Hide details for Texto Inicial do Projeto de Lei ComplementarTexto Inicial do Projeto de Lei Complementar

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR57/2021
Autor(es): VEREADOR JORGE FELIPPE, VEREADOR RAFAEL ALOISIO FREITAS, VEREADOR DR. GILBERTO

A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
DECRETA:

TÍTULO I
DIRETRIZES PARA O ORDENAMENTO DA PUBLICIDADE URBANA


Art. 1º A exibição e o ordenamento da publicidade urbana mediante mídia exterior no Município do Rio de Janeiro serão estabelecidos com base nos seguintes princípios:

I - preservação do meio ambiente, da paisagem e do patrimônio natural, cultural, histórico e arqueológico da cidade;

II - função social da cidade e da propriedade urbana;

III - garantia de qualidade da ambiência urbana como resultado do processo de planejamento e ordenação da publicidade no território municipal;

IV - recuperação, reabilitação e conservação dos espaços livres públicos e do patrimônio construído em áreas degradadas ou subutilizadas.


Seção I
Do Zoneamento de Publicidade


Art. 2º A instalação de engenhos publicitários atenderá às normas de uso e ocupação do solo, conforme o Anexo I desta Lei, bem como das demais normas desta Lei.

Art. 3º Não está sujeita às restrições de zoneamento a veiculação de publicidade em:

I – painéis indicativos;

II – painéis promocionais;

III – os painéis institucionais;

IV – imóveis em construção ou reforma, com exceção dos imóveis situados nas praias, na orla marítima e na faixa de domínio de lagoa e lagos;

V – mobiliário urbano licitado e sob contrato de concessão, bancas de jornal e revista, módulos de chaveiros, quiosques de flores e plantas ornamentais e cabines de telefone;

VI – eventos transitórios realizados em área pública;

VII – veículos de transporte de carga e de passageiros;

VIII – motocicletas, bicicletas e triciclos;

IX – balão inflável;

X – avião, asa delta, ultraleve, dirigível e assemelhados;

XI – Interior de elevadores, veículos metroviários, ferroviários, rodoviários, taxi, vans e VLT;

XII – áreas comuns em shopping centers, galerias e centros comerciais.

Art. 4º Nos canteiros centrais das vias contíguas à praia, à orla marítima e à faixa de domínio de lagoa, fica permitida somente a publicidade:

I – autorizada pelo Prefeito por ocasião da realização de eventos de interesse coletivo; e

II – que constitua parte integrante de artefato de mobiliário urbano instalado por força de licitação, e demais tipos de mobiliário urbano, conforme definidos no inciso XXVII do art. 63 desta Lei.

Art. 5º A veiculação de publicidade em painéis delimitados na Zona Especial do Corredor Cultural deverá obedecer às seguintes restrições:

I – quando instalados nas fachadas dos imóveis, deverão ser respeitadas as normas da Lei nº 1.139, de 16 de dezembro de 1987; e

II – quando instalados em painéis afixados nos telhados, coberturas e empenas, ficam sujeitos aos arts. 21 e 23 desta Lei.

§ 1º Não estão sujeitas às restrições deste artigo:

I - a veiculação de publicidade por meio de mobiliário urbano licitado e sob contrato de concessão;

II - as instaladas em bancas de jornais e revistas; e

III - as publicidades previstas em projetos de interesse público conforme disposto no art. 69 desta Lei.

§ 2º Em relação ao sistema de inserção de mensagens nos locais citados no § 1°, serão permitidas as previstas nas alíneas a, b e c do Inciso IV do art. 17 desta Lei.

§ 3º Nas áreas definidas como Área de Proteção do Ambiente Cultural - APAC, para a veiculação de publicidade em painéis diferentes dos previstos nos incisos I e II e parágrafos deste artigo, deverá o órgão de tutela cultural emitir parecer sobre a viabilidade ou não para a veiculação pretendida.

Art. 6º Além das restrições peculiares a cada tipo de veículo publicitário quanto ao zoneamento, a apreciação do pedido de autorização observará os seguintes critérios:

I - Zona Especial - ZE-1; ZE-2; ZE-3; ZE-4; e ZE-6: é proibida a instalação de engenhos publicitários de qualquer natureza;

II - ZE-5: será permitida a instalação de engenhos publicitários, com os usos e tipos permitidos em Centro de Bairro - CB-1, CB-2 e CB-3 somente nas áreas e subzonas onde houver uso estritamente comercial;

III - ZE-7: será permitida a instalação de engenhos publicitários, com os usos e tipos liberados para CB-1, CB-2 e CB-3 desde que seja preliminarmente aprovado pela administração da área sob circunscrição militar; e

IV - ZE-8: observada a legislação especial para a região.

Art. 7º Aplicar-se-á a tipologia e classificação do regulamento de zoneamento do Município aos logradouros cujo zoneamento seja disciplinado por normas instituidoras de Projeto de Estruturação Urbana – PEU ou outras leis especiais que não regulem a exibição de publicidade.

§ 1º Os logradouros limítrofes de duas zonas ou subzonas são considerados como pertencentes à zona ou subzona de categoria superior.

§ 2º Para efeito do cumprimento do caput, o Poder Executivo editará, no prazo de noventa dias após a publicação desta Lei, norma fazendo as devidas correspondências dos zoneamentos previstos nos decretos e leis instituidoras de PEU ou outras leis especiais que não regulem a exibição de publicidade, com os zoneamentos previstos no Decreto nº 322, de 3 de março de 1976.

Art. 8º A veiculação de publicidade no Centro Histórico do Município do Rio de Janeiro deverá observar uma disciplina que garanta o bem-estar estético, cultural e ambiental, a visualização das fachadas, a preservação da memória cultural e a valorização da paisagem.

Parágrafo único. Para os fins do disposto neste artigo considera-se Centro Histórico do Município do Rio de Janeiro a área compreendida conforme o Anexo II desta Lei.

Art. 9º A veiculação de publicidade no Centro Histórico do Município do Rio de Janeiro observará o seguinte:

I – fica proibida na área do Centro Histórico do Município do Rio de Janeiro a veiculação de publicidade por meio de qualquer veículo, excluindo-se a publicidade veiculada por meio de mobiliário urbano licitado e sob contrato de concessão, bancas de jornal e revista, módulos de chaveiros, painéis indicativos e painéis institucionais de interesse público;

II – a vedação de que trata o inciso I abrange a todas as modalidades de anúncios publicitários que estejam presentes na paisagem do Centro Histórico, instalados em imóveis particulares ou públicos, edificados ou não; e

III – as denominações dos estabelecimentos comerciais ficarão restritas a anúncio circunscrito à fachada do imóvel, na forma de painel ou letreiro, podendo ser instalado paralelo, perpendicular ou inclinado em relação ao plano da fachada, desde que respeitadas as regras contidas nesta Lei.

Parágrafo único. A exibição de qualquer publicidade não prevista na área delimitada do Centro Histórico, que for de interesse público, dependerá de prévia autorização do Prefeito, ouvido preliminarmente o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade - IRPH.


TÍTULO II
DO OBJETO E DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL


Art. 10. Fica sujeita às disposições desta Lei toda publicidade veiculada em áreas e bens públicos e em áreas da propriedade particular expostas ao ar livre ou em locais de livre circulação na Cidade do Rio de Janeiro.

Parágrafo único. Nenhuma publicidade poderá ser exibida sem prévia autorização da autoridade competente.

Art. 11. A veiculação de propaganda e publicidade que utilize a qualquer título logradouro ou áreas públicas, ou que exponha ao público, poderá ser promovida por empresas que realizem este tipo de atividade, desde que registradas na Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria Municipal de Fazenda - CLF.

Parágrafo único. Observadas as disposições desta Lei Complementar, a publicidade das próprias atividades, por parte de qualquer estabelecimento, poderá ser feita independentemente de registro pelo próprio interessado.

Art. 12. O registro será efetuado mediante requerimento ao Coordenador de Licenciamento e Fiscalização, com os seguintes elementos:

I - nome da empresa e local de funcionamento da sede, ou, quando esta se situar fora do Município, de sua filial, sucursal ou agência do Município;

II - número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ do Ministério da Fazenda.

Parágrafo único. O requerimento será instruído com cópia do alvará de licença para estabelecimento e do contrato social da empresa.

Art. 13. Registrada e cadastrada na CLF, a empresa estará habilitada a requerer autorização para veiculação publicitária na forma desta Lei.

Parágrafo único. A CLF manterá, além do cadastro de empresas autorizadas a promoverem exibição de publicidade de terceiros, cadastros de publicidades autorizadas, prazos de validade e de publicidades não autorizadas.


TÍTULO III
DAS FORMAS DE VEICULAÇÃO DE PUBLICIDADE


Art. 14. Para os fins desta Lei, consideram-se:

I - anúncios institucionais aqueles que contêm mensagem de cunho cívico, cultural, educativo, esportivo, informativo, de utilidade pública ou interesse público, veiculada por órgão ou entidade do Poder Público;

II - anúncios provisórios promocionais aqueles que veiculam mensagem promocional, em caráter transitório, promoções, ofertas, liquidações, lançamentos e congêneres;

III - anúncios indicativos aqueles expostos no próprio local onde a atividade econômica é exercida, contendo referências ao próprio estabelecimento, sem menção a nomes, marcas, produtos, serviços, atividades ou eventos de terceiros;

IV - anúncios publicitários aqueles que comunicam mensagem sem caráter indicativo ou aqueles que, mesmo afixados no próprio local onde se exerce atividade econômica, veiculem mensagens de terceiros; e

V - anúncios provisórios em eventos aqueles destinados à divulgação de eventos culturais, esportivos, religiosos, feiras, festividades e shows.

Parágrafo único. Considera-se indicativa a mensagem relativa a marcas e atividades de empresas franqueadoras, quando veiculada em letreiro de estabelecimento franqueado.

Art. 15. Para efeitos desta Lei, não são considerados anúncios:

I - os que contenham mensagens indicativas de órgãos da Administração Pública Direta;

II - os que contenham mensagens obrigatórias por legislação federal, estadual ou municipal;

III - aqueles instalados em áreas de proteção ambiental que contenham mensagens institucionais com patrocínio, desde que autorizados pelo Prefeito;

IV - logotipo de construtora responsável por obra quando em tela de proteção;

V - nomes, símbolos, entalhes, relevos ou logotipos incorporados à fachada por meio de aberturas ou gravados nas paredes, sem aplicação ou afixação, integrantes de projeto aprovado das edificações;

VI - denominações de prédios e condomínios;

VII - logotipos ou logomarcas de postos de abastecimento e serviços, quando veiculados nos equipamentos próprios do mobiliário obrigatório, como bombas, densímetros e similares;

VIII - mensagens informativas de fluxo de trânsito, condições de vias, condições climáticas e outras de interesse público, veiculadas por meio eletrônico em equipamentos regularmente instalados em vias de circulação de veículos e pedestres;

IX - as mensagens instaladas nas fachadas dos teatros, cinemas, casas de diversão e similares que se refiram exclusivamente ao espetáculo;

X - as mensagens com a finalidade, exclusivamente, cívica ou educacional, ou exibidas por instituições sem fins lucrativos, desde que não mencionem marcas de terceiros;

XI - as identificações das empresas nos veículos automotores utilizados para a realização de seus serviços;

XII - os que contenham referências que indiquem lotação, capacidade e os que recomendem cautela ou indiquem perigo, desde que sem qualquer legenda, dístico ou desenho de valor publicitário;

XIII - os que contenham indicação de monitoramento de empresas de segurança com área máxima de 0,04 m² (quatro decímetros quadrados);

XIV - os que contenham as bandeiras dos cartões de crédito aceitos nos estabelecimentos comerciais, desde que não ultrapassem a área total de 0,09 m² (nove decímetros quadrados);

XV - os pôsteres indicativos ou banners dos eventos culturais que ocorrerão na própria edificação de museus ou teatros, desde que não ultrapassem dez por cento da área total da fachada onde estiverem instalados;

XVI - a denominação de hotéis ou a sua logomarca, quando inseridas ao longo da fachada das edificações onde é exercida a atividade, desde que exigida por legislação federal e nas dimensões ali previstas; e

XVII - os que contenham mensagens indicativas de cooperação com o Poder Público federal, estadual ou municipal.

Art. 16. Todo anúncio deverá observar, dentre outras, as seguintes normas:

I - ser mantido em bom estado de conservação, no que tange a estabilidade, resistência dos materiais e aspecto visual;

II - oferecer condições de segurança ao público;

III - receber tratamento final adequado em todas as suas superfícies, inclusive na sua estrutura;

IV - atender as normas técnicas pertinentes à segurança e estabilidade de seus elementos.

V - atender as normas técnicas emitidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT pertinentes às distâncias das redes de distribuição de energia elétrica, ou a parecer técnico emitido pelo órgão público estadual ou empresa responsável pela distribuição de energia elétrica;

VI - respeitar a vegetação arbórea significativa definida por normas específicas constantes do Plano Diretor da Cidade;

VII - não prejudicar a visibilidade de sinalização de trânsito ou outro sinal de comunicação institucional, destinado à orientação do público, bem como a numeração imobiliária e a denominação dos logradouros; e

VIII - não prejudicar a visualização de bens de valor cultural.


TÍTULO IV
DOS TIPOS DE ENGENHOS DE PUBLICIDADE


Art. 17. Para efeitos desta Lei, os engenhos de publicidade serão classificados da seguinte forma:

I – quanto ao gênero:

a) tabuletas: aqueles conforme conceituados no inciso XXXVI do art. 63, desta Lei Complementar; e

b) painéis: aqueles engenhos conforme conceituados nos incisos XXIX a XXXIII do art. 63, desta Lei Complementar;

II – quanto ao local de exibição:

a) em imóveis edificados;

b) em imóveis em construção ou reforma;

c) em imóveis não edificados; e

d) em áreas públicas;

III – quanto à iluminação:

a) simples: aquele que não apresenta iluminação, alternância ou movimento;

b) iluminado: aquele cuja fonte luminosa é externa, podendo ou não ser acoplada à estrutura do engenho; e

c) luminoso: aquele em que a fonte luminosa integra-se à sua estrutura interna;

IV – quanto ao sistema de inserção da mensagem:

a) fixo: aquele que apresenta mensagem fixa;

b) rotativo: aquele que apresenta mensagens continuamente alternadas; e

c) eletrônico: aquele que apresenta mensagens através de sistema eletrônico que utilize diodos emissores de luz - LED ou tecnologia similar, com alternância e movimento.


TÍTULO V
ANÚNCIOS INDICATIVOS


Art. 18. Será permitido somente um único anúncio indicativo em imóveis edificados, que deverão atender aos seguintes dispositivos:

§ 1º Nas fachadas dos imóveis:

I - quando a testada do imóvel for inferior a dez metros lineares, a área total do anúncio não deverá ultrapassar 1,50 m² (um metro e cinquenta decímetros quadrados);

II - quando a testada do imóvel for igual ou superior a dez metros lineares e inferior a cem metros lineares, a área total do anúncio não deverá ultrapassar quatro metros quadrados;

III - quando o anúncio indicativo for composto apenas de letras, logomarcas ou símbolos grampeados na parede, a área total do anúncio será aquela resultante do somatório dos quadriláteros formados pelas linhas imediatamente externas que contornam cada elemento inserido na fachada;

IV - será tolerado um anúncio com mensagem indicativa do estabelecimento, instalado em suportes em forma de totens ou estruturas tubulares, contido dentro do lote da edificação, desde que observadas as seguintes limitações:

a) não ultrapassar a altura máxima de seis metros, incluídas a estrutura e a aresta superior do anúncio;

b) a área total de exibição da mensagem não poderá exceder a dois metros quadrados, em cada uma das duas faces permitidas; e

c) a estrutura de apoio do anúncio não poderá exceder, na largura ou no raio, a cinquenta por cento da largura do anúncio.

§ 2º Nos imóveis com testada igual ou maior que cem metros lineares poderão ser instalados dois anúncios com área total não superior a dez metros quadrados cada um, respeitados os dispositivos abaixo:

I - as peças que contenham os anúncios definidos no caput deste artigo deverão ser implantadas de forma a garantir distância mínima de quarenta metros entre elas; e

II - a área total dos anúncios definidos no caput deste artigo não deverá, em nenhuma hipótese, ultrapassar vinte metros quadrados.

§ 3º Não serão permitidos anúncios que descaracterizem as fachadas dos imóveis com a colocação de painéis ou outro dispositivo, bem como sobre marquises ou em suas testadas.

§ 4º Não serão permitidos anúncios instalados como recobrimento de fachadas, mesmo que constantes de projeto de edificação aprovado ou regularizado.

§ 5º O anúncio indicativo não poderá avançar sobre os limites do passeio público ou a calçada.

§ 6º Nas edificações existentes no alinhamento, regulares e dotadas de licença de funcionamento, o anúncio indicativo poderá avançar até dez centímetros sobre o passeio, quando instalados abaixo de dois metros e cinquenta centímetros e quando acima de dois metros e cinquenta centímetros não poderá avançar sobre os limites do passeio público ou a calçada.

§ 7º Os anúncios deverão ter sua projeção volumétrica totalmente contida dentro dos limites externos da fachada onde se encontram e não prejudicar a área de exposição de outro anúncio.

§ 8º Será admitido anúncio indicativo em toldo retrátil e bambinela, desde que a altura das letras não ultrapasse vinte centímetros, atendido o disposto no caput deste artigo.

§ 9º Não serão permitidas pinturas, apliques ou quaisquer outros elementos com fins promocionais ou publicitários que sejam vistos dos logradouros públicos, além daqueles definidos nesta Lei Complementar.

§ 10. A altura máxima da aresta superior de qualquer anúncio indicativo não deverá ultrapassar, em nenhuma hipótese, a altura de seis metros.

§ 11. Na hipótese do imóvel abrigar mais de uma atividade, o anúncio referido no caput deste artigo poderá ser subdividido em outros, desde que sua área total não ultrapasse os limites estabelecidos no § 1º deste artigo.

§ 12. Quando o imóvel for de esquina ou tiver mais de uma frente para logradouro público será permitido um anúncio por testada, atendidas as exigências estabelecidas neste artigo.

§ 13. Nos imóveis edificados, públicos ou privados, somente serão permitidos anúncios indicativos das atividades neles exercidas e que estejam em conformidade com a legislação em vigor e possuam as devidas licenças de funcionamento.

§ 14. Não serão permitidos, nos imóveis edificados, a colocação de cartazes - banners, faixas ou qualquer outro elemento, dentro ou fora do lote, visando chamar a atenção da população para ofertas, produtos ou informações.


TÍTULO VI
ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS

CAPÍTULO I
IMÓVEIS EDIFICADOS

Seção I
Em Imóveis Edificados


Art. 19. Ressalvadas as hipóteses previstas neste capítulo, aplicar-se-ão aos anúncios publicitários fixados abaixo da marquise as disposições estabelecidas no Título III.

Art. 20. Os painéis publicitários poderão ser instalados nas fachadas do imóvel, podendo ocupar até oitenta por cento da fachada, desde que não obstruam vãos, janelas e áreas de aeração.

Parágrafo único. O anúncio localizado em fachada acima do piso do último pavimento e abaixo da cobertura será obrigatoriamente relativo à atividade exclusiva ou a que seja considerada preponderante no local, podendo ocupar toda a área correspondente da fachada, desde que não obstruam vãos, janelas e áreas de aeração.

Art. 21. Os painéis afixados nos telhados ou coberturas deverão obedecer às seguintes disposições:

I - a partir do nível da cobertura ou do telhado, o ponto superior do painel não poderá exceder a um quarto da altura total da edificação, independentemente do gabarito previsto para a edificação;

II - a projeção horizontal e a projeção da trajetória do engenho, quando se tratar de engenhos com movimento, deverão estar totalmente contidas nos limites da cobertura ou do telhado;

III - a estrutura do engenho não poderá obstruir as aberturas destinadas à circulação ou ventilação de compartimentos da edificação;

IV - os painéis instalados em telhados e coberturas deverão manter um espaçamento mínimo de quinhentos metros em relação a outro engenho instalado na mesma posição de outro imóvel; e

V - somente será permitida a afixação de um painel com até duas faces nos telhados ou coberturas;

Art. 22. Os engenhos que configurem prismas verticais ou sólidos geométricos instalados sobre o solo, em áreas pertencentes ao imóvel, terão as seguintes características:

I - a projeção do engenho no plano horizontal deverá estar inscrita num círculo com três metros de diâmetro;

II - a altura máxima será de dezoito metros; e

III - será instalado no centro de um círculo imaginário, situado no solo, com raio de no mínimo três vezes a altura deste prisma, estando contido, obrigatoriamente, dentro dos limites do terreno, não se admitindo sobreposição de círculos no caso de instalação de outro prisma, na mesma área, ou em áreas distintas.

Art. 23. Os painéis instalados em empenas de imóveis edificados subordinar-se-ão às seguintes disposições:

I - poderão ocupar a área total da empena;

II - os painéis instalados em empenas não poderão obstruir a totalidade das aberturas destinadas à circulação, iluminação ou ventilação de compartimentos da edificação;

III - o painel deverá ser sempre afixado no mesmo plano da empena, não podendo sua projeção horizontal ou vertical ultrapassar o limite da empena;

IV - será permitido até dois painéis por edificação, nos demais casos somente é permitido um painel por empena; e

V - os painéis instalados em empenas deverão manter um espaçamento mínimo de quinhentos metros em relação a outro engenho instalado na mesma posição de outro imóvel.

Art. 24. Em áreas livres de imóveis edificados, a instalação de painéis subordina-se às seguintes disposições:

I - em prédios de uso exclusivo, o anúncio colocado de forma inclinada ou perpendicular ao plano da fachada e que ultrapasse o piso do terceiro pavimento não poderá exceder o limite de dezoito metros;

II - quando for assentado paralelamente ao eixo do logradouro, não poderá ultrapassar o comprimento da testada da edificação; e

III - quando for apoiado diretamente no solo ou em estruturas neles fixadas, poderão ser instalados um grupo de até cinco painéis no máximo, com as mesmas dimensões, desde que mantido um espaçamento mínimo de cinquenta metros em relação a outro veículo publicitário instalado na mesma posição, dentro do mesmo imóvel, sempre medidos no alinhamento e não podendo exceder dezoito metros de altura.

§ 1º A área máxima do engenho não poderá exceder a quarenta metros quadrados.

§ 2º O engenho não poderá avançar sobre o passeio público ou sobre a calçada.

Art. 25. Nas edificações exclusivamente residenciais será permitida somente a instalação de painéis nas empenas ou nas áreas livres, vedada a autorização de qualquer outro veículo publicitário.

Art. 26. Em áreas livres de imóveis edificados fica permitida a instalação de uma ou, no máximo, um conjunto de duas tabuletas, não podendo a aresta superior do engenho ultrapassar a altura de seis metros a partir do nível do meio-fio fronteiro ao imóvel.

Parágrafo único. As tabuletas instaladas nas áreas livres de imóveis edificados deverão manter um espaçamento mínimo de cem metros, medidos no alinhamento, em relação a outro veículo publicitário instalado na mesma posição de outro imóvel.


Seção II
Em Centros Comerciais e Shopping Centers


Art. 27. Será permitida na extensão das fachadas não caracterizadas como empenas cegas das edificações de uso exclusivo, dos centros comerciais e das edificações reconhecidas pelo Poder Executivo como shopping centers, a instalação de painéis, limitando-se a área total de todos os painéis a cinquenta por cento das fachadas, observada a desobstrução integral de janelas, aberturas ou quaisquer vãos de iluminação, ventilação ou observação.

Art. 28. Quando for apoiado diretamente no solo ou em estruturas nele fixadas e não exceda a altura máxima de dezoito metros, contados a partir do nível do meio-fio fronteiro ao imóvel, será permitida a instalação de painéis, nos termos das condições elencadas no art. 18 e seguintes, do Título V, desta Lei, além da instalação de engenhos publicitários, conforme as regras previstas na Seção I, do Capítulo I, do Título VI desta Lei.

Parágrafo único. Nas áreas internas comuns dos centros comerciais e shopping centers, será autorizada instalação de painéis previstos nos incisos III e IV do art. 17 desta Lei, sendo a área máxima permitida de vinte metros quadrados, vedada a fixação de painéis no teto.



Seção III
Em Postos de Combustíveis


Art. 29. Os engenhos instalados em postos de serviços e revenda de combustíveis deverão obedecer às seguintes disposições:

I – quando se tratar de engenhos instalados na cobertura das bombas de abastecimento, a sua altura e o seu limite estão compreendidos na testeira da própria cobertura e o avanço será de no máximo trinta centímetros;

II – quando se tratar de painéis do tipo bandeira, a sua cota máxima não poderá ultrapassar a altura de dezoito metros e a sua projeção horizontal não poderá atingir, total ou parcialmente, o logradouro público ou a calçada.

Art. 30. Os postos de combustíveis poderão instalar painéis com alternância e movimentos, inclusive rotativos e eletrônicos, desde que:

I - exponham apenas produtos comercializados e serviços prestados no local, de acordo com as atividades constantes do alvará de licença;

II - respeitem as dimensões máximas do painel em um metro de altura por cinco metros de comprimento;

III - respeitem a cota máxima do painel em quatro metros, sendo a medida a partir do nível do solo até a parte superior do painel; e

IV - mantenham sua projeção no limite compreendido pela projeção horizontal da cobertura da área de abastecimento.

Parágrafo único. A exibição de mensagens de produtos e serviços do estabelecimento, previstas no caput, independe de autorização prévia e não está sujeita à Taxa de Autorização de Publicidade.

Art. 31. A instalação das bandeiras sujeita-se à obtenção prévia de autorização e ao pagamento do valor correspondente da Taxa de Autorização de Publicidade.

Art. 32. A instalação de painéis, faixas, galhardetes, cavaletes e outros engenhos publicitários no interior do posto independem de autorização prévia e não estão sujeitas à Taxa de Autorização de Publicidade.

Parágrafo único. Considera-se interior do posto, para efeito da aplicação do benefício previsto no caput, a área compreendida nos limites da cobertura.

Art. 33. Os postos deverão manter, no interior da área compreendida pelos limites do terreno, placas de indicação dos preços dos combustíveis.

Parágrafo único. As dimensões das placas e dos dizeres serão livres, garantindo-se em qualquer caso a perfeita leitura dos preços pelos consumidores.


Seção IV
Em Clubes, Estádios de Futebol e Edificações de Esporte Amador



Art. 34. A veiculação de publicidade em estádios, campos, quadras, parques aquáticos e outras edificações e dependências integrantes de clubes de futebol de campo profissional ou de entidades de esporte amador reconhecidas oficialmente, independentemente das restrições de zoneamento, está sujeita às seguintes disposições:

I - a área máxima de cada painel não ultrapasse trinta metros quadrados;

II - a área máxima total destinada à exibição em engenhos compostos por mais de dois painéis não ultrapasse sessenta metros quadrados;

III - a distância mínima entre os engenhos seja de quinze metros;

IV - a altura máxima do painel instalado em cobertura não deve exceder dois décimos da altura máxima da edificação, sendo somente permitido um painel com até duas faces;

V - os engenhos e painéis não ultrapassem os limites frontais, laterais e posteriores da edificação;

VI – quando em estrutura apoiada diretamente no solo, a altura máxima do painel não poderá exceder a 18 (dezoito) metros;

VII – será permitida a publicidade por qualquer tipo de iluminação e sistema de inserção de imagem, nos termos definidos nos incisos III e IV do art. 17 desta Lei Complementar.

Art. 35. A veiculação de publicidade não amparada nas condições elencadas no art. 34 sujeitar-se-á estritamente às regras previstas na Seção I, do Capitulo I, do Título VI, desta Lei.


CAPÍTULO II
IMÓVEIS EM CONSTRUÇÃO



Art. 36. Nos engenhos instalados em imóveis em construção, permitir-se-á apenas mensagens do empreendimento imobiliário e dos empreendedores.

§ 1º Serão considerados publicitários os anúncios veiculados nos imóveis em construção, excluídos os obrigatórios por legislação federal, estadual ou municipal.

§ 2º Somente será permitida a instalação de painéis, sem alternância ou movimentos, em imóveis em construção e não poderão projetar-se sobre o passeio ou a calçada.

§ 3º Fica vedado anúncio em toda a extensão do tapume de obra, salvo aqueles que mencionem, exclusivamente, o empreendimento imobiliário.

Art. 37. Fica autorizada, nos imóveis em construção, a colocação de painéis afixados ao solo com área máxima de quarenta metros quadrados e cuja aresta superior não ultrapasse o limite máximo dezoito metros contados do nível do solo.

Parágrafo único. Fica permitida a instalação de conjunto de painéis em imóveis em construção, com as mesmas dimensões, de modo a manter em relação a grupos adjacentes ou qualquer outro engenho publicitário, um espaçamento mínimo de quinhentos metros entre eles, medidos no alinhamento.

Art. 38. Nos imóveis em construção ou em reforma, com exceção dos localizados em Zona Turística, permitir-se-á a afixação de uma mensagem por face, em telas de proteção de obra, desde que não exceda a cinquenta por cento da área total da tela protetora, podendo ser iluminada.

§ 1º A mensagem deverá ser aplicada por método de impressão digital que preserve a transparência e a aeração da tela suporte, sem alterar suas características funcionais.

§ 2º O período de exibição da mensagem não poderá exceder ao concedido formalmente para a execução da obra.

Art. 39. Uma vez concedido o habite-se parcial, a autorização para exibir ou manter o painel poderá ser deferida até o prazo máximo de trinta dias após a sua concessão.


CAPÍTULO III
IMÓVEIS NÃO EDIFICÁVEIS



Art. 40. Em área livre de imóveis não edificados, a instalação de painéis apoiados diretamente no solo ou em estruturas nele fixadas não poderá exceder a altura máxima de dezoito metros contados a partir do nível do meio-fio fronteiro ao imóvel e a área máxima do engenho não poderá ultrapassar a quarenta metros quadrados.

Art. 41. Em área livre de imóveis não edificados, fica permitida a instalação de duas tabuletas, apoiadas em estruturas metálicas fixadas ao solo, não podendo exceder a altura máxima de seis metros contados a partir do nível do meio-fio fronteiro ao imóvel.

Art. 42. Fica permitida a instalação de, no máximo, um conjunto de até cinco painéis com as mesmas dimensões, de modo a manter em relação a grupo adjacentes ou qualquer outro engenho um espaçamento mínimo de cinquenta metros entre eles, medidos no alinhamento, não podendo a aresta superior do engenho publicitário ultrapassar a altura de dezoito metros a partir do nível do meio-fio fronteiro ao imóvel.

Art. 43. Os painéis ou tabuletas instaladas nas áreas livres de imóveis não edificados não poderão avançar sobre o passeio público ou sobre a calçada e deverão manter um espaçamento mínimo de quinhentos metros em relação a outro veículo publicitário instalado na mesma posição de outro imóvel.

Parágrafo único. Para efeito da aplicação do disposto no caput, considerar-se-á em relação ao direito de preferência, o contribuinte que tiver anterioridade do licenciamento público concedido.


CAPÍTULO IV
EM ÁREAS PÚBLICAS

Seção I
Mobiliário Urbano



Art. 44. A veiculação de anúncios em mobiliário urbano deverá respeitar os termos estabelecidos no processo licitatório de iniciativa do Poder Executivo, não podendo o artefato de mobiliário:

I - obstruir a circulação de pedestres ou configurar perigo ou impedimento à locomoção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; e

II - ocupar ou estar projetado sobre o leito carroçável das vias.


Seção II
Bancas de Jornal e Revistas



Art. 45. Nas bancas de jornal e revistas serão permitidas as seguintes formas de publicidade:

I - a instalação na cobertura de um engenho luminoso com as seguintes características:

a) o número de faces corresponderá ao número de lados da cobertura;

b) o comprimento total das faces externas corresponderá ao perímetro da cobertura;

c) espessura máxima de dez centímetros; e

d) altura máxima de quarenta centímetros; e

II - a instalação de painéis luminosos, na face posterior, com altura e comprimento não superiores aos destas e espessura máxima de vinte centímetros, limitando-se a área total a dez metros quadrados.

§ 1º As mensagens exibidas nos painéis conforme definido nos incisos I e II poderão ser fixas, rotativas ou eletrônicas, sendo que será permitido até dois painéis eletrônicos por banca.

§ 2º Pelo menos uma das vitrines das laterais das bancas será destinada exclusivamente para a fixação de jornais, revistas e demais periódicos comercializados, podendo na outra vitrine lateral ser afixado ou exibido qualquer tipo de publicidade ou painel, limitada as suas dimensões em até seis metros quadrados.

§ 3º O Poder Executivo poderá autorizar envelopamento em toda a área da banca de jornais e revistas, interna e/ou externa, incluindo a parte traseira.

§ 4º A autorização de publicidade em bancas de jornais e revistas será concedida por prazo indeterminado enquanto estiverem sendo pagas as taxas previstas na legislação tributária e respeitando o disposto nas demais normas que regem a matéria.


Seção III
Módulos de Chaveiros



Art. 46. Nos módulos de chaveiros, somente será permitida a instalação de um painel luminoso em sua face posterior e um painel luminoso em uma das laterais, sob qualquer forma de inserção publicitária, conforme definido nos incisos III e IV, do art. 7º desta Lei Complementar, e com área total dos painéis não superior a cinco metros quadrados e espessura máxima de doze centímetros, contado a partir da superfície de apoio.

Parágrafo único. Os painéis deverão ser afixados no mesmo plano do módulo de chaveiro, podendo sua projeção horizontal ou vertical ser de, no máximo, 10 (dez) centímetros.

Seção IV
Dispositivos Especiais


Art. 47. A exibição de publicidade em veículos de transporte de carga será autorizada em sua carroceria e nas áreas envidraçadas, desde que:

I – a mensagem se vincule com a atividade do seu proprietário ou arrendatário, exceto nos veículos de transporte de passageiros;

II – a mensagem seja pintada diretamente na carroceria, sobreposta por adesivos ou por meio de painéis a ela afixados;

III – sejam observadas as normas federais do Código Nacional de Trânsito que regem a matéria.

Parágrafo único. A publicidade poderá ser exibida nas laterais e na traseira do veículo.

Art. 48. A veiculação de publicidade em veículos automotores de transporte individual de passageiros – táxi será permitida através de painéis e/ou inscrição de publicidade, obedecidas as seguintes normas:

I - os painéis serão afixados sobre o teto do veículo, no sentido longitudinal, com altura máxima de vinte centímetros e não poderão ultrapassar os limites do teto; e

II - a inscrição de publicidade no vidro traseiro do veículo poderá ser feita através da aplicação de adesivo que mantenha cinquenta por cento de transparência de dentro para fora.

Art. 49. É permitida a exibição de publicidade em carrocerias, nas áreas envidraçadas e na parte interna dos ônibus integrantes do Sistema de Transportes Coletivos do Município e nos ônibus de serviço de fretamento e turismo e seus equivalentes, limitado em cinco o número máximo de anúncios publicitários por veículo na parte externa, sendo dois em cada lado e um na traseira.

§ 1º A publicidade exibida no para-brisa traseiro do veículo não poderá exceder um metro e quarenta centímetros de comprimento e oitenta centímetros de altura ou, alternativamente, outras medidas de comprimento e largura, desde que não ultrapasse 1,12m² (um metro e doze centímetros quadrados).

§ 2º O número do telefone do Disque-Denúncia, previsto no art. 1º da Lei nº 2.422, de 4 de junho de 1996, passa a ser obrigatório na parte traseira da carroceria de todos os ônibus do Município do Rio de Janeiro.

§ 3º Os painéis afixados nas laterais do veículo obedecerão aos seguintes parâmetros:

I - a distância entre os planos da carroceria e da face externa do painel, inclusive molduras, não poderá exceder a três centímetros;

II - os painéis serão afixados nas laterais em no mínimo quatro pontos, de modo a não permitir qualquer oscilação e nem fácil retirada, exceto quando se tratar de adesivos; e

III - a área da lateral ocupada terá entre as rodas, no máximo, quatro metros e cinquenta centímetros de comprimento e um metro e cinquenta centímetros de altura, e será posicionada equidistante das mesmas.

§ 4º Os dois painéis laterais, desde que não ultrapassem a área determinada no inciso III do § 2°, poderão:

I - ter dimensões e formas diferentes;

II - manter ou não espaço entre eles; e

III - ocupar qualquer posição entre eles.

§ 5º A propaganda interna dos ônibus integrantes do Sistema de Transportes Coletivos do Município poderá ser feita através de:

I - adesivos instalados no vidro atrás do assento do motorista e/ou instalados em sancas acima dos vidros; e

II - por meio de mídia digital, podendo estar voltada para o lado interno e/ou externo dos veículos.

Art. 50. Será permitida a veiculação de publicidade em veículos metroviários, ferroviários, barcas e de transporte público que integram os sistemas do Veículo Leve Sobre Trilhos - VLT, Bus Rapit Transit - BRT e rodoviários, através de envelopamento e/ou adesivos sobre a carroceria e embarcação, inclusas as suas áreas envidraçadas laterais.

Parágrafo único. O envelopamento dos ônibus de transporte público que integram os sistemas do VLT, BRT e as demais concessões poderá ser instalado em toda as áreas laterais do veículo, desde que respeitem as normas de segurança e visibilidade das áreas envidraçadas.

Art. 51. Os textos, logotipos e imagens veiculadas em veículos de transporte de carga e de passageiros não poderão confundir os condutores em relação à sinalização de trânsito, os sinais luminosos dos veículos e impedir sua identificação, atendidas as definições do Código de Trânsito Brasileiro – CTB.

Art. 52. As publicidades expostas em veículos de transporte de carga, de passageiros e nos ônibus de serviço de fretamento e turismo e seus equivalentes deverão observar as normas dos órgãos competentes, inclusive as normas gerais do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN.

Art. 53. Para os demais veículos publicitários, observar-se-ão as seguintes disposições:

I – boia, flutuante ou embarcação:

a) serão permitidos somente em eventos esportivos devidamente autorizados pelo Poder Executivo, não podendo permanecer em instalações fixas nas praias, nas encostas, nas margens dos lagos e lagoas; e

b) sua instalação não poderá ocorrer dentro das faixas de segurança das embarcações e banhistas;

II – balão inflável:

a) a instalação do engenho seguirá as normas de segurança da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC; e

b) somente poderão ser autorizados para instalação no interior de áreas particulares, durante a realização de eventos;

III – avião, asa delta, ultraleve, dirigível e assemelhados: poderão apresentar mensagem publicitária em sua estrutura, ou conduzirem faixas, respeitadas as normas de segurança da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC;

IV – motocicletas, bicicletas e triciclos:

a) poderá ser utilizado para veiculação de mensagem promocional em painel, com área total de um metro e meio quadrado;

b) os condutores deverão observar as normas de segurança estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro – CTB.

V – faixas ou galhardetes:

a) serão permitidos como propaganda de caráter assistencial, cívico, esportivo, educacional, científico ou turístico, em locais determinados e transitoriamente, desde que não veiculem nome de marcas, empresas ou produtos, podendo ser autorizados com isenção da Taxa de Autorização de Publicidade, excepcionalmente, pelo Prefeito; e

b) serão permitidos como propaganda provisória quando objetive a promoção de festas, reuniões e comemorações afins, se colocadas em imóveis de clubes e entidades similares.


TÍTULO VII
DAS PROIBIÇÕES E RESTRIÇÕES



Art. 54. Não será permitida, em todo o território do Município, a veiculação de publicidade nos seguintes casos:

I - através de engenhos publicitários nas praias, na orla marítima e na faixa de domínio de lagoa, lagos e represas, exceto as publicidades instaladas no mobiliário urbano licitado e sob contrato de concessão, módulos de chaveiros e bancas de jornal e revistas;

II - em encosta de morro, habitado ou não;

III - em área florestada;

IV - em artefatos de mobiliário denominado cabine de segurança, lixeiras, sanitários públicos, quiosques de flores e nos postos de salvamento da orla marítima, excluindo, neste último, os painéis institucionais de interesse público;

V - através de engenhos publicitários em unidades de conservação da natureza;

VI quando contrariar a legislação penal;

VII - quando prejudique o direito de terceiros;

VIII - quando for ofensiva à moral e aos bons costumes ou contiver referências ofensivas a indivíduos, estabelecimentos, instituições ou crenças;

IX - através de engenhos publicitários instalados sobre ou no interior de túnel;

X - quando o vernáculo for utilizado incorretamente, exceto na veiculação de marcas registradas, nome comercial, nome fantasia ou título de estabelecimento registrado nos órgãos competentes;

XI - quando prejudique a aeração, ventilação ou a iluminação do imóvel edificado onde estiver instalado o engenho, exceto em situações previstas no art. 69 desta Lei, onde poderá ser definida uma distância mínima para efeito da instalação dos painéis;

XII - através de pintura, painéis, cartazes, adesivos e outros engenhos afixados em gradil, torres ou postes de transmissão de energia elétrica, pilotis e em árvores;

XIII - em parques públicos, praças e jardins, excetuando mobiliário urbano licitado, bem como bancas de jornal e revista;

XIV - em postes, colunas e placas da sinalização de trânsito vertical e semafórica ou em quaisquer outros equipamentos ou instalações dos logradouros públicos, exceto as publicidades instaladas no mobiliário urbano licitado e sob contrato de concessão, módulos de chaveiros e bancas de jornal e revista e as de caráter educativo e informativo de condições de trânsito e outras de interesse público;

XV - através de engenhos publicitários afixados na estrutura de pontes, passarelas e viadutos;

XVI - que vedem a visão de áreas verdes, praias, lagos, rios, riachos, ilhas, praças e curvas de logradouros públicos;

XVII - através de pintura direta ou colagem sobre muro ou tapume;

XVIII - nos dutos de gás e abastecimento de água, hidrantes ou castelos e torres d'água;

XIX - na pavimentação asfáltica, em meios-fios ou em quebra-molas;

XX - relativa a fumo e seus derivados;

XXI - em equipamentos contra incêndio;

XXII - relativa a bebidas alcoólicas cujo teor de álcool seja superior ao percentual de quatorze por cento;

XXIII - em próprios municipais sem autorização expressa de uso do imóvel para este fim por parte do órgão competente;

XXIV - que ofereça perigo físico ou risco material, atual ou eminente, à vida ou a segurança da população;

XXV - em mau estado de conservação no aspecto visual e estrutural;

XXVI - em elementos significativos da paisagem do Rio de Janeiro, assim considerados os morros, os maciços vegetais expressivos, os parques, os monumentos públicos, as obras de arte, os prédios tombados e as estátuas;

XXVII - em escolas públicas municipais, templos e outros locais destinados a cultos religiosos, sem autorização expressa de uso do imóvel para este fim por parte do órgão ou instituição competente;

XXVIII - a menos de cento e cinquenta metros de emboques de túneis, de pontes e de viadutos.

XXIX – que encubra, mesmo que parcialmente, a visibilidade de bens tombados;

XXX – que prejudique a edificação em que estiver instalado ou as edificações vizinhas;

XXXI– que prejudique, por qualquer forma, a insolação ou a aeração da edificação em que estiver instalado ou a dos imóveis vizinhos;

XXXII – que apresente conjunto de formas e cores que se confundam com as convencionadas internacionalmente para as diferentes categorias de sinalização de trânsito;

XXXIII – que apresente conjunto de formas e cores que se confundam com as consagradas pelas normas de segurança para a prevenção e o combate a incêndios;

XXXIV – em cabines de segurança, cabines de telefones públicos, lixeiras e quiosques de flores;

XXXV – em veículos de transporte coletivo de passageiro tipo van e congêneres;

XXXVI – na área do Centro Histórico do Município do Rio de Janeiro, criado pelo Decreto nº 29.411, de 10 de junho de 2008, excluindo-se a publicidade veiculada:

a) por meio de mobiliário urbano licitado e sob contrato de concessão;

b) em veículos de transporte coletivo do Sistema de Transportes Coletivos do Município e Individual - táxi; e

c) em bancas de jornal e revistas, módulos de chaveiros, painéis indicativos e painéis institucionais de interesse público, sendo que, neste caso, dependerá de prévia autorização do Prefeito;

XXXVII - nas partes internas e externas de cemitérios e crematórios, exceto o letreiro identificador;

XXXVIII - nas partes internas e externas de hospitais públicos, prontos-socorros e postos de atendimento médico municipais, exceto as que digam respeito à denominação e a eventos relacionados com a área de saúde;

XXXIX - veiculada mediante uso de animais;

XL - em cavaletes nas calçadas e nos logradouros públicos;

XLI - que obstrua ou prejudique a visibilidade da sinalização, placas de numeração, nomenclatura dos logradouros e outras de interesse público;

XLII - que tenha sua projeção horizontal avançando sobre a faixa de rolamento das vias públicas;

XLIII - que avance com sua projeção além da divisa do lote ou projeção no qual estiver situado, para os meios de publicidade fixados no solo;

XLIV - que danifiquem ou ponham em risco o funcionamento das redes de infraestrutura das concessionárias de serviços públicos;

XLV - que se localizem nas proximidades de redes de energia elétrica ou de telefonia, no caso de equipamento eólico com capacidade de flutuação no ar;

XLVI - em linhas e postes de transmissão ou em qualquer equipamento ou objeto de sinalização;

XLVII - em qualquer lugar dos assentos dos veículos de passageiros que compõem os ônibus do sistema municipal de passageiros.

§ 1º Para os efeitos da aplicação do inciso XXVIII deste artigo, considerar-se-á os cento e cinquenta metros, exclusivamente, a partir das entradas e saídas dos respectivos emboques.

§ 2º Exclui-se da vedação do inciso I a exposição de publicidade em mobiliários urbanos e seus acréscimos e periféricos, localizados na calçada limítrofe às faixas de areia banhadas pelo mar, desde que:

I - a veiculação de publicidade não ultrapasse os limites dos mobiliários e de suas partes acessórias;

II - a utilização dos mobiliários e exploração de publicidade que estejam autorizados em contrato precedido de licitação, na forma da Lei nº. 8.666, de 21 de junho de 1993; e

III - sejam respeitados os convênios com a União Federal.

Art. 55. Nenhum anúncio poderá ser exibido se:

I - veicularem mensagens de produtos proibidos ou que estimulem qualquer tipo de poluição ou degradação do ambiente natural;

II - forem ofensivos à moral e aos bons costumes ou contiverem referências desprimorosas a indivíduos, estabelecimentos, instituições ou crenças;

III - venham a favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, social, política ou religiosa;

IV - veiculem elementos que possam induzir as atividades criminosas ou ilegais à violência, ou que possam favorecer, enaltecer ou estimular tais atividades;

V - exibam imagens que sugiram a oferta de práticas sexuais, em propagandas de boates, casas noturnas e outros estabelecimentos congêneres.


TÍTULO VIII
DA AUTORIZAÇÃO



Art. 56. Compete ao Secretário Municipal de Fazenda autorizar a exibição de publicidade, podendo delegá-la, sucessivamente, ao Subsecretário de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano e ao Coordenador de Licenciamento e Fiscalização.

Parágrafo único. O Coordenador de Licenciamento e Fiscalização poderá subdelegar, conforme a necessidade e especificidade dos painéis, aos Gerentes dos setores da estrutura da coordenadoria.

Art. 57. A autorização para exibir publicidade poderá ser requerida diretamente pela própria empresa, nos termos do parágrafo único do art. 11 desta Lei, ou através de empresa de publicidade registrada na Secretaria Municipal de Fazenda, nos termos definidos nesta Lei.

§ 1º O pedido de autorização para veiculação de publicidade será formulado exclusivamente por requerimento eletrônico do qual se formará processo administrativo que tramitará no órgão competente da Secretaria Municipal de Fazenda, e deverá ser apreciado o seu deferimento no prazo máximo de dez dias de protocolizado, instruído dos seguintes elementos:

I - tabuletas:

a) planta de situação contendo a posição do engenho em relação ao logradouro e/ou estabelecimento;

b) prova de direito ao uso de local;

c) alvará de licença para estabelecimento;

d) termo de registro na Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização;

II - painéis indicativos:

a) planta de situação contendo a posição do engenho em relação ao logradouro e/ou estabelecimento, incluindo o projeto cotado com a área total na qual será inserida a mensagem ou anúncio, o tipo de material e a iluminação a ser empregada, conforme o caso;

b) prova de direito ao uso do local;

c) alvará de licença para estabelecimento;

III - painéis publicitários:

a) planta de situação contendo a posição do engenho em relação ao logradouro e/ou estabelecimento, incluindo o projeto cotado com a área total na qual será inserida a mensagem ou anúncio, o tipo de material e a iluminação a ser empregada, conforme o caso;

b) prova de direito ao uso do local;

c) alvará de licença para estabelecimento;

d) termo de registro na Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização;

e) autorização do condomínio, para os painéis instalados nas empenas e cobertura das edificações.

IV - equipamentos de mobiliário urbano, incluídos os indicadores de logradouros, hora e temperatura, abrigos de pedestres, totens informativos (MUPI’S), aspersores, sanitários públicos, colunas multiuso e outros equipamentos de mobiliário urbano, desde que tenham sido licitados e estejam sob contrato de concessão; bancas de jornal e revista, módulos de chaveiros:

a) planta de situação com exato posicionamento do lado par ou ímpar de um logradouro com o lado par ou ímpar do logradouro interceptor, incluindo o projeto cotado com a área total na qual será inserida a mensagem ou anúncio, o tipo de material e a iluminação a ser empregada, conforme o caso;

b) prova de direito ao uso do local, que poderá ser substituída pela Taxa de Obras Realizadas em Logradouros Públicos ou pela Taxa de Uso de Área Pública, conforme o caso;

c) alvará de licença para estabelecimento;

d) termo de registro na Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização;

V - faixas, balões, boias flutuantes, bicicletas, motocicletas, triciclos e aviões:

a) indicação da mensagem a ser veiculada, bem como cópia de desenho e alegorias a serem empregados, quando for o caso.

b) projeto cotado, incluindo a área total na qual será inserida a mensagem ou anúncio, o tipo de material e a relação das placas dos veículos a ser inserida a mensagem;

c) autorização do órgão competente, quando for o caso;

VI - veículos de transporte de carga e de transporte de passageiros coletivo: projeto cotado, incluindo a área total na qual será inserida a mensagem ou anúncio, o tipo de material e a relação das placas dos veículos a ser inserida a mensagem.

§ 2º Caso o órgão competente da Secretaria Municipal de Fazenda não apreciar o processo no prazo previsto no § 1°, a requerente estará autorizada a instalar o painel requerido.

Art. 58. Cumpridas as exigências no processo administrativo, a Taxa de Autorização de Publicidade será expedida em até setenta e duas horas.

Art. 59. A autorização de publicidade em áreas particulares será concedida por prazo indeterminado enquanto estiver sendo paga a taxa prevista na legislação tributária e respeitando o disposto nas demais normas que regem a matéria.

§ 1º A renovação da autorização para veiculação de publicidade será feita anualmente, com a apresentação do projeto aprovado do engenho no ano anterior, e do comprovante de pagamento da taxa do exercício anterior, sendo ultimada com o pagamento da taxa do exercício corrente, dispensada a formalidade do requerimento.

§ 2º Nos termos do Código Tributário, não se considera alteração de mensagem a simples alteração de características de texto, cor, imagem ou elementos gráficos do anúncio.

Art. 60. A autorização para exibir publicidade será automaticamente cancelada nos seguintes casos:

I - na data de seu vencimento, caso não tenha sido deferida a renovação;

II - quando ocorrer mudança de local de instalação do anúncio;

III - constatação de alteração das características do anúncio referente à estrutura, sustentação e forma de veiculação;

IV - por infringência a qualquer das disposições desta Lei, caso não sejam sanadas as irregularidades dentro dos prazos previstos; e

V - por solicitação do interessado.

Art. 61. A autorização para exibir publicidade poderá ser revogada pela autoridade competente, em despacho fundamentado, por razões de interesse público.

§ 1º Revogar-se-á a autorização para exibição de publicidade quando o anunciante ou a empresa de propaganda tiver sua licença de estabelecimento revogada, cassada ou anulada.

§ 2º A decisão da autoridade de revogar a autorização deverá ser precedida de prazo de dez dias corridos, para defesa prévia, contados do recebimento da notificação pelo interessado.

§ 3º Conceder-se-á ao interessado prazo de trinta dias corridos da publicação da revogação da autorização para retirada da publicidade.

§ 4º. Considera-se interesse público, previsto no caput deste artigo, todo ato que tenha por causa a preservação da segurança pública e da saúde pública da coletividade, devendo a referida decisão ser fundamentada e só ultimado o ato de retirada após o prazo concedido no parágrafo anterior.


TÍTULO IX
DA TRIBUTAÇÃO

Art. 62. A Taxa de Autorização de Publicidade será calculada de acordo com as normas estabelecidas no Código Tributário do Município.


TÍTULO X
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 63. Para os fins desta Lei, considera-se:

I - altura de edificação: a distância entre o nível da calçada ou passeio fronteiro e a cota máxima da construção ou dos elementos construídos, excetuadas as caixas d´água e as torres de refrigeração;

II - anunciante: pessoa física ou jurídica que veicula sua marca, logomarca, logotipo, nome ou nome de fantasia e divulga o produto, serviço, atividade ou evento;

III - aplique: elemento acessório ao anúncio, de inserção temporária, e que não se apresenta constituindo superfícies contínuas ao quadro do engenho publicitário;

IV - área livre de imóvel edificado: toda área descoberta existente entre a edificação e qualquer divisa do imóvel que a contém;

V - área pública: área que compreende os logradouros e demais bens de uso comum; as faixas de domínio de estradas, ferrovias e rodovias; o espaço aéreo; as áreas marítimas, fluviais e lacustres; a orla marítima; o interior de estações da rede de transportes rodoviária, hidroviária, metroviária, ferroviária e aeroportos;

VI - banca de jornal e revista: tipo de quiosque quadrilátero, de dimensões variáveis, constituído de materiais diversos, passível de instalação em logradouros públicos e destinada à venda de publicações periódicas, artigos de pequeno valor não relacionados a publicações e produtos de valor agregado e colecionável;

VII - calçada ou passeio: parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins;

VIII - carroceria: estrutura que envolve um determinado veículo e define a sua forma, construída em metal, fibra ou outro material, com exceção das partes envidraçadas, do interior no qual se alojam os passageiros e se instalam o motor e demais equipamentos do veículo;

IX - cavalete: engenho publicitário móvel feito em material não flexível, destinado a anunciar preço ou promoção em curso no estabelecimento a que se refere;

X - emboque: zona de transição exclusivamente para as entradas e saídas de túneis, pontes, viadutos e passarelas;

XI - empena: face cega externa, lateral ou traseira da edificação, cujo plano coincida com o limite do lote ou não;

XII - empresa de propaganda ou de publicidade: pessoa jurídica, devidamente registrada na Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria Municipal de Fazenda, contratada para veicular propaganda ao ar livre em engenhos publicitários em nome de terceiros;

XIII - engenho ou veículo de publicidade: qualquer equipamento destinado à veiculação de mensagem, utilizando palavras, imagens, cores, trações, signos, estruturas de suporte monocromáticas ou policromáticas, recursos visuais ou elementos gráficos em geral, tais como: painéis, tabuletas, letreiros, artefatos de mobiliário urbano, bancas de jornal e revistas, totens, balões infláveis e outros de natureza similar;

XIV - fachada: face externa frontal de uma edificação principal, ou aquela cuja face externa contenha prisma de ventilação e iluminação internas da edificação, excetuando-se as edificações complementares, como torres, caixas d’água, chaminés ou similares;

XV - faixa de domínio das estradas: o espaço de quinze metros contados a partir das margens de seu leito;

XVI - faixa de domínio de lagos e lagoas: o espaço compreendido entre a água e a pista de rolamento exclusive;

XVII - faixa e galhardete: engenho publicitário feito em material não rígido, destinado à pintura de publicidade ou propaganda visual, de caráter transitório;

XVIII - folhetos e cartazes: constituídos por material impresso, facilmente deteriorável e que se caracteriza pela alta rotatividade de mensagem e elevado número de exemplares;

XIX - imóvel edificado: terreno ocupado total ou parcialmente com edificação permanente;

XX - imóvel não edificado: terreno não ocupado ou ocupado com edificação transitória em que não se exerçam atividades nos termos da legislação de uso e ocupação do solo;

XXI - interior do estabelecimento: os espaços privativos onde o particular ou o Poder Público organiza e exerce atividades, com fins econômicos ou não, tais como interior dos prédios públicos, comerciais ou de uso misto, das lojas, das salas, dos condomínios de lojas, salas e unidades semelhantes, dos conjuntos de lojas em galerias, dos shoppings centers, das estações de trem, metrô, barcas, dos aeroportos, dos estádios de esporte, ainda que abertos ou descobertos, dos museus e galerias de arte e exposições, dos templos, dos clubes e agremiações, dos supermercados e de outros estabelecimentos com trânsito de público ou não, inclusive seus espaços em áreas abertas ou descobertas, como estacionamento e pátios;

XXII - local de livre circulação: todo aquele aberto, ainda que em caráter não permanente, ao trânsito, passagem ou visitação dos interessados, tais como galerias comerciais e corredores de shopping centers;

XXIII - local exposto ao público: qualquer área, construção ou edificação, pública ou privada, onde sejam visualizados anúncios;

XXIV - maciço vegetal expressivo: o conjunto de árvores ou arbustos formando uma massa verde contínua;

XXV - marquise: é o elemento da edificação construído em balanço em relação à fachada, integrante de projeto aprovado ou regularizado, destinado à cobertura e à proteção de transeuntes;

XXVI - mensagem ou anúncio: comunicação destinada a indicar o nome de estabelecimento, empresa ou instituição, a divulgar marca, produto, serviço, atividade ou evento e a transmitir informações e orientações em geral;

XXVII - mobiliário urbano: artefato que propicie conforto ergonômico, proteção, segurança e acesso à informação aos usuários, instalado em áreas públicas para integrar a infraestrutura urbana, tais como postes de eletricidade, postes luminosos, armários e hidratantes, ou para prover serviços e comodidades diversos à população, tais como equipamentos de sinalização pública, abrigos de pedestres em parada de coletivo, sanitários públicos, lixeiras, indicadores de hora e temperatura, indicadores de logradouro público, indicador de parada de coletivo, indicador de local turístico, coluna multiuso, bancas de jornal e revistas, módulos de chaveiros, mobiliário urbano para informação (MUPI), postos de salvamento da orla marítima, quiosques e outros engenhos definidos em regulamento próprio;

XXVIII - orla marítima: o espaço compreendido entre a água e a pista de rolamento exclusive;

XXIX - painel do tipo bandeira: veículo publicitário com área total não superior a vinte metros quadrados, constituído de materiais diversos, com iluminação ou não, sem alternância de imagens e movimento, afixado ao solo em terrenos particulares destinados a postos de serviço e revenda de combustíveis, não podendo conter apliques;

XXX - painel indicativo: veículo de dimensões variáveis, constituído de materiais diversos, com iluminação ou não, sendo vedado qualquer tipo de alternância ou movimento, instalado no próprio local onde a atividade econômica é exercida, contendo referências ao próprio estabelecimento, destinado a divulgar mensagem exclusivamente indicativa;

XXXI - painel provisório: engenho com área total não superior a vinte metros quadrados, destinado a veicular mensagem promocional, em caráter transitório, para divulgação de promoções, ofertas, liquidações, lançamentos e congêneres;

XXXII - painel provisório em eventos: engenho com área total não superior a trezentos metros quadrados, destinado a veicular mensagem em caráter transitório para divulgação de eventos culturais, religiosos, esportivos, festividades e shows;

XXXIII - painel publicitário: veículo geralmente plano, regular e quadrilátero, de dimensões variáveis, constituído de materiais diversos, com iluminação ou não, com alternância de imagens e movimento ou não, inclusive rotativa, eletrônica ou digital, passível de instalação em áreas públicas, terrenos particulares, fachadas, empenas, coberturas de edificações, artefatos de mobiliário urbano e outras estruturas e locais, podendo conter apliques, desde que não ultrapasse trinta por cento de sua área total;

XXXIV - paisagem urbana: é a configuração resultante da contínua e dinâmica interação entre os elementos naturais, os elementos criados e edificados e o homem, em permanente referência de escala, forma, função e movimento;

XXXV - prisma vertical ou sólido geométrico: engenho publicitário fixado diretamente no solo, podendo ter haste própria, de dimensões variáveis, constituído de materiais diversos, com iluminação ou não, sem alternância de imagens e movimento e passível de instalação em terrenos particulares;

XXXVI - publicidade ou propaganda: exibição de mensagem por quaisquer meios em áreas públicas ou em áreas particulares expostas ao ar livre ou em locais de livre circulação;

XXXVII - tabuleta: veículo publicitário simples, instalado em áreas privadas, confeccionado em estrutura metálica e nas dimensões de nove metros de comprimento por três metros de altura, destinados à afixação de mensagens substituíveis em lona vinílica ou papel, podendo conter apliques, desde que não ultrapasse trinta por cento de sua área total;

XXXVIII - tapume: elemento físico utilizado provisoriamente durante a construção, reconstrução, reforma ou demolição de um imóvel;

XXXIX - testada ou alinhamento: é a linha divisória entre o imóvel de propriedade particular ou pública e o logradouro ou via pública;

XL - visibilidade: é a possibilidade de visualização de uma mensagem exposta em espaço externo ou interno da edificação.

Art. 64. Nos dispositivos desta Lei que disponham sobre espaçamento mínimo entre engenhos de publicidade, isolados ou em conjunto, da mesma espécie ou não, na mesma posição relativamente a outro imóvel, terá preferência para instalação:

I – o anunciante ou a empresa de propaganda que a mais tempo, de forma ininterrupta, exiba no local publicidade regularmente autorizada em processo da Secretaria Municipal de Fazenda;

II – o anunciante ou a empresa de propaganda que detenha contrato de locação mais antigo para o local de instalação do engenho averbado no Registro de Imóveis ou outro título concessivo do direito de uso do local, com os registros competentes conforme o caso.

Art. 65. Em todos os anúncios veiculados por terceiros, excetuando-se os instalados em veículos de transporte de passageiros individuais e coletivos, deverão constar, de forma visível, o nome da empresa exibidora e o número de registro na Gerência de Publicidade da Secretaria Municipal de Fazenda.

Art. 66. Os engenhos afixados em empenas, telhados e coberturas das edificações, bem como os engenhos cuja área, isolada ou em conjunto, ultrapassem trinta metros quadrados, terão seu pedido de autorização instruído com projeto assinado por profissional que será responsável por sua instalação e segurança.

Parágrafo único. Os profissionais que assinarem os projetos responderão pelo cumprimento das normas desta Lei, bem como pela segurança dos engenhos, não cabendo ao Poder Público Municipal responsabilidade decorrente de danos materiais ou pessoais que porventura venham a ser causados em razão da instalação ou conservação dos engenhos.

Art. 67. As disposições desta Lei aplicam-se à propaganda eleitoral, naquilo que não contrariar a legislação federal específica.

Art. 68. Os painéis indicativos e os painéis instalados em bancas de jornal e revistas e demais mobiliários urbanos na forma definida no inciso XXVII do art. 63 desta Lei não sofrem restrições de zoneamento.

Art. 69. A exibição de qualquer publicidade não prevista nesta Lei, bem como a delimitação e definição de áreas especiais para a exibição de publicidade de interesse público, especialmente em áreas que sofreram transformações arquitetônicas ou áreas específicas degradadas que necessitam de recuperação, dependerá de prévia autorização do Prefeito, ouvida preliminarmente os órgãos que eventualmente devam manifestar-se sobre a matéria.

Parágrafo único. Os engenhos de publicidade previstos no caput deste artigo deverão ser apresentados em forma de Projetos de Revitalização de Áreas Degradas ou de Transformação, acompanhados de estudo de viabilidade econômica, bem como definindo a contra partida destinada à Prefeitura.

Art. 70. Os painéis de publicidade que não estiverem previstos nesta Lei, bem como os que não estejam enquadrados nos zoneamentos previstos no Anexo I desta Lei poderão ser autorizados excepcionalmente pelo Prefeito, ouvido os órgãos competentes para sua decisão.

Art. 71. Os anunciantes e as empresas de publicidade terão um prazo máximo de cento e oitenta dias para adaptarem os engenhos autorizados às normas desta Lei, a partir da data de sua publicação.

Parágrafo único. As novas autorizações para exibição de publicidade deverão observar o disposto na presente Lei, a partir da data de sua publicação.

Art. 72. Os incisos I e VI do § 5º do art. 92-A da Lei 691, de 24 de dezembro de 1984, com a redação dada pela Lei nº 7.000, de 23 de julho de 2021 passam a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 92-A ...

...

§ 5º ...

I – situados nas empenas cegas, coberturas, fachadas de edifícios, monitores de TV, painéis fixados no solo, vlt, metrô, rede ferroviária, aeroportos e brt terá seu valor calculado com aplicação do fator multiplicador 4,0 (quatro);

. . . Art. 73. Ficam mantidas a vigência e a eficácia das Taxas de Autorização de Publicidade expedidas de acordo com a legislação anterior.

Art. 74. Ficam revogadas:

I - a Lei 758, de 14 de novembro de 1985; e

II - Lei 1.921, de 05 de novembro de 1992.

Art. 75. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação



Plenário Teotônio Villela, 9 de novembro de 2021.



ANEXO I
ANEXO I.pdf ANEXO I.pdf

ANEXO II - MAPA DO NÚCLEO HISTÓRICO DO CENTRO DO RIO DE JANEIRO.pdf ANEXO II - MAPA DO NÚCLEO HISTÓRICO DO CENTRO DO RIO DE JANEIRO.pdf


JUSTIFICATIVA

Apresentamos o Projeto de Lei Complementar que “DISPÕE SOBRE A VEICULAÇÃO DE PUBLICIDADE EXTERIOR NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, com as seguintes razões:

Pelo menos desde o último quartel do século XX, a ordenação da publicidade exterior tem sido uma constante preocupação das principais cidades do mundo, com vistas a preservar a estética urbana, especialmente em seus aspectos arquitetônicos e ambientais, bem como a segurança dos habitantes da pólis.

De fato, hoje, superada a predominância das fases fiscal e de polícia administrativa, a regulação da publicidade exterior destaca-se como instrumento de proteção e garantia do direito a um meio ambiente saudável, como prescrito no artigo 225 da Constituição da República, reconhecido como direito humano de terceira geração.

A presente proposta pretende, também, em seu escopo geral, organizar e orientar em um único texto legal a veiculação de publicidade exterior de qualquer natureza, respeitando o interesse coletivo, as necessidades ambientais e o livre exercício de atividade econômica, levando-se em conta, ainda, a função social da cidade e da propriedade urbana, bem como o dever do Poder Público de preservar o meio ambiente, a paisagem urbana e o patrimônio natural, cultural, histórico e arqueológico da cidade.

É por demais sabido que há porções da cidade do Rio de Janeiro de notável expressão e significado paisagístico, tais como a orla marítima, as reservas naturais, as montanhas, com suas encostas e maciços, e as lagoas, além de um centro histórico que guarda a memória da antiga capital federal, o que requer a proteção e tutela, inclusive em benefício das gerações futuras.

Por outro lado, o desenvolvimento da atividade publicitária a que se vem assistindo nos últimos anos, impulsionada pelo desenvolvimento tecnológico, traduz-se no surgimento de novas formas de publicidade e de suportes publicitários cada vez mais complexos, exigindo dos agentes de fiscalização trabalho mais acurado e especializado no exercício do poder de polícia relativo à fiscalização desta atividade econômica no Município do Rio de Janeiro.

A taxa de autorização de publicidade, conforme o artigo 125 do Código Tributário do Município, tem como fato gerador o exercício regular, pelo Poder Público Municipal, de autorização, vigilância e fiscalização, visando a disciplinar a exploração de meios de publicidade ao ar livre ou em locais expostos ao público. Trata-se, portanto, de taxa de polícia, cuja cobrança está vinculada à atuação do órgão encarregado de exercer o poder de polícia correspondente.

Para fazer frente aos encargos impostos pelo exercício do poder de polícia, a Administração Municipal tem de despender recursos, sendo certo que a receita proveniente da cobrança de taxas de polícia deve estar muito próxima dos custos do exercício regular do respectivo poder de polícia, sendo seu valor estimado de modo a cobrir os custos das atividades do Poder Público, uma vez que a instituição de tal espécie tributária é regida pelo princípio da retributividade.

Nesse sentido, considerando o incremento da atividade publicitária, quer por conta do surgimento de novas formas de publicidade, que facilita a alta rotatividade da exposição dos engenhos, quer pelo simples aumento da publicidade, verifica-se uma defasagem entre

Face ao exposto, proponho o presente projeto que disciplina a veiculação de publicidade exterior no Município do Rio de Janeiro, fazendo valer o respeito pelo meio ambiente, incontestável direito da coletividade (Art. 460 da LOMRJ), bem como ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes (Art. 182 da Constituição Federal).

Por todo o exposto, solicitamos o apoio dos nobres vereadores para a aprovação da matéria.


Legislação Citada

LEI Nº 1.139 DE 16 DE DEZEMBRO DE 1987.

Autor: Poder Executivo

(...)

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
LEI Nº 2.422, DE 4 DE JUNHO DE 1996
(...)

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

LEI Nº 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993

Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.

(...)

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX


LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997



Institui o Código de Trânsito Brasileiro.
(...)

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

DECRETO Nº 322 de 3 de março de 1976.


APROVA O REGULAMENTO DE ZONEAMENTO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.
(...)

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

DECRETO Nº 29411 de 10 de junho de 2008

Proíbe publicidade na área e na forma que define.


(...)
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX


Atalho para outros documentos



Informações Básicas
Regime de Tramitação Ordinária
Projeto
Link:

Datas:
Entrada 11/11/2021Despacho 11/23/2021
Publicação 11/24/2021Republicação

Outras Informações:
Pág. do DCM da Publicação 30 a 44 Pág. do DCM da Republicação
Tipo de Quorum MA Arquivado Não
Motivo da Republicação Pendências? Não


Observações:




DESPACHO: A imprimir e à(s) Comissão(ões) de:
Comissão de Justiça e Redação, Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, Comissão de Assuntos Urbanos,
Comissão de Abastecimento Indústria Comércio e Agricultura, Comissão de Meio Ambiente, Comissão de Cultura,
Comissão de Esportes Lazer e Eventos, Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Comissão de Transportes e Trânsito,
Comissão de Educação, Comissão de Proteção e Defesa Civil, Comissão de Higiene Saúde Pública e Bem-Estar Social,
Comissão dos Direitos dos Animais, Comissão de Obras Públicas e Infraestrutura, Comissão de Defesa dos Direitos Humanos,
Comissão de Segurança Pública, Comissão de Prevenção às Drogas, Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização Financeira.
Em 23/11/2021
CARLO CAIADO - Presidente


Comissões a serem distribuidas


01.:Comissão de Justiça e Redação
02.:Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público
03.:Comissão de Assuntos Urbanos
04.:Comissão de Abastecimento Indústria Comércio e Agricultura
05.:Comissão de Meio Ambiente
06.:Comissão de Cultura
07.:Comissão de Esportes Lazer e Eventos
08.:Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência
09.:Comissão de Transportes e Trânsito
10.:Comissão de Educação
11.:Comissão de Proteção e Defesa Civil
12.:Comissão de Higiene Saúde Pública e Bem-Estar Social
13.:Comissão dos Direitos dos Animais
14.:Comissão de Obras Públicas e Infraestrutura
15.:Comissão de Defesa dos Direitos Humanos
16.:Comissão de Segurança Pública
17.:Comissão de Prevenção às Drogas
18.:Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização Financeira


Hide details for TRAMITAÇÃO DO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 57/2021TRAMITAÇÃO DO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 57/2021

Cadastro de ProposiçõesData PublicAutor(es)
Hide details for Projeto de Lei ComplementarProjeto de Lei Complementar
Hide details for 2021020005720210200057
Two documents IconRed right arrow IconDISPÕE SOBRE A VEICULAÇÃO DE PUBLICIDADE EXTERIOR NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO => 20210200057 => {Comissão de Justiça e Redação Comissão de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público Comissão de Assuntos Urbanos Comissão de Abastecimento Indústria Comércio e Agricultura Comissão de Meio Ambiente Comissão de Cultura Comissão de Esportes Lazer e Eventos Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência Comissão de Transportes e Trânsito Comissão de Educação Comissão de Proteção e Defesa Civil Comissão de Higiene Saúde Pública e Bem-Estar Social}11/24/2021Vereador Jorge Felippe,Vereador Rafael Aloisio Freitas,Vereador Dr. GilbertoReminder Icon





HTML5 Canvas example