coletiva para confirmar que a gente iria ter o show da Madonna – a produção dela mandou para a gente – US$ 43 milhões. R$ 225 milhões de impacto em mídia, jornais e televisão. Quando que a gente iria poder pagar isso? Isso só no anúncio. Então, olhem o tamanho gigante disso, sem falar de todos os outros benefícios que eu vou falar. Mas é o tamanho gigante de imagem da Cidade do Rio de Janeiro. Nunca uma cidade teria capacidade de fazer, de bancar, de pagar mídia para isso. São poucas as cidades no mundo que conseguem fazer um show desse tamanho. Podemos citar Paris. Mas são poucas cidades no mundo, ao ar livre e de graça.
Meu filho estudava na Filadélfia. O Show da Madonna foi sábado. Na segunda eu fui para a formatura dele. Meu voo da American Airlines era praticamente todo de americanos, todos com blusa de Madonna. Então, a gente atraiu. Eles vieram para cá. E a gente vai ter esses números em breve. A gente vai ter os números do impacto de mídia através da produção da Madonna. Ela deve estar para entregar. Fora isso, a quantidade de voos extras. A parte toda rodoviária aumentou 30% a 40% quase de traslados.
A gente teve esta semana, numa reunião com os hotéis da Cidade do Rio, os hotéis cinco estrelas, e ali tem a cadeia Windsor, que é do Marcel. Ela falou que todos os hotéis tiveram 100%, e todos eles. A rede hoteleira, quando a gente, eles abriram a reunião – eles me convidaram –, bateram palmas e pediram: “A gente precisa de coisas assim”. Então, que é uma vocação.
Eu aprendi muito com o Cesar Maia que a Cidade do Rio de Janeiro tem, por sua vocação, o entretenimento e o turismo, e ele focou muito nisso na época. E o Prefeito Eduardo Paes também tem esse entendimento, que é a nossa vocação, nossa cultura, enfim. Então, assim, foi um sucesso estrondoso, foi uma tacada, assim, certeira, não é? E eu acho que isso já abriu um canal.
O Prefeito Eduardo Paes está encantado com os números, com movimento, com tudo, e falou: “Dani, continua”. Então, a gente tem a ideia, ele tem a ideia de fazer... A gente vai fazer esse maio, o começo de maio com grandes shows internacionais. Eu estou começando a trabalhar nisso agora. A gente fez aqui o Inovatur, na cidade. A gente criou um projeto que, quando eu entrei na secretaria, em janeiro, tinham alguns projetos que já vinham anteriormente dos ex-secretários Bruno Kazuhiro e Antônio Mariano. E a gente deu continuidade, ampliou: era a Labitur, a gente criou o Inovatur, porque foi uma parceria com a Firjan para colocar, no mercado, a possibilidade de incubação de novas ideias para o turismo, dar possibilidades de receber novos projetos e ideias para o turismo.
Assim, surgiram várias aí, durante esses anos, o próprio... Sei lá, Booking, AirBnb, todos esses assim foram surgindo para o turismo. Então, a gente queria trazer ideias que fossem da Cidade do Rio de Janeiro, com a empresa na Cidade do Rio de Janeiro. Conversamos com a Firjan, que tem um networking maravilhoso de empresas para... Inclusive, dando certo essa incubação – Sidney Falcão, olá! –, é ampliar.
Então, esse é um projeto que a gente fez.
E aí há possibilidade, se vocês tiverem interesse, de eles virem se apresentar, esses cinco selecionados, para vocês conhecerem os projetos.
Dia de Turista. Então, Dia de Turista é um projeto que me emociona, porque, volto a dizer, a Cidade do Rio de Janeiro tem o turismo como vocação. O próprio cidadão carioca ou morador da Cidade do Rio de Janeiro, muitas vezes, não tem a possibilidade de conhecer a própria cidade. E a gente tem que criar esse desejo e tem que mostrar essa possibilidade, para quê? Para ter um entendimento que, na economia na Cidade Rio de Janeiro, ao trabalhar para o turismo, a gente pode avançar muito.
Então, esse é um projeto que dá a possibilidade de passeios. A gente tem hoje parcerias com Bioparque, AquaRio, Museu Aeroespacial, Planetário da Gávea, Museu do Amanhã, Parque Lage, Pão de Açúcar, Maracanã e outros. Tem Pequena África, a gente tem muitos passeios, a gente tem duas vans. E coloco aqui isso da cidade aos vereadores, que saibam disso: que este é um projeto da cidade.
Então, pessoas de baixa renda, pessoas que não têm condições de pagar um Bioparque, de ir a um Museu do Amanhã, a gente tem duas vans que dão 36 lugares, todos os dias, de segunda a sábado, e tem, de 15 em 15 dias, um ônibus de 45 lugares. A gente fez agora, na última semana, um ônibus que foi para o Maracanã, com uma turma que era da...não me lembro, de crianças que nunca... e eles choraram, choraram de emoção. Nunca teriam a possibilidade de ir. Então, assim, esse é um projeto de criar desejo de pertencimento da cidade, do entendimento.
Quando se fala de turismo, parece que turismo é uma coisa muito distante e só para ricos e milionários, enfim, é isso. A Cidade do Rio de Janeiro tem pontos turísticos, e a gente está criando e ampliando esse mapa em tudo, na cidade toda. A gente tem uma coisa cultural maravilhosa também. Então, a gente tem que botar o próprio carioca, o cidadão carioca ou morador do Rio para conhecer e dar essa possibilidade. Então, deixo aqui esse projeto para vocês. Depois a gente pode até mandar com todas as datas, tudo direitinho, para Comissão, os roteiros.
Nômades digitais. Esse é um projeto que a gente vem, desde a época da Riotur, antes da pandemia, já existia um movimento no mundo de nômades digitais. Que, na realidade, o que é o nômade digital, ele é turismo e trabalho. Então, muitos, principalmente mais jovens, dessa era mais digital, o que eles estavam fazendo? Começando a viajar e permanecer podendo trabalhar remotamente. Isso antes da pandemia, já vinha esse movimento. Tanto que na eleição, eu lembro que o Prefeito Eduardo Paes foi a um debate, e eu mandei para ele, eu falei para ele falar sobre nômades digitais. Que ele estava falando que queria atrair os paulistas para ficarem no Rio e tal. E com o a pandemia, esse processo acelerou em 10 anos.
Então, assim, a gente começou a fazer os estudos, vários países têm visto de nômades digitais, porque eles ficam três, seis meses, e eles usufruem e consomem na cidade onde eles estão. Existem grupos grandes de nômades digitais pelo mundo. E a gente começou a trabalhar nisso. Em 2021, fizemos reuniões, isso eu ainda estava na Riotur, com o Ministério da Justiça, com o Conselho Nacional de Imigração e com o Itamaraty para criar também no Brasil um visto de nômades digitais. E nos lançamos como a primeira cidade pólo de nômades digitais. E em fevereiro de 2022...
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Perdão, Secretaria.
Eu queria registrar a presença da Vereadora Monica Cunha. Por favor, fique aqui conosco, fique aqui. Tem outros mandatos representados aqui, além da Vereadora Monica? Não? Então, por favor, depois, venha aqui para Mesa.
Ah, sempre, Cesar Maia! Muito representado, afinal.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Então, em 2022, a gente fez apresentação do que eram os nômades digitais, dos vistos e como funcionava os vistos de nômades digitais em outros lugares do mundo. E, em 2022, foi publicado, no Diário Oficial do Governo Federal, o visto de nômades digitais.
Então, hoje, o Brasil tem um visto de nômades digitais, e a gente tem um trabalho forte, referência, no Brasil. A gente virou referência no Brasil em nômades digitais, outras cidades procuram a gente para ver como trabalhamos. Agora estamos pegando uma assessoria que entende mais de grupos e comunidades de nomes digitais no mundo, que fica em Portugal. E eles têm um número grande de nomes digitais para ampliarmos na Cidade do Rio de Janeiro.
Temos, em média, uns 4.000 nomes digitais na Cidade do Rio de Janeiro, por mês, e queremos ampliar esse número. É uma comunidade mundial muito grande. E isso é importante entender: eles não tiram trabalho daqui. Muitas vezes, eles até contratam pessoas. Eles vêm com um trabalho, sei lá, no Google; aí eles vêm passar um tempo aqui, consomem a cidade e recebem por lá. E têm que pagar uma taxa maior do uma taxa de visto de turista. E consomem a cidade. E vendem a nossa cidade.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Em cima disso, recentemente a Comissão de Turismo recebeu, aqui na Câmara, um grupo para falar de Turismo de Saúde. Incrível. Eu, como eu bem disse, eu sou um jovem aprendiz.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Importantíssimo.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Então, eu estou aprendendo. Aí eu fiquei pensando: “Turismo de Saúde”? Aí eu imaginei mil coisas. Vamos visitar o hospital, e tal.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Não.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Mas não. É um grupo superorganizado que, de fato vem para a cidade, nesse conceito mesmo do nome digital. Vêm para a cidade, se hospedam nos grandes hoteis, enquanto o filho está fazendo tratamento na rede particular, na rede privada de Saúde. E, dia 1º de agosto, nós vamos fazer aqui na Câmara, por meio da Comissão de Turismo, o Segundo Encontro Rio-Niterói de Turismo de Saúde. É claro que eu vou encaminhar o convite, não é? E vai ser no Salão Nobre da Câmara. E eu achei bacana, dentro desse conceito.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Tem um turismo, esse turismo é muito forte. E tem muito, principalmente estético.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Estético também?
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Cirurgia plástica. As pessoas vinham, antigamente, inclusive, para serem atendidas pelo grande Pitanguy, vinham da Europa. E continuam vindo, porque a gente tem hoje grandes nomes na Cidade do Rio de Janeiro. E também para tratamentos, tal. Mas a estética é fortíssima na Cidade do Rio. As pessoas vêm de outros estados e ficam aqui durante um tempo fazendo turismo. E o paciente fica ali.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – O paciente sofrendo e o familiar passeando.
Mas é interessante porque, não sei se há registro desse pessoal que chega. Eles são, de fato, nômades. Eles entram sem se identificar...
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Não. Hoje a gente tem como aferir isso.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Identificar? Tem?
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Sim. A gente tem como identificar.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – E, de repente fazer esse programa anterior aí, do Dia do Turista, para esse público? Quem sabe?
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Não. Esse Dia de Turista, realmente...
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – É para carioca?
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – É para comunidades,
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Não, eu estou dizendo assim, algo parecido, quem sabe?
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – É. Por que a cidade já tem milhões de roteiros, a gente tem milhões de roteiros, milhões de possibilidades, e é só a gente informar mais.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Isso. Informar mais.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Isso. Junto com esse grupo de Turismo de Saúde.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Está ótimo.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Então, nômades digitais; é isso. A gente vem trabalhando e vai ampliar.
Gastronomia. O 50 Best e o Guia Michelin. O 50 Best a gente realizou no ano passado. Quero pontuar aqui a importância desse Turismo Gastronômico, que parece que não, mas é importantíssimo.
O 50 Best é um Oscar da Gastronomia. Tem o 50 Best América Latina, tem do mundo. Tem Ásia, tem Europa, tem Estados Unidos. E, há 11 anos, a Cidade de Lima, aliás, o Peru começou a trabalhar estrategicamente a gastronomia. E conseguiu levar o 50 Best América Latina, que foi o primeiro. Lima hoje é uma referência mundial de gastronomia e vive disso. É o turismo mundial de gastronomia, e vive disso. O turismo no Peru tem em vários lugares, em Cusco, Vale Sagrado, Machu Picchu e tal, mas Lima é uma referência na América do Sul.
Ano passado, foi a primeira vez que o 50 Best Mundo ganhou o primeiro lugar, com o Central, que é um restaurante que fica em Lima. Lima se levantou com a gastronomia, então, é de uma relevância muito grande. E o 50 Best, assim como o Guia Michelin, não está em qualquer cidade.
Você precisa ter realmente uma gastronomia que faça sentido para eles entrarem, não é? A Cidade do Rio de Janeiro foi a primeira no Brasil a fazer o 50 Best, vamos repetir agora essa premiação. Nós vamos ter mais premiados da Cidade do Rio de Janeiro. Por quê? Porque os técnicos que vêm fazer a avaliação também passam a consumir a cidade.
E tem pessoas que viajam, vereador e vereadora, com o 50 Best, com a lista dos 50 melhores. E eu lembro, inclusive, quando eu fui acompanhar meu pai numa viagem para o México, a gente foi com essa listinha dos 50 Best, para ver quais eram os restaurantes legais e tal.
Então, existe esse interesse muito grande e a gente está trazendo, a gente está pontuando a Cidade do Rio de Janeiro, a gente está abraçando, porque a gastronomia é muito importante, Vereador Arar.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Nobre Vereador Arar, por favor. Ele é Vice-Presidente da Comissão de Turismo.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Vereador, querido, a gente abraçou, porque a gastronomia é muito forte, não é? Então, assim, bares, restaurantes, enfim, a gente tem milhões aqui no Rio, não é? E tem um crescimento grande na Cidade do Rio de Janeiro de bares e restaurantes.
E a gastronomia não tinha espaço no governo, não é? Nos governos, ela ficava solta, e é fundamental. Mas quantas pessoas trabalham nisso, não é? Qual a importância disso? Ficava solta, porque a Cultura tem lá a área de cultura, e tal. Então, a gente abraçou a gastronomia na Secretaria de Turismo, de tamanha a importância. E existe um turismo gastronômico gigante.
Agora a gente vai realizar o Guia Michelin, que muda uma cidade, realmente. A gente vai ter, segunda-feira, a premiação do Guia Michelin. A gente fez em parceria com São Paulo, porque era um projeto das duas cidades juntas, e a premiação vai ser aqui no Rio.
O mundo desse universo da gastronomia está em polvorosa. Cidades como Belo Horizonte, e o Gilberto, que é da Belotur, que seria a Riotur daqui, ele sempre fica me falando – Gilberto, não é? –, sempre fica falando para mim: "Dani, eu preciso levar o 50 Best, eu preciso levar o Guia Michelin”.
Tem dinheiro, eles têm dinheiro, já propuseram tudo, mas eles não têm interesse, talvez tenham mais na frente... Não quero diminuir Belo Horizonte, pelo amor de Deus. Mas estou dando um exemplo de que não é fácil você ter um Guia Michelin, não é fácil você fazer isso.
Foi uma construção de anos com Charles Reed, que é do 50 Best, que tem origem é Londres, Inglaterra, e o Guia Michelin, franceses. Então, eles são muito criteriosos. Acho que maior do que a Madonna, só Roberto Carlos.
Os franceses, os ingleses, sim, mas os franceses são muito, muito, muito, porque a marca deles vale muito. Então, ter uma marca na cidade como um Guia Michelin, para a gente é um presente, é uma construção. Então, isso é muito importante. E a gente vem trabalhando na área de gastronomia. Agora, a gente participou do evento Mesa do Lado, que é uma revista forte de gastronomia. E esse prêmio “Comer e Beber” da revista Veja, que vai ser agora em novembro e a gente também está participando. Hoje a gente, a Cidade do Rio de Janeiro... João Diamante, não sei se você sabe quem é João Diamante. Sabe o João Diamante? Um querido, ganhou um prêmio agora de gastronomia social, está indo para Las Vegas e ele fala: “Dani, o que vocês estão fazendo pela gastronomia nunca ninguém fez, é revolucionário”. Os chefes e as pessoas ligadas à gastronomia estão entendendo que finalmente o Governo está olhando para essa economia tão importante.
Escola Carioca de Turismo é um projeto que a gente vem dando continuidade, a gente ampliou e aperfeiçoou, posso dizer assim, porque, quando a gente entrou na Secretaria, existia esse projeto junto com o Senac e Fecomércio. A Fecomércio é um grande parceiro da Cidade do Rio de Janeiro, presidente Queiroz, Adriana de Carvalho, que é da área de turismo; o Otávio Leite, ex-deputado. O Otávio Leite é da área de turismo. Eles são muito parceiros da Cidade do Rio de Janeiro na área do turismo.
A gente começou essa escola e, quando a gente entrou, ela já estava em andamento e tinha muita evasão. O que é a Escola Carioca de Turismo? Desculpe. Eu vou falando como se todo mundo soubesse. Quem quiser perguntar, sempre estou aqui à disposição para responder.
A Escola Carioca de Turismo são cursos na área de turismo que as pessoas, que as empresas necessitam. A gente fez, quando eu entrei, a gente chamou todos os parceiros para eles dizerem para a gente o que a gente precisa qualificar. É uma qualificação.
A evasão vinha do fato de não ter alimentação e não ter transporte. A gente criou como se fosse uma pequena bolsa para os alunos e ampliou os locais da escola, para as pessoas chegarem mais perto, mais próximo de casa.
A gente já formou. Muito emocionante a formatura, confesso que chorei muito de emoção com a importância que é essa formatura para eles.
O Senac é muito qualificado, os professores com muita qualidade de ensinamento, e a gente tem ali um canal. A gente agora conversou com trade, no Conselho Municipal de Turismo com os hotéis, que eles têm que absorver essas pessoas da Escola Carioca de Turismo.
A gente fez a primeira fase, formou, estamos terminando a segunda fase agora: inglês básico, libras, espanhol. Libras, libras incrivelmente muito procurada. Escrita, protocolo, cerimonial, informações turísticas locais, recepção de hotéis, operação e procedimento, técnicas de organização de eventos, turismo cultural, que são esses roteiros aí, que têm muita coisa.
A Cidade do Rio de Janeiro, quanto mais a gente procura mais a gente acha, tem muita coisa para ser vista. Agora a gente está entrando nessa terceira fase, em que a gente es
tá ampliando alguns cursos a pedido do próprio trade. Por exemplo, camareira era um pedido do próprio trade, não tinha. Então, a gente vai formar.
Eventos, a gente vai fazer agora um projeto que não está aqui, não sei por que ou eu não estou enxergando, que é com os taxistas.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – É o seis? Operação e procedimentos? Não.
Elaboração de roteiros culturais, turismo, atendimento hospitaleiro.
Então, é o 14 e o 15.
A gente principalmente começou, juntou o grupo dos taxistas. Para começar não é fácil, porque eles estão sempre na rua. A gente vai fazer remotamente também. Principalmente, a gente vai iniciar com os pontos turísticos que primeiro, Galeão, Santos Dumont, a linha rodoviária e alguns pontos turísticos e vai... Criaram um selo para eles, para eles terem, primeiro, um entendimento da importância deles, não é? Porque, hoje, com a questão dos aplicativos perde-se muito, e eu acho que, assim, a confiança do taxista do turista, a gente tem que... Eles têm que ter essa confiança e entenderem a importância deles, não é? Então, não adianta aumentar o preço, fazer um preço astronômico. Ganha aqui, perde ali. Então, a gente tem que fazer. A gente quer cocriar um QR Code, em que o próprio passageiro, dentro ali do táxi, possa entrar em várias línguas e ver vários roteiros turísticos da Cidade. E o entendimento da importância que eles têm e fazer aquele selo, para aquele selo ser um selo de qualidade, com todos os cursos, até inclusive, com esse de fotografia, com celular para eles. Porque eles são também guias. Quantas viagens que a gente vai, em que a gente pega um táxi, e eles explicam tudo para a gente. Eles fazem aqui também, é que a gente não faz esse roteiro aqui, mas eles sabem tudo. Como te fotografar, como ter, como falar. A gente tem um turismo interno aqui, dos brasileiros, enorme. Eles, além de motoristas de táxi, são um pouco guias nossos. Eles vendem a nossa cidade. Então a gente está fazendo esse curso, fora os outros que a gente está dando continuidade, que foi muito pedido. Para dar continuidade, para fase dois ali, o inglês básico dois. Muita gente pedindo libras dois, então, a gente está ampliando junto com o Senac.
Getur, Grupo de Estudos sobre Transporte Urbano-Regional. Getur, antes de eu entrar na Secretaria, quando o Prefeito me chamou para ir para a Secretaria, eu comecei a pensar sobre turismo e sobre os pontos turísticos. A estrutura que a gente tem, dentro da Prefeitura, de subprefeitos e os administradores regionais, os antigos... Hoje, se chama Geo, eles estão na cidade, nos bairros e associação de bairros sempre... Sempre ganha na luta ali de chamar atenção, “precisamos disso, precisamos daquilo” e tal, não sei o quê. Os pontos turísticos e como... E, aí, conversando com o Prefeito, eu falei para o Prefeito: “A gente precisa dar... Os pontos turísticos e as pessoas têm que ter uma experiência boa do começo ao fim”. A gente tem que estar permanentemente presente nesses locais, e, aí, a gente criou. Eu falei: “Prefeito, criei. Tive a ideia de a gente fazer os gestores de áreas turísticas”. E nada mais é do que... É diferente do Geo e, para não criar confusão, eles só ficam naqueles seis pontos, hoje, que o Prefeito colocou como experiência, e já está dando muito certo. Esses gestores são síndicos. A gente, no nosso apartamento, no prédio... Eu moro em apartamento. O meu prédio tem um síndico, que, aí, é assim: “queimou a luz”, troca a luz. “Pedra portuguesa”: bota pedra portuguesa. “Sinal não está funcionando”: bota sinal. “Falta Guarda Municipal aqui”: bota Guarda Municipal. Então, a gente tem esses síndicos, que são Getur, que são... O que já fez a diferença, e a gente... Isso, a gente consegue hoje. A gente pode mandar um relatório, está? Nossa coordenadora é a Laís, é a maior chata da Prefeitura. Mentira.
São dois grupos. Eles ficam passando de... É... Centro e Zona Sul e eles ficam... Eles se dividem, mas estão todos os dias. Tem Getur ali. Agora, inclusive, começaram a pedir para a gente, para o Getur, porque já está fazendo efeito, não é? Para irem para outros locais. Pequena África: “Pelo amor de Deus, a gente precisa do GTUR aqui, porque são pessoas que vão ficar e ampliar”. Ficam o tempo inteiro com a demanda. A demanda, inclusive, da própria região, do comércio, do que eles precisam, do que a gente precisa melhorar na área do turismo. E aí, a gente tem hoje a Escadaria Selarón, Arcos da Lapa, Boulevard Olímpico, Orla Conde, Pão de Açúcar e Cristo Redentor, que a gente começou a fazer e já está funcionando. Agora, a gente está um pouquinho até sem função – não é, Laís? –, porque a gente já resolveu tanta coisa. Os nossos amarelinhos. Quando vocês olharem aí, passando, e virem nossos amarelinhos, saibam que são os nossos GTUR.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Comissão de Turismo, marcar uma ida, principalmente aqui do lado, que são a Escadaria e os Arcos, com o GTUR.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Isso, com o GTUR.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Não. O que existe. Ali, um e dois.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – O prefeito fez um decreto que colocou esses seis pontos para a gente iniciar, porque ele queria experimentar, para ver se realmente faria sentido e chamou todos os órgãos. Então, a gente começou agora. Estarei com Prefeito brevemente – e aí, a gente já vai demonstrar para ele que funcionou e que a gente gostaria de ampliar o GTUR. E aí tem vários lugares que precisam.
É. Cruzeiro, a gente teve maior... Inclusive, a gente teve a maior temporada de cruzeiros foi essa última aí, mais de 440 mil, de outubro a março.
Então, também é um turista que a gente quer conseguir que ele fique mais tempo, porque os navios, eles ficam geralmente... chegam, atracam de manhã e saem à noite. A gente vem conversando para gente conseguir que eles fiquem pelo menos dois dias. Geralmente, na época do Carnaval, eles ficam. Mas tem cruzeiros, navios de cruzeiro de seis mil, dez mil, doze mil pessoas descendo ao mesmo tempo. Não é uma operação fácil. E a gente está, o GTUR está ali, está na área do píer.
Aqui tem Memórias. Esse é um projeto novo, que a gente está “novo”, porque a gente lançou a pouco tempo, mas já tem um tempo que a gente vem trabalhando junto com o Rio Memória, sobre os pontos culturais, que são os monumentos e as estátuas do Rio de Janeiro. A gente olha uma estátua: “Quem foi essa pessoa? O que ela fez?” Os monumentos, por que tem isso? Tem uma história por trás. E a gente tem uma história, porque essa Cidade do Rio de Janeiro é muito rica em história. A gente precisa ampliar isso, aumentar isso. É conhecimento. “Aqui iniciou. Aqui foi Império; aqui foi República; capital”.
Então, a gente tem uma história muito grande, a Cidade do Rio de Janeiro – e aí a gente tem personagens, estátuas e monumentos que as pessoas não sabem. Essa parceria com o Rio Memória, a gente criou essas placas, com esse QR Code, junto com a Conservação. Nesses primeiros doze pontos, que você coloca, e aí você, junto sempre a isso, é importante a gente pontuar que todos os nossos projetos passam pela Secretaria de Pessoa com Deficiência. Eles são maravilhosos para trabalhar. Eles coordenam a gente, de que forma a gente tem que trabalhar para que tenha acessibilidade; que tenha esse entendimento que a gente não tem capacidade de entender.
Eu aprendi muito com eles. Inclusive no próprio GTUR, eles foram junto com a gente, antes de a gente começar a trabalhar, para ver o que faltava de sinalização; o que a gente podia fazer. Claro que a gente pode avançar muito, mas é muito importante colocar isso na pauta, que a gente faz isso sempre.
Então, eles coordenaram a gente também na questão das placas. E aí, você vendo que o QR Code, tem todas as histórias em inglês e em português, e tem áudios. Então, é muito enriquecedor. A gente agora fechou com eles para começar uma fase dois com mais 100 pontos na Cidade do Rio de Janeiro. E aí depois, a gente vai encaminhar isso para vocês entenderem os 100 pontos que a gente ainda está estudando.
Um deles é a história da Bossa Nova, que eu sempre falo que a Bossa Nova é um patrimônio gigantesco da Cidade do Rio de Janeiro, existiu e começou na Cidade do Rio de Janeiro. O mundo consome, o mundo conhece e a gente não usa isso em benefício próprio. Tem duas coisas: o Carnaval e a Bossa Nova.
Então, eu venho insistindo nisso que a gente precisa divulgar isso. O turista, se ele vem pra cidade do Rio de Janeiro fora do Carnaval, ele não consegue ver nada de Carnaval. Algumas escolas hoje fazem um bom trabalho, mas a gente precisa. A gente com vem conversando com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), conversando com o Prefeito, a gente precisa ter um museu. O Rocks vai ter, mas o Rocks fala do Brasil num todo, que vai ter esse show que fala de todas as culturas do Brasil, a gente precisa ter Carnaval e a gente precisa ter Bossa Nova.
E um dos roteiros desse aqui tem memória, a gente está agora incluindo a Bossa Nova para falar que aqui viveu Tom Jobim. Enfim, que é de muito interesse, assim como a pequena África também de muito interesse hoje.
O painel de turismo, esse é um projeto que eu achava que era super simples, quando eu entrei na Secretaria. Falei: gente, isso é muito fácil, vou no COR tem ali as câmeras que ficam ligadas e ficam todo aquele tempo todo 24 horas, vou criar. Falei: Prefeito, quero criar um painel do COR só para os pontos turísticos.
A Cidade hoje tem câmeras por todos os lugares e a gente pontuou também os pontos turísticos. Mas eu queria um monitoramento, inclusive, para dar mais segurança e a gente começar a desmistificar e tirar esse discurso da cidade violenta, tal, porque dentro das capitais não sei se o senhor sabe, mas nós estamos em 20º lugar, nós não somos os primeiros lugares em violência. Só que a gente tem essa infama, que eu falo sempre com meu amigo lá Gilberto de Belo Horizonte que ele vem: “ô trem bom, ah Rio de Janeiro, Rio de Janeiro é muito violento”. Falei: “Querido, Rio de Janeiro, deixa eu te falar, se tiver uma facada em Belo Horizonte, fica em Belo Horizonte. Se tem uma facada no Rio, ela vai para o mundo”.
Então, a gente tem essa questão também, tem que desmistificar isso, parar com esse discurso. O Rio de Janeiro é a 20ª das capitais do Brasil. Nós estamos em 20º. Então, assim, tirar esse discurso da gente. E aí comecei com esse projeto do painel de turismo carioca para ter esse monitoramento em alguns pontos turísticos 24 horas. Conversei com a Delegada Patrícia Alemmany, que é da DEAT, da Delegacia de Atendimento ao Turista e tivemos com Belchior para começar avançar. E aí o Belchior, que é o gestor do COR, virou e falou: “não, mas não é assim, não, Dani, não é assim, não. Você precisa ter funcionários, guardas municipais, com monitoramento o tempo inteiro, mas você precisa ter os seus”. Aí eu falei: “meu Deus, como é que eu vou conseguir isso?” Bem, e aí quero agradecer a Laís e o Sebastian, incansáveis nesse projeto que a gente vai lançar daqui a pouco em breve. E aí o comandante da Guarda Municipal, Ricardo, que vai disponibilizar quatro – serão quatro, não é? – servidores, guardas municipais, que vão ficar 24 horas monitorando os pontos turísticos. E a Carol, que é nossa turismóloga, vai dar um curso para eles identificarem. E na hora que eles identificarem qualquer coisa, eles passam para a delegacia. É um projeto que eu acho que é um ganho para a Cidade do Rio de Janeiro, para todos nós e para o turista. Porque vai estar gravado, vai ter a imagem, se tiver algum acontecimento, e vamos ter, por 24 horas, pessoas só olhando para pontos turísticos e com o entendimento de bater o olho, falar: aquele ali é turista.
Então, Sebastian, quando que a gente vai lançar? Daqui a um mês, um mês e meio? Estaciona Rio. Esse é um projeto que também, quando eu cheguei à Riotur, teve um momento em que eu até acumulei com a Secretaria de Turismo, e aí todo mundo vinha falar sobre isso, sobre esse ônibus. Esse ônibus vem para cá, às vezes, passa um dia e, às vezes, passam dois dias, mas ele não tem onde ficar. Ele fica rodando pela cidade e fica ali em alguns pontos que todo mundo acha, inclusive, que são estacionamentos.
Anteontem me falaram: “Ué, mas ali no Aterro não é estacionamento?” Falei não, não é, gente. Não é estacionamento. Ali na Urca, em São Conrado, na Glória, tem vários lugares, eles ficam um atrás do outro. Não tem banheiro, não tem onde eles ficarem, então é complicado em algumas cidades.
E, aí, vereadores, quando eu vou para qualquer feira eu tenho a preocupação e tento conversar com a área de Turismo daquela cidade para poder entender esses gargalos que a gente também tem, que eles também, que muitas cidades têm muito mais turistas do que a gente, e como é que eles trabalham. Paris limita. Em Paris, o ônibus turista não pode entrar na área que eles consideram a área de turista. Então começamos a trabalhar nisso, pelo menos que eles tenham algum local. E, aí, eu procurei a Catedral da cidade e o Riocentro.
Conversei com a Maína, Secretária de Transportes, e aí a gente vai fazer agora um projeto que se chama Estaciona Rio com a iniciativa privada, vamos abrir um edital para quem quiser se inscrever. E, aí, se vocês tiverem também outros para indicar, é muito importante. Então, a gente vai experimentar, porque já tem, nesses dois aqui, 25 vagas e aí a Secretaria de Turismo foi lá identificar realmente quantos caberiam. E querem botar mais quantas? Quinze vagas, não é? Mais 15 e o Riocentro 70, o que dá uma cobertura boa para a Cidade do Rio de Janeiro, que a gente vem junto com a Liguia, Liga dos Guias de Turismo, que nos ajudou, dizendo que existem mais ou menos, na alta estação, uns 100 ônibus que ficam na Cidade do Rio De Janeiro no final de semana.
Vamos começar com esses dois, estamos procurando novas vagas. Vai ter um teto, um valor, pois são cobradas a diária e meia-diária, e eles têm a possibilidade, caso precisem, de fechar essas vagas. O Riocentro, se tiver uma ocupação muito grande, ele avisa antes, fecha e as pessoas têm que ir para outro ponto. Vão entrar no site, vão se inscrever e há alguns critérios, porque tem que ter alguma coisa de alimentação, tem que ter banheiros.
Para esses ônibus, vai ser muito bom, porque vamos supor que eles saiam de Cabo Frio e venham para o Rio de Janeiro: eles já têm uma segurança de onde eles vão ficar, não vão ficar rodando. Já pagaram a meta, pagaram a taxa, já está reservado. Para a empresa, já estará reservado, vai ser só apresentar o documento, e ela vai ter ali à disposição, a vaga desse ônibus.
Então, acho que isso vai mexer muito com a cidade, vai ser muito bom. A gente vai dar um prazo de experiência para ver como funciona, e a partir do momento, em dois ou três meses, vai começar a ser obrigatório, vamos começar a multar os ônibus que não estejam nos estacionamentos.
Esse é um projeto que a gente fez, inclusive, como a gente detectou sobre a Escadaria Selarón, um dos pontos turísticos mais visitados da Cidade do Rio de Janeiro e conhecido internacionalmente. Ela precisava passar por algumas reformas, até para o cadeirante ou pessoa mais velha que não consegue andar direito. Ali está muito deteriorado, tem muito movimento, as vans... você salta, sobe, volta, não sei o quê, é uma confusão ali, a gente já começou a melhorar.
Mas eu criei esse grupo de trabalho da Selarón dentro da Prefeitura para a gente identificar o que a gente podia fazer. Eles já tinham um projeto, a Secretaria de Urbanismo, hoje Desenvolvimento, mas a de Infraestrutura já tinha... Acho que vinha do Urbanismo e agora juntou.
A Secretaria já tinha um projeto antigo para fazer uma mudança. Recebemos emendas parlamentares da Deputada Laura Carneiro e do Deputado Pedro Paulo, e vamos conseguir fazer uma obra ali, na Teotônio Regadas e em parte da Joaquim Silva, para melhorar a parte da frente, de embarque e desembarque, pois é uma confusão ali. Então, a gente vai fazer essa melhoria, está nesse processo agora, e deve vai começar até o final do ano essa obra; é a previsão.
A gente tem poucos dados sobre o turismo, então, agora, etsamos trabalhando no Observatório do Turismo, e a Carol traz os dados, está fazendo muito bem, a gente tem parceiros que dão as informações ou hoteis. A gente tem rodoviárias e o Galeão, que passam informações e a gente coloca ali para todos que quiserem acessar e ter informações da Cidade do Rio de Janeiro, sobre ocupação hoteleira, novos bares e restaurantes juntos com a Brasel, para o Porto, Galeão, Novo Rio, a própria Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o Geodata.
O que é o Geodata? Quando entrei na Secretaria, era todo mundo batendo cabeça: quais eram os números. Quais são os nossos números de turistas? Como que a gente afere isso? A gente tinha muito distorção. Uma paulista sempre dizia: “Sou muito amiga do Secretário de Turismo de São Paulo, Rodolfo Marinho, e ele falava que tinha muito mais,”. E eu falei: Meu querido, não tem, não. Você não tem mais do que a gente. Porque a gente tem o turista que para, chega a São Paulo e vem para o Rio, e a gente não consegue, porque um estrangeiro vai para São Paulo, porque a gente tinha essa questão do Galeão, dos voos, que agora a gente está melhorando. Enfim, tem aquele turista que vem de carro e que fica aqui final de semana.
Então, a gente tem informações dos hotéis, que passam dados sobre a ocupação deles, mas e a procedência? Isso o próprio Freixo fala muito: “Poxa, a gente não tem números reais, a gente tem muito achômetro”, e fomos juntando. Aí, a gente começou a tentar entender de que forma a gente conseguiria aferir esses números, esses dados mais precisos e de onde eles vinham, qual é a procedência desses turistas. E aí, a gente fez uma licitação para telefonia celular, porque hoje todo mundo tem um celular, virou uma forma de trabalho. A gente... Todo mundo... De vida, não é? Você paga a conta. Todo mundo tem um celular. E aí, a gente fez, a Claro ganhou essa licitação, criou esse produto, que ele dá para a gente as informações. E aí, fiquei muito surpresa, porque quando a gente abriu as informações, turismo internacional ainda é muito baixo. E aí, eu acho que temos esses gargalos, que a gente já está avançando, mas o turismo nacional é gigantesco. A gente tem aqui o anuário, que eu vou entregar. Fabi, depois entregar aqui o anuário para os vereadores para eles levarem, que é de 2023. E aqui ó, o desembarque; aqui, dados; aqui, turismo nacional e internacional. Nacional, a gente tem 16 milhões, 441. E internacionais, a gente tem 1 milhão, 334. E o quê que a gente fez? Um filtro em que a gente fez um corte, Por quê? A gente tirou a área metropolitana. Tem muita gente que sai da baixada e vem trabalhar aqui. Ele tem ali o número dele, mas ele está aqui para trabalhar e volta, às vezes, no dia seguinte. Então, a gente identificou que a gente precisava fazer cortes. A gente cortou a área metropolitana para entender o que é o turista. Tem que ser de dois dias a 14, a gente consegue identificar que esse é o turista. Porque algumas pessoas têm telefones... Por exemplo, meu irmão, que foi Deputado Federal, ele tinha telefone de Brasília. Aí, ele ficava aqui no Rio de Janeiro. Chegava numa sexta e saía numa segunda. É Brasília, ele não é um turista, não é?
A gente tinha que identificar e fazer filtros, e cortes de dois dias para cima, a gente vai até 15, mas ele... Quem fica 15 dias, ficou de férias, está aqui, tem um número de outro lugar, está aqui há um mês e tal, ele não é turista. Então, é de dois dias a 15 dias. A gente tem esse número de turistas, o que a gente acha que internacional é muito pouco. E o que demonstra que a gente também tem que fazer campanhas no Brasil também, que é um turismo importante, que vem para o Rio de Janeiro.
E aí, vou dizer uma coisa, que a gente se beneficiou... A pandemia, claro, foi um trauma, dramático para todos nós, mas cidades no mundo, isso a gente vê no mundo, como o Rio de Janeiro, que são cidades abertas, com praia, com natureza, elas se beneficiaram através da pandemia, que criou um trauma. Muitas das pessoas querem viajar e querem estar em cidades que tenham tudo, que tenham praia, cultura, arte, gastronomia. Então, a Cidade do Rio de Janeiro, engloba tudo isso.
Aqui não dá para ler, porque eu sou cega, mas a gente tem um turismo do próprio fluminense, São Paulo, Minas Gerais, isso a gente já identificava, não é? E aí, vocês vão receber, e aí tem todos os outros números de turistas, mês a mês, na Cidade do Rio de Janeiro. Internacional, a gente tem Argentina, Chile, Estados Unidos, depois, França e... Não consigo mais enxergar. Que eu achei que Portugal tinha... Alemanha, Reino Unido, depois Alemanha, e depois...
Foi uma surpresa. E aí, assim, o que demonstra isso. Os Estados Unidos. Estados Unidos é um mercado para a gente muito importante. É um mercado por si só, ele é consumidor, ele gasta. E ele está próximo da gente, tendo um maior número de voos e a gente tem que se apresentar. Em vez de ele ir para Porto Rico, Bahamas ali e tal, ele pode vir para a Cidade do Rio de Janeiro. Então a gente precisa se apresentar aí. Os números fazem que a gente tenha uma estratégia, porque é um mercado, os Estados Unidos é um mercado gigante, gigantesco. Se a gente aumentar um pouquinho, vai ser muito bom para a gente. A gente vai crescer muito. Com esse mapa a gente consegue entender, França, Alemanha, nossos hermanos, América do Sul. E o que a gente deve trabalhar? A gente tem filtros que a gente pode fazer. E aí a gente nesses e aí coloco à disposição aqui, fiz questão de trazer a Carol que é a pessoa responsável por dados na Secretaria e a gente pode criar filtros como a gente quiser. A gente criou, isso foi até, o jornal O Globo pediu para a gente para fazer uma matéria sobre isso, é único hein, é primeiro no Brasil e a gente está fazendo. E a gente está virando referência para a Claro e a gente falou: Claro, a gente quer filtros na cidade por pontos turísticos. A gente conseguiu é ver pontos turísticos, alguns que eles solicitaram a gente e a gente tem capacidade hoje de escolher qualquer ponto turístico, a gente quer saber. Por exemplo, uma dúvida que a gente tinha: favela. Existe turismo em favela? Ou é uma coisa tão pequena? Não, é gigante. É grande. Existe, existe sim. Não pode ser apartada. A gente tem um projeto agora para a favela que não posso ainda apresentar, é segredo, porque eu tenho que apresentar, eu já falei com o Prefeito, mas tem que apresentar primeiro para o Prefeito, ele tem que ser o primeiro a ver o projeto. Lindo, um projeto lindo. Vocês vão gostar. Mas é isso.
A gente consegue ver aí e aí as praias, a importância dos pontos turísticos e a gente pode criar filtros. Filtros hoje que a gente vai poder criar também de sexo, de tempo, de idade. Quem é o nosso turista? São mais mulheres, mais homens? Qual é qual a idade deles? Quanto tempo eles ficam? Ficam quatro dias, cinco dias, qual é a média?
A gente está com uma ferramenta poderosa hoje para apresentar e aí não existe planejamento se a gente não tiver dados. Para a gente fazer um planejamento, uma campanha para fora ou para o próprio Brasil, a gente precisa ter dados. E agora a gente consegue enxergar, finalmente conseguimos enxergar. E nós, o Rio de Janeiro, mais uma vez, sendo pioneiro.
Aqui são todos os filtros que estão aí, que eu acho que eu posso passar isso melhor e acho que está no observatório.
Esse vídeo é um link para vocês entenderem como é que faz. Como é que faz para entrar no observatório. Vereadora, se a senhora quiser ver sempre mês a mês o que está acontecendo. É nesse formato, vai entrar na Secretaria de Turismo (SMTUR), observatório do turismo, sistema geodata, esse é dos dados que eu estou falando. E aí você olha aí, por exemplo, e já vai te dar, Copacabana e tal. É simples, é fácil e a gente consegue ter números. Baseados nos números, agora temos números mesmo. É isso.
Acho que deu para ver, acho que é intuitivo, não é complicado de você fazer, de brincar ali para pegar os números e de qualquer e aí deixo à disposição a todos os vereadores, aos presentes e não presentes, a Comissão de Turismo, a Secretaria de Turismo à disposição, para qualquer trabalho, qualquer questionamento e qualquer sugestão.
A gente precisa muito de vocês, a cidade precisa muito de vocês. A importância que vocês têm, vocês representam a Cidade do Rio de Janeiro. Então, às vezes, um vereador que tem uma área que talvez a gente não esteja enxergando, de que aqui eu tenho um potencial, é muito importante a gente saber disso e trabalhar com isso.
Deixo aqui aberto para vocês, para quem quiser fazer pergunta e agradecer muito a oportunidade de estar aqui apresentando o nosso trabalho.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Quero registrar a presença também do assessor do Vereador Marcos Braz.
E passo a palavra ao nosso amigo, gigante, eterno Presidente da Comissão de Turismo, o Vereador Marcelo Arar.
O SR. VEREADOR MARCELO ARAR – Vice-presidente, você é o nosso Presidente. Inclusive, Presidente Rocal, quero parabenizar Vossa Excelência porque essa interlocução, esse diálogo do Poder Legislativo com o Poder Executivo é muito importante. Muitas vezes, a gente vê, no Parlamento, não só no Parlamento do Município do Rio de Janeiro, mas, às vezes, esfera estadual, esfera federal, ou de outras cidades, a gente vê parlamentares muitas vezes atacando, criticando, e não querendo construir junto, não querendo dialogar, não querendo fazer essa parceria, contribuir, participar também, e não só criticar – e eu acho que você tem sido muito feliz, Presidente Rocal, nesse diálogo do Legislativo com Executivo.
Também não posso deixar de registrar, Secretária, que você está sempre aberta ao diálogo. Muitas vezes no Executivo também, a gente não tem ali essa boa vontade, essa parceria e, graças a Deus, no Turismo, ao contrário, a gente tem ali uma secretaria que está sempre dialogando, sempre de portas abertas, seja no cais, seja na Cidade das Artes.
A Secretária Daniele Maia sempre deu abertura total e respeito a esta Casa. Eu acho que esse é o caminho do sucesso. Eu achei espetacular a prestação de contas. Eu já vinha acompanhando há muito tempo. Há quase dois anos, se eu não me engano, talvez, um pouco menos, esse trabalho incrível, que a senhora foi muito feliz de criar a gestão como se fosse uma administração naquela região. Eu acho que isso representa um pouco da administração do Prefeito Eduardo Paes, que sempre quer se fazer presente. Não é à toa que cada região da cidade, ele tem um administrador regional. E eu acho espetacular você ter caminhado nessa linha do prefeito e colocado gestores nessas principais áreas do turismo do Rio de Janeiro. Ou seja, a gente tem na região do Pão de Açúcar, do Cristo, da Lapa, nos grandes pontos na orla, nos grandes pontos da cidade, levando em conta que, em nossa opinião, na opinião da Comissão do Presidente Rocal, uma das maiores vocações, se não for a maior, da nossa cidade é o turismo, é a beleza que “Papai do Céu” nos contemplou com a cidade maravilhosa.
Eu não tenho dúvida que por meio dessa beleza, que é uma fonte de economia e de renda para nossa cidade. Então nada mais justo e mais coerente que o poder público se fazer presente nesses corredores turísticos. Eu acho que isso foi o “maior golaço” que a sua Secretaria, Daniela, fez para contribuir para o turismo em nossa cidade. Que esses gestores sejam incentivados pela Prefeitura e que eles se façam presentes nos principais equipamentos da nossa cidade, para dar um atendimento cinco estrelas a todos os turistas que vêm prestigiar a nossa cidade, vêm conhecer a nossa cidade.
Também não posso é deixar de registrar a presença do seu assessor, do Bruno Mattos que, em minha opinião, se não for a pessoa que mais entende, é uma das duas ou três pessoas que mais entendem. Para o maior evento do país não tenho dúvida de que ele é a pessoa número 1, o Carnaval do Rio de Janeiro. Um evento que levou o nome da Cidade para todos cantos do mundo.
Então, Presidente Rocal, acho de extrema importância o trabalho e o conhecimento do Bruno Mattos com o Carnaval carioca, na Secretaria de Turismo, porque a gente tem que dar muita atenção e muito carinho ao Carnaval, porque acho que é uma das principais peças do nosso turismo.
Queria registrar também o trabalho, se não me engano, da senhora secretária do Bruno Mattos, dos ensaios técnicos. No passado, ele e Bruno começaram a história dos ensaios técnicos. Agora, voltou, só que começando antes, fazendo todo um aquecimento. Esse aquecimento nada mais é do que um marketing para o mundo inteiro. Quando você começa os ensaios técnicos, você vai divulgando para o mundo: “olhem o que está chegando! Olhem o que está vindo por aí”.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Está esquentando, não é?
O SR. VEREADOR MARCELO ARAR – É, está esquentando. É o aperitivo. O prato principal vem nos quatro dias.
Então, obrigado por essa prestação de contas, com respeito a esta Casa de Leis, e contem sempre com a gente – não é isso, Presidente Rocal? Obrigado pela presença de todos e desculpem a correria, mas tenho que ir para outra audiência pública.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Obrigado, Vereador Arar. Sua presença aqui é muito importante, sempre.
O SR. BRUNO MATTOS – Presidente Rocal!
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Pois não.
O SR. BRUNO MATTOS – Um minuto com a palavra. Eu queria agradecer aqui a todos vocês, ao Presidente, aos vereadores, e às palavras do Vereador. Ele é meu amigo, o Vereador Arar, e por isso fez tantos elogios!
O SR. VEREADOR MARCELO ARAR – Sou admirador do seu trabalho.
O SR. BRUNO MATTOS – Mas eu queria só fazer um registro aqui sobre o ensaio técnico de que você falou. Isso é uma parceria que a gente já tem com a Liesa há muito tempo, na época da Prefeitura. Mas isso tudo melhorou, esquentou e acrescentou demais porque, sendo muito justo, por uma coisa que eu até admito aqui em público que acreditava, mas não tinha muito firmeza, que foi a iluminação que a Secretária, quando assumiu a Riotur, fez. A mudança da iluminação da passarela para definitivo, uma iluminação cênica, de ponta, fantástica, foi graças à Secretária Daniela Maia, quando presidiu a Riotur.
Então, esses elogios do meu Vereador e amigo Arar sobre os ensaios técnicos do Carnaval, eu realmente sou um amante, um fascinado pelo Carnaval. Tive esse privilégio graças ao Vereador, na época Prefeito, Cesar Maia, que me deu essa oportunidade. Depois, esse aumento do espetáculo com certeza foi a iluminação, que foi um projeto, uma ideia da Daniela, que há 30 anos sempre foi uma exigência, um pedido das escolas. Hoje, isso se tornou uma realidade.
Então, era só para deixar esse registro aqui e agradecer a presença.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Vamos ouvir a Vereadora Monica Cunha.
Obrigado pela sua presença.
A SRA. VEREADORA MONICA CUNHA – Obrigada a você, Vereador Rocal, meu companheiro dessa luta incansável nossa para fazer de verdade a cidade ficar do jeito que tem que ser.
Quero também parabenizar meu colega aqui e a todos da Mesa, na pessoa da Secretária Dani Maia. Não a conhecia, mas já tinha ouvido falar no seu trabalho. Sobre o esquenta, eu gostei muito, porque sou uma frequentadora assídua desse esquenta. Sei o quanto melhorou, de verdade.
Eu entrei nesta Casa, Secretária, ano passado, por conta de ter ficado na segunda suplência, entrei em fevereiro de 2023. Entro com uma pauta muito específica, porque é minha pauta de vida, e eu não tinha como chegar aqui e ter que inventar outra coisa para fazer. Eu já falava e já combatia o racismo antes de chegar a esta Casa, na qualidade de coordenadora, que fui alguns anos, da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, de um movimento social que é desse lugar de onde eu venho. Eu sou oriunda do movimento de familiares de vítima letais deste estado, porque eu também tristemente, um dia, tive o meu filho assassinado dentro desta cidade.
Então, eu venho para cá e lanço a Comissão Especial de Combate ao Racismo, com mais dois colegas desta Casa, a Vereadora Thais Ferreira e o Vereador Edson Santos. Enfim, e a gente começa a falar e a olhar o racismo real da Cidade do Rio. Eu digo que olhamos bem com lupa, e tiramos três eixos para trabalhar, porque é isso. A Comissão Especial tem só um ano e a gente tirou educação, saúde e cultura patrimonial. Sobre cultura, que é o que a gente está falando aqui, a gente ouviu diversas pessoas, porque foi isso assim: a comissão nasce, mas a gente queria ouvir dessas pessoas para saber como é que era, na ponta, trabalhar com o racismo existente dentro da cidade. E, a partir daí, a gente ouviu muita coisa, secretária.
Quando a senhora apresenta um trabalho que, desde já, gostei muito de conhecer... Mas, como a senhora disse, no final da sua fala: “Se estiver faltando alguma coisa, eu estou aberta para contribuir”, e eu acho que é isso. Enquanto os gestores que somos, eu acho que a gente tem que estar sempre aberto, e a gente tem que fazer o que é melhor pela cidade.
Então, aqui nesta Casa, a gente já deu entrada e eu vou presidir a Frente em Defesa do Afroturismo. A gente escutou muito essas pessoas, esses guias dentro do que a gente fala na comissão especial.
E, aí, eu queria lhe perguntar sobre a rede de Afroturismo carioca. Quando a senhora também fala da memória, coisa que eu amei, porque, dentro desta Casa, eu trabalho com memória, verdade, justiça e reparação. Além de serem palavras muito voltadas para o movimento negro, também é o que dá a linha para o movimento de familiares. A senhora falou em memória, e eu senti falta de alguns lugares de se visitar: o Zumbi dos Palmares, que fica na Presidente Vargas; a própria estátua também de Mercedes Batista... Enfim, desses lugares que são históricos também. Fazem parte da história do Rio, porque são histórias da população que a gente não pode negar que tem um número bastante significativo, e foi também quem construiu todos esses monumentos existentes.
E aí eu queria saber também da senhora, secretária, pois a gente escutou muito o jongo, o pessoal da capoeira, tanto que eu fiz um projeto que passou e agora é lei: todo 24 de junho é Dia do Jongo na Cidade do Rio de Janeiro. Nós vamos fazer um evento, este ano, para fazer essa memória. Nós temos o cinema negro, que é o Zózimo, que tem toda essa história, toda essa rica a história. E, aí, como é que fica isso? Quando a senhora fala também de Gastronomia, temos um rico festival de gastronomia afro, que se chama Zungu. A gente está aí vendo, com eles, uma possibilidade de, em junho, fazer um festival enorme, mobilizando todos esses restaurantes com essa gastronomia do movimento negro dentro da cidade.
Então, eu acho que o que eu estou colocando é mais uma reivindicação para que essas coisas venham a somar dentro de tudo que a senhora colocou. Esse trabalho de gestores, eu achei excelente. Mas acho também que tem que estar dentro desses espaços afro que existem dentro da cidade, para que essas pessoas também se preocupem com esses espaços e estejam olhando esses lugares como estão no Pão de Açúcar, como estão nesses outros locais que a senhora colocou.
Enfim, não só parabenizá-la pelo trabalho, mas é isso, o meu papel, e eu acho de máxima importância a gente falar sobre o racismo existente dentro desta cidade, e ele percorre por todas as partes. Eu acho que a população negra existe, ela tem que ser visibilizada.
É sobre isso. Muito obrigada.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Vereadora, é importantíssimo, a sua fala é importantíssima. Até porque aqui, a Cidade do Rio de Janeiro foi a que recebeu o maior número de escravos. É a nossa origem. Acho que essa africanidade que existe, dentro da cidade, é que a transforma em uma cidade especial. É essa mistura que faz o carioca ser especial. Então, assim, a gente tem que contar toda a história, e não só parte da história, e essa história é muito viva e tem muito interesse hoje na área de turismo.
Então, peço à senhora que me ajude, dentro da Secretaria, para gente pontuar. E estou colocando a Secretaria à disposição, faço questão desse Festival de Gastronomia, de estarmos juntos, abrir a Secretaria para o que a gente tem de projetos e incluir, porque a senhora tem mais conhecimento. E eu gosto muito de aprender, aprendo muito, aprendo todos os dias. A gente não sabe tudo. Às vezes, a gente acerta; às vezes, erra. Mas eu estou aqui humildemente pedindo que a senhora nos ajude também, para gente poder abrir e começar a trabalhar, porque é de um interesse enorme.
No Aqui Tem Memória, a gente já vai colocar, a senhora passando para gente e identificando o que talvez a gente ainda não tenha identificado. O projeto de gastronomia, projeto cultural – e aí, junto com o Secretário Calero, que também a gente sabe, porque a gente escuta e vê a importância que essa história, que a gente precisa contar. O próprio G20 vai ter um grupo agora para falar sobre isso. Então, assim, agradeço muito à senhora por estar aqui, porque a gente vê que o turismo, que é uma pauta tão fundamental para cidade, para economia da Cidade do Rio de Janeiro, a gente podia ter mais vereadores aqui para gente apresentar o trabalho. Mas vou deixar tudo à disposição, estou sempre à disposição. É prioridade, nosso Prefeito Eduardo Paes fala: “Vereador é prioridade; tocou, pediu agenda, desmarca tudo, Vereador é prioridade”. Vocês são prioridades para Secretaria de Turismo.
A SRA. VEREADORA MONICA CUNHA – Muito obrigada.
E eu já vou lhe presentear com um relatório que, no final do ano, a gente finalizou. E tudo o que eu lhe falei, todas as escutas sobre cultura, está tudo aí. Já entreguei também ao Prefeito Eduardo Paes. Tem 88 recomendações e tem as recomendações voltadas também para cultura. E, obviamente, que a gente vai conversar, eu vou até a senhora.
Obrigada.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Obrigado, Vereadora Monica Cunha.
Com a palavra, Will Braga, da página @rioparapobres.
O SR. WILL BRAGA – Boa tarde.
Como o Vereador Rocal falou, sou de um perfil chamado Rio Para Pobres. Eu fujo um pouco da antítese desses perfis de Instagram que tem por aí, e foco, justamente, nas coisas de baixo custo em geral O que muita gente pergunta para mim, no caso do meu perfil, são pessoas de fora, como falou, tanto nacionais quanto internacionais, vêm muito turista me perguntar: “o que eu faço no Rio em seis dias, em oito dias, em dez dias? Quero fazer o clássico: Cristo, Pão de Açúcar, Maracanã, Selarón. E o que eu faço depois?” Aí vem o turismo alternativo, como eu chamo, que é o que eu foco mais – até o Rocal sabe, eu foco muito nisso. E, geralmente, indico, você gosta mais o quê? Coisa natural? Cultural? E tudo mais.
E o que muita gente pergunta é por que no Rio não tem uma área pública de camping, porque muitos querem fazer esse turismo natural, e não há camping público, e os privados que existem, eu já fui pesquisar, a diária mais barata que eu achei foi no Alto da Boa Vista, que estava a R$ 120,00.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – É, tem ali no Recreio, não é?
O SR. WILL BRAGA – Esse é mais caro ainda.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – É, em frente à praia tem um, ali.
O SR. WILL BRAGA – Em frente à praia da Macumba, exatamente. Só que para isso, você já tem de ser sócio do clube, pagar uma mensalidade. E quando chega lá, ainda tem de pagar mais para ficar.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Sim, camping, eu confesso que – a gente vai aprendendo, não é? Não sabia que muita gente – obrigada por essa informação, que ainda não tinha chegado a nosso conhecimento a questão do camping. Por que camping é muito conhecido nos Estados Unidos, e aqui é pouco, não é? Vou começar a trabalhar isso. Vou começar a ver isso. Obrigada pela informação. Não sabia que havia tanto interesse em camping.
O SR. WILL BRAGA – Sim, e só para complementar...
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Público, não é? Camping público.
Anota aí, Carol.
O SR. WILL BRAGA – E outro ponto também é justamente a área onde a gente mora, na Zona Oeste, por que vai muita gente, por exemplo, fazer a Trilha das Praias Selvagens e da Pedra do Telégrafo.
E o que questionam justamente é o estacionamento. Por que lá é escasso. Em alta temporada, alguns estacionamentos chegam a cobrar R$ 60,00.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Sim, já recebi essa denúncia. E a gente já está tratando de olhar isso.
O SR. WILL BRAGA – E aí, até perguntam: “poxa, mas tem estacionamento para ônibus?” Mal cabe o ônibus 867 ali no ponto para fazer o retorno.
E aí, eu falei: não. O dia que houver oportunidade, vou levar.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Agradeço. Agradeço muito. Vamos andar, eu conheço o seu Instagram. Você não coloca os valores?
O SR. WILL BRAGA – É para usar usando o bilhete único.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Muito bom. Parabéns pelo seu trabalho!
O SR. WILL BRAGA – Obrigado.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – O que a gente percebeu, desde o início aqui desta Comissão, é que muitos influenciadores divulgam a cidade de uma tal maneira, inclusive, o nosso Presidente, Carlo Caiado, fez uma reunião aqui magnífica com todos os influenciadores da cidade. Todo mundo levou um diplominha daqui da Câmara de Vereadores. Foi quando eu conheci o nosso amigo. Tem outro, o Gabriel, se eu não me engano, que divulga o PPG de tal maneira, sabe? Já está fazendo até trabalho lá do PPG. Inclusive eu fiquei de ir um dia conhecer, eu não conheço. Mas eu o acompanho pela rede social.
Aí, ele vai identificando. Pelo caminho que ele apresenta lá, eu: “Opa, essa placa aí está feia, hein, rapazinho. Como é que está isso?” E a gente vai encaminhando para a Prefeitura para que, realmente o turista tenha um...
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Si, a gente está, inclusive, começando agora um trabalho para identificarmos, porque temos muitos totens de turismo que estão pichados, quebrados.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Isso.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Então a gente está, houve essa licitação há anos. Foi antes das Olimpíadas, mas esse consócio não existe mais. A gente vai agora, vai começar a abrir para, primeiro, identificar esses...
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Esses grupos de trabalho com eles seria excelente.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – O que tem, o que funciona e o que não funciona. E, depois, fazer uma licitação para renovar ou melhorar os totens do turismo.
Sobre os influenciadores, a gente fez – quando eu estava na Riotur – um projeto chamado Rio Digital Influencer. A gente fez um edital para 15, que são, como se fossem embaixadores. Pessoas que já falavam naturalmente, já vendiam a nossa cidade. E foi um grande sucesso. A gente, agora, ficou com a Riotur, esse projeto. E agora a gente está conversando com a Riotur, para ver se a gene consegue, de novo , trazer para a Ssecretaria e voltar a fazer esse edital, por que foi um sucesso grande com os influenciadores. Entendemos que eles são, assim, é um trabalho enorme ser influenciador. Vou dizer, é uma coisa, assim, tem de gostar muito. Ser influenciador dá trabalho. Falar do Rio e mostrar espaços que a gente não conhece. Nós, cariocas, não conhecemos, e o turista não conhece. Que são espaços, lugares novos, e dando dicas.
Eu acho que esse trabalho é admirável, maravilhoso, importantíssimo para a cidade. Por isso a gente criou o Rio Digital Influencer. E eu quero voltar. Estamos conversando com a Riotur. E agora entrou um novo presidente, para podermos ver se fazemos em conjunto, ou trazemos para a Secretaria, que é um projeto exatamente para valorização desses influenciadores que falam sobre a Cidade do Rio de Janeiro.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Maravilha. Mais alguém aqui? Então, nossa querida Secretária, obrigado por ter vindo. Eu acho que se tivéssemos um tema aqui de obra, Secretaria de Conservação, Secretaria de Infraestrutura, isso aqui estaria pegando fogo, porque é assim mesmo, não é? Mas que bom que a senhora veio.
Está tudo registrado, toda a sua apresentação será publicada no Diário da Câmara Municipal. Então, aquele que não participou aqui diretamente vai tomar conhecimento. A Comissão já lhe convida para o dia 1º de agosto, para falar de turismo de saúde.
Inclusive, o Vereador Paulo Pinheiro, Presidente da Comissão Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social, também já confirmou a presença, não é? Vamos fazer uma reunião bacana no Salão Nobre. E a Comissão de Turismo está aqui à disposição, sempre para desenvolver essa área, para que, de fato, o turismo possa ser a nossa marca, para quem está aqui dentro e também para aqueles que chegam, seja do Brasil ou seja do mundo. Muito obrigado pela sua presença. Obrigado, Bruno. Obrigado, equipe. Considerações finais da nossa Secretária.
A SRA. SECRETÁRIA DANIELA MAIA – Quero colocar de novo aqui e agradecer o convite. Estou sempre à disposição para a Comissão de Turismo e para todos os vereadores da Cidade do Rio de Janeiro. Sempre à disposição para escutar, não é? Acho que a gente precisa trocar, e para a gente avançar aí.
Então, eu coloco sempre eu e minha equipe, que está aqui, incansável. A gente tem uma equipe pequena, mas que trabalha muito, não é? Então, é isso. E agradecer sempre a oportunidade, Vereador. Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (ROCAL) – Obrigado, Comissão de Turismo, obrigado à Rio TV Câmara, obrigado a todos os funcionários da Câmara. Está encerrado o Debate Público. Um abraço.
(Encerra-se o Debate às 12h22)
ANEXO - Apresentacao_COMISSAO-TURISMO-2024_V11.pdf